Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio, com revisão automatizada parcial. Os nomes dos interlocutores foram atribuídos automaticamente. Em caso de dúvida, o áudio do episódio prevalece.
Eron Falbo: [0:00] Boa noite. Vamos sair dos nossos tempos agora. Existem quatro elementos, quatro essências, quatro criaturas: fogo, água, ar e terra. A gente está indo agora para o quinto elemento. "Ao invés do amor, da fama e do dinheiro, me dê a verdade", diz Henry David Thoreau.
Babi Xavier: [0:48] Well...
Eron Falbo: [0:53] You know you should wonder why...
Babi Xavier: [0:56] Babe...
Eron Falbo: [0:59] If you don't know by now, well, there ain't no use for you to wonder why, babe, I'll get to you somehow. The rooster crows at the break of dawn, look out your window and I'll be gone. You're the reason I'm traveling on. Don't think twice, it's alright. So long, honey babe, where I'm bound I can't tell. Goodbye's too good a word, babe, so I'll just say fare thee well. I ain't sayin' you treated me unkind, you coulda done better, but I don't mind. You just kinda wasted my precious time, but don't think twice, it's alright.
Babi Xavier: [2:28] Fiquem...
Eron Falbo: [2:34] Agora com o Babi Xavier!
Babi Xavier: [2:39] Boa noite! Que maravilha! Boa noite! Tudo ótimo! Você?
Eron Falbo: [2:54] Graças a Deus, tudo certo, tudo certo. Estamos fazendo essas novidades tecnológicas aí, fazendo acontecer em casa essas coisas. Você também está nessa?
Babi Xavier: [3:04] Estou, total. Aqui é autoprodução. E aí eu dou risada, né? É muito bom, gente: iluminar, fazer cenário, correr e falar... será que vai dar certo?
Eron Falbo: [3:16] A gente tem que aprender a reproduzir o que a gente está acostumado a ter em emissoras, em coisas com maior intensidade.
Babi Xavier: [3:25] Mas achei muito legal o que você está fazendo, assim. Entrei um pouquinho na sua live de segunda, na segunda-feira, e achei muito legal, assim, é total. Me lembrou tanta gente, me lembrou do David Letterman, me lembrou tanta gente, essa coisa da entrada, essa coisa da vinheta que eu adorei. Então, adorei isso, adorei essa ideia, muito legal, muito legal.
Eron Falbo: [3:56] Na televisão brasileira é um elogio único.
Babi Xavier: [4:03] Não, eu gostei muito, gostei muito. É muito legal.
Eron Falbo: [4:06] Valeu, só pedi... Pessoal, dá pra abaixar o ar-condicionado, por favor? Porque tá calor pra caramba. A gente tá no Rio de Janeiro, né? Não tá em Nova York.
Babi Xavier: [4:16] É, eu tava com o meu ligado também, e aí depois eu falei: bom, vou ligar até o último momento, né, pra tá assim, mais fresquinho aqui.
Eron Falbo: [4:25] E aí, olha só.
Babi Xavier: [4:31] Deixa eu mostrar aqui. Uma coisa que eu peguei aqui: se você tiver com muito calor... Que maravilha.
Eron Falbo: [4:43] Pô, vou adotar esse efeito aí também.
Babi Xavier: [4:46] E você vai adorar. Ele é USB, tudo certo.
Eron Falbo: [4:52] E também vê, por favor, se no Instagram está assim também, só para o público não ouvir assim. Aí, cara, nesse clima de live, a gente tem que consertar as coisas em tempo real mesmo, assim mesmo.
Babi Xavier: [5:11] Com certeza, eu tô pensando em trocar de cadeira aqui. Eu tô com uma cadeira que é muito tranquila, muito relax, eu posso ficar daqui, ó. E eu não sei se eu fico mais próxima, não sei se eu fico menos.
Eron Falbo: [5:25] Babi, me diz uma coisa: uma coisa que eu mais me interessei de você recentemente foi que você botou a cara a tapa pra fazer psicologia, para se redefinir, não necessariamente redefinir, mas contribuir para a sua identidade, adicionar uma nova camada para a identidade de Babi Xavier. Como é que foi essa decisão, esse processo de entrar nisso?
Babi Xavier: [5:51] Olha, eu já tinha esse plano de, depois dos 40, fazer alguma oficinalidade com a qual me identificasse, e psicologia não foi difícil de entender que era o primeiro lugar aqui no meu coração, apesar de que também poderia fazer, que agora nós temos cursos universitários de audiovisual, novas mídias, também seria muito legal, isso é uma coisa que talvez eu faça à frente, mas eu precisava fazer o que eu pudesse articular com a arte. Psicologia e arte bebem das mesmas fontes, dos filósofos, estudam o ser humano.
Eron Falbo: [6:35] Na minha visão, inclusive, eu acho que os artistas se beneficiariam muito de entrar mais nesse campo do metafórico e também entender não só o metafórico como arte, como estética, mas como significado, como reflexo do que o ser humano é, como autodesenvolvimento. Porque eu acredito que no mundo antigo essas coisas não eram separadas, inclusive ciência, arte, religião. Não eram, não eram.
Babi Xavier: [7:06] E o jeito de aprender era muito interessante. O professor e as pessoas em volta, e sempre o debate. Eu sinto muita falta disso. Essa coisa das cadeiras, todo mundo virado pra frente, o professor com aquele.
Eron Falbo: [7:25] É. Aí, vamos brindar um coco?
Babi Xavier: [7:27] Vamos! Esse daqui tá muito doce. Eu tava vindo na rua, daí eu pensei: vou comprar o coco pra nossa live. Falei para a moça e disse que ia ver um pouco bonito, porque é para uma live. O cara ficou me mostrando.
Eron Falbo: [8:01] Vai ser estrela de uma live.
Babi Xavier: [8:03] É muito legal isso.
Eron Falbo: [8:07] Desculpa, a gente interrompeu o que você estava falando sobre a arte no mundo antigo, como as coisas eram.
Babi Xavier: [8:16] Sabe o que eu estava pensando, enquanto a gente estava voltando ao ar? Um bom desafio seria que toda a parte de ensinamento da filosofia fosse feita de uma forma mais acessível. A filosofia em si tem muitas complexidades. Deve existir um dicionário próprio, inclusive. Tem termos que existem na filosofia. Na vida aqui no mundão, não. Mas a filosofia tem que estar no mundão, porque ela é muito importante, ela reflete tudo que está acontecendo e também nos motiva, nos orienta, nos influencia. Ela reflete e influencia ao mesmo tempo, olha quão poderosa ela é. Só que assim, você teve aula de filosofia no colégio?
Eron Falbo: [9:15] Na verdade, no colégio não tive esse privilégio. Na minha época, no colégio, não tinha. Não sei se é um...
Babi Xavier: [9:20] Pois é. Eu também não me lembro de ter tido filosofia no colégio. Eu tinha, tipo, SPB. Mas hoje, a minha sobrinha, por exemplo, que tem 11 anos, ela tem aula de filosofia e ela falou que não gosta. Ela acha um saco. Então, assim, o jeito de me ensinar seria um jeito mais no estilo Merlier, né? Ah, verdade.
Eron Falbo: [9:46] A gente falou sobre isso antes da nossa conversa agora, que é uma questão de comunicação, às vezes. O mundo acadêmico, às vezes, é muito estéril. O mundo acadêmico, às vezes, não tem vitalidade, não atrai as pessoas, não magnetiza as pessoas.
Babi Xavier: [10:07] Nesses seis períodos da psicologia, eu comecei até antes, mas eu tive que parar, parei um ano por causa do Popstar. Enfim, eu tive que desacelerar um pouco, não fazer oito, nove, dez matérias por período, infelizmente. Não dá também, porque minha vida é adulta, trabalho, tenho filho, então realmente não dá para fazer tudo, não de uma forma profunda como me proponho. Mas, nesses seis períodos, um ou outro texto eu encontrei bem gostosos, bem legais de ler. Falei, nossa, que coisa fluida e interessante. Porque, você imagina, eu estou acostumada com textos jornalísticos, mas um jornalismo que quer que o leitor chegue junto.
Eron Falbo: [10:58] Ele tem uma raison d'être, ele tem uma motivação para poder atrair o leitor, porque um cientista ou um acadêmico, a única motivação dele é trazer novidades com um peer-reviewed journal, uma coisa que tenha credenciais, que tenha referências, que seja dentro dos padrões acadêmicos, e se ele trouxer uma novidade ele vai ganhar algum prêmio, ele vai ganhar um... Mas o texto em si não precisa ser agradável, tem outras regras, tem que ser dentro de outros formatos.
Babi Xavier: [11:40] Pois é, mas aí o que acontece? Quando você fez uma descoberta ou fez uma super pesquisa, não seria muito legal se muito mais gente acessasse e fizesse seus trabalhos inspirados no seu artigo, inspirados no seu livro, né? Essa coisa de poucos e bons, assim, deve ter um requisito pra poucos e bons, não sei. Mas a comunicação pra mim tem que ser muito clara, carinhosa, assertiva, tem que ser sem constranger o outro que ainda não sabe do que você teve tempo de pesquisar.
Eron Falbo: [12:18] Claro.
Babi Xavier: [12:19] Ninguém é obrigado a saber tudo, e que lindo, que incrível. Você já pensou se tudo que eu soubesse você soubesse também? A gente ia conversar e ele ia dizer, sabe aquilo que eu sei? Então, o que você acha? A gente ia divergir no... Você vê um pouco mais dessa cor, eu vejo um pouco mais da outra, mas saber de tudo e das mesmas coisas, ia ser uma conversa muito... É tão gostoso quando a pessoa fala assim, não sei, me explica, me conta, me... Dali dá pra você entender que tipo de pessoa é aquela pessoa que tem um saber que vai te passar. O jeito dela ensinar isso para você diz muito a respeito dela. Falar assim, essa pessoa ou é muito vaidosa, ou não é, ou é uma pessoa, sabe, gente como a gente, e ainda sabe muito. Nossa, que tesão isso, né? Então, a gente observa isso nos professores. Até hoje, graças a Deus, eu tive professores que eu gostei muito, muito, muito.
Eron Falbo: [13:23] Eu acho que o jeito que eu vejo a academia evoluindo, eu acho que é inevitável que fique mais acessível, porque eu acho que começou com uma coisa meio centralizada, como qualquer coisa na história humana. Antigamente...
Babi Xavier: [13:40] A igreja fundou as universidades, então não era todo mundo que sabia ler, que sabia escrever. Não eram as mulheres, não, só alguns homens.
Eron Falbo: [13:53] Exatamente, já tinha uma característica inacessível por natureza. No início do clero, os próprios padres, alguns não sabiam falar latim. Então não conseguiam ler a Bíblia, eles memorizavam o que liam, mas não sabiam o significado.
Babi Xavier: [14:11] Agora, o que eu acho que é uma questão também, como a gente está forte nessa sociedade do desempenho, do cansaço também, eu vejo muitos acadêmicos, muitas acadêmicas cortando um dobrado em seus mestrados, em seus doutorados. Graduação, então, nem vou te falar. Tem vários estudos falando do quanto é enlouquecedor para o universitário o nível das universidades hoje, se você for pegar e for a fundo de tudo que é passado, já na graduação. Inclusive o nervosismo por causa das avaliações, enfim, tem toda uma coisa que já é contra o motivar-se a saber. Mas assim, quem está fazendo mestrado, quem está fazendo doutorado, o que eu ouço muito é: poxa, meu orientador tá, caramba, tá me cutucando muito, tá me enchendo aqui. Cara, tá me dando prazo. Eu tenho que produzir, eu tenho que produzir, eu tenho que produzir. E assim, aí fica muito científico mesmo, mas mesmo em produção científica acredito que você tem que ter uma motivação para ir buscar, não é só a motivação, é o seu mestrado.
Eron Falbo: [15:22] Mas isso está mudando porque naturalmente esse mundo já não tem mais o poder que já teve, né? O mundo acadêmico hoje, assim, tipo, eu morei na Inglaterra há quatro anos. Meu irmão é formado em... Você está me ouvindo bem?
Babi Xavier: [15:37] Alô? Tá dando muito... Como se a gente estivesse numa rádio que não tá sendo gravada.
Eron Falbo: [15:44] É, eu queria até perguntar pro público se tá tendo isso, porque aqui também, agora a gente tá ouvindo também essa... Alguma coisa. Pessoal, vocês estão ouvindo aí?
Babi Xavier: [15:53] Milena, se você puder falar... Deixa eu.
Eron Falbo: [16:00] Só ver se isso tá acontecendo pra gente registrar uma coisa legal. Não, eu tô falando que não, eu tô falando que tá tudo certo.
Babi Xavier: [16:08] Tá tudo certo aí?
Eron Falbo: [16:10] É, tá tudo certo, então é só pra gente mesmo, vamos ignorar. Alguma coisa aí que...
Babi Xavier: [16:15] Não, mas eu tenho que ouvir você.
Eron Falbo: [16:17] Oi, mas você consegue me ouvir bem?
Babi Xavier: [16:20] Não.
Eron Falbo: [16:22] Ah, não consegue me ouvir bem?
Babi Xavier: [16:24] Não. Não é que eu não consiga, não tá... vamos dizer, não tá baixo ou alto. Ele tá... Sabe rádio quando tá saindo da sintonia?
Eron Falbo: [16:35] É mesmo, que coisa. Só um segundinho, deixa eu... Estão falando que tá perfeito o som pra eles. Então deixa eu só consertar pra vocês, só um segundinho.
Babi Xavier: [16:44] E aí, gente? Contem pra mim, que agora eu tô aqui, mamalucando, e aí? Como é que tá? Tem todas as plataformas esse nosso papo live, né? Muito bom, né? Muito bom, gente. Muito bom. Vou conversando aqui. Quero avisar para vocês que eu já tinha anunciado antes. Eu tinha falado lá no meu Instagram que eu ia entrar para cá. Então, eu acho que se eu ligar o meu Instagram, eu não vou estar. Mas vai estar no Instagram do Eron Falbo. Então, liga no dele que você vai ver. Liga ou então na página do Facebook dele, ou no YouTube, que estamos ao revés. Deixa eu ir lá no Eron, dar uma olhada nessa... O que é que está ali? Ai que maravilha, vou só tirar o... Tô me vendo aqui, eu vou mostrar aqui pra vocês. Yeeey! Tô me vendo aqui, ai que doido! Ah, aqui tá dizendo assim, mande uma... Send a request to be in Eron Falbo's live video. Tá, eu vou mandar. Vou mandar uma. Tá, eu duas vezes assim, né? Muito bom, muito bom. Então, queridos. Tô aqui, estamos aqui, vamos ajeitar esse som. Aqui eu não consigo ver os comentários, mas eu vi que tem mil e cem pessoas nesse Instagram. Que isso, Jéssica?
Eron Falbo: [18:27] E aí, tá um pouco melhor agora ou não?
Babi Xavier: [18:30] Sim.
Eron Falbo: [18:31] Tá bem melhor ou um pouco melhor?
Babi Xavier: [18:33] Melhor.
Eron Falbo: [18:35] Então, você consegue me ouvir?
Babi Xavier: [18:38] Perfeitamente.
Eron Falbo: [18:39] Beleza.
Babi Xavier: [18:41] Qual foi o bim-bim-bim que você foi fazer lá, menino?
Eron Falbo: [18:48] Só tira essa coisa da frente. Obrigado. Beleza, estamos de volta então. E aí, meus queridos? Estou vendo aqui o pessoal agora. Ricardo Barzotti, beijão, cara. Obrigado por assistir aí.
Babi Xavier: [19:05] Então vamos voltar.
Eron Falbo: [19:08] Onde estávamos? Estávamos falando sobre academia, assunto super interessante. Cátia, você pode pegar o meu tablet?
Babi Xavier: [19:16] Era isso. Não adianta escrever o academiquês, truncar muito, botar aquela estrutura de texto que é muito fechada, muito difícil, porque isso não motiva. Não motiva. Mas, enfim... Acho que assim, você que está estudando... Vou escrever mais fundo. Desculpa.
Eron Falbo: [19:38] Você que está estudando psicologia agora, acho que já deve estar se deparando com isso e vai certamente se deparar muito com essa questão de motivações. Entender que as nossas decisões são motivadas por fatores que às vezes a gente não entende por completo, especialmente aquela coisa do Freud, do consciente ser só a ponta do iceberg. Enquanto a gente sabe isso em termos teóricos, a gente não entende tanto que isso é verdade. Os fatores que mais motivam, que mais influenciam as nossas decisões, estão embaixo da água, que a gente não consegue ver, e isso ainda bem.
Babi Xavier: [20:32] Por um lado, ainda bem. Tem que ter uma certa civilidade.
Eron Falbo: [20:39] O que eu quero dizer com isso é que, para a gente gostar de coisas melhores, né? Tipo, vai gostar de uma coisa que faz mais bem pra gente. É fácil gostar de sexo, drogas e rock'n'roll. Isso é fácil de vender. É fácil você vender música funk, porque tem um apelo imediato, por exemplo. Só que vender um artigo acadêmico, que de repente vai iluminar uma pessoa, que vai fazer a pessoa perder os medos, que vai fazer a pessoa ver o mundo com mais clareza, é muito mais difícil de vender. E as pessoas não têm, dentro do mundo acadêmico, a motivação para vender. Só que precisa ter, porque se não tem essa motivação para vender, elas nunca vão vender. Sempre vai ficar lá em cima da torre de marfim, e não vão alimentar o público com esse conhecimento que, às vezes... Um exemplo simples: ciência política, todo mundo vota, né? E a gente não sabe o básico de ciência política. A gente não sabe o que é uma constituição, para que serve, o que o nosso voto exatamente causa, a diferença entre uma república e um parlamentarismo. Eu fui ouvir falar...
Babi Xavier: [21:56] De Hannah Arendt na faculdade. E é uma pena. É lógico que, por exemplo, quem gosta de cinema vai ter acesso, pelo olhar da sétima arte, a essas coisas, a essas teorias e personalidades, lógico, de uma forma em que um filme consiga contar ali em duas horas. Mas uma coisa que a gente também se coloca muito, eu gosto muito da minha faculdade por causa disso. Eles são muito, olha, tudo bem, tem os artigos, tem os escritores atuais, mas eles esperam que você tenha lido os clássicos. Então é legal, você vai nos clássicos, né? Vai no Freud, vai no Jung, Michel Foucault, vai no Wilhelm Reich, vai no Nietzsche, Kant, vai na sua turma de clássicos, no Carl Rogers. E dali, aí sim, porque aí o tempo vai passando e você vai vendo quem é discípulo de quem, e tal, também escreveu uma coisa muito legal, ou foi além de determinada teoria. Eu gosto muito, para além de uma formulação de uma teoria, de um pensamento, de uma ideia, é muito gostoso quando você consegue ver aplicada. Então, por isso que eu queria que a gente pudesse disseminar mais esses conhecimentos.
Eron Falbo: [23:30] Eu acho que você, como comunicadora, tem essa missão, Babita. Você é comunicadora, você está estudando... Você conhece o trabalho do Jordan Peterson? Ele é talvez o psicólogo mais popular da história da humanidade, porque ele realmente tá... Claro que Jung e Freud ainda são mais populares que ele, mas você ficaria surpresa com os números que ele tá atingindo.
Babi Xavier: [23:56] Mas você vê, hoje também a gente pode atingir mais gente, e tem aí o marketing para ajudar. O marketing digital, o marketing editorial. Eu acredito que se Freud tivesse o marketing certo, a interpretação dos sonhos, um livro que ele levou três anos para terminar, para dar como terminado, não levaria vinte anos para ser finalmente compreendido e considerado um marco acerca do nosso comportamento, da nossa mente, da nossa natureza psíquica. Você vê, em seis anos ele tinha vendido 351 exemplares, numa época que não tinha outra coisa para efetivamente competir com o livro. Hoje você tem o podcast, você tem todas as plataformas que você explora. Então, realmente, no caso do Jordan Peterson, eu ouvi falar dele na igreja que eu frequento. E para você ver como a gente consegue também trabalhar a espiritualidade, mas articular com os antropólogos, com os psicólogos, com os sociólogos, com todo mundo que está pensando o comportamento, que está tentando entender para onde as coisas estão indo. Então o pastor, o pastor Fabrini, falou... Tem um livro, e ele brinca, ele fala que não tá ganhando nada pra isso, mas: olha, esse é... até as doze...
Eron Falbo: [25:30] Doze regras pra vida.
Babi Xavier: [25:31] Doze regras pra vida, eu tenho esse livro aí. E eu comecei a ler, e ele tava falando de um crustáceo, eu acho, no início. Não era? No início do livro ele fala sobre...
Eron Falbo: [25:42] Falei, gente... Ah, da lagosta.
Babi Xavier: [25:45] Da lagosta, né? E eu falei: gente, assim, legal, eu já tenho um treino de ler umas coisas um pouco mais rebuscadas, e eu sei que ele não está escrevendo para mim, ele está escrevendo também para os colegas dele. Entendeu, a questão acadêmica? Então o Freud justamente queria muito que a sua teoria fosse compreendida o mais rápido possível para ser implementada. Ele escreveu de uma forma muito mais simples.
Eron Falbo: [26:12] Você sabe como ele... Eu não sei se você já ouviu essa história antes, mas esse livro, 12 Regras para a Vida, do Jordan Peterson, ele começou... Tem tudo a ver com o nosso papo. Ele começou esse livro num fórum de discussão chamado Quora, que ele participava muito para desenvolver a escrita dele. Então ele respondia perguntas, e ele era uma pessoa muito... Sabe esse site? É um site assim que você faz perguntas tipo: como que eu conserto minha geladeira, ou qual é a teoria de Freud.
Babi Xavier: [26:45] Esse é um site bom, e vão...
Eron Falbo: [26:48] Ranqueando dentro do site. Aí ele foi tendo um ranqueamento cada vez maior nesse site, e alguém perguntou pra ele: se você tivesse, sei lá, uma série de regras pra vida, qual seria? Aí ele criou dentro desse site, e desenvolveu dentro desse site, o livro inteiro, entendeu? E foi através do feedback de seguidores, entendeu? Isso que é interessante, é justo o contrário do que o Freud, por exemplo, na época dele, teria feito, porque o Freud... Ele entrou dentro de uma sala escura pra caramba, porque o Freud era super problemático. Na vida da mãe dele, do lado...
Babi Xavier: [27:30] É o que faz com que ele seja também muito a ver com a coisa do ator. Como é que o ator vai representar toda e qualquer coisa? Já não dá pra representar tudo, qualquer coisa, mas se você não se expuser... Se você não for pra cima da sua vida, você não vai entender o que é lutar por um ideal, o que é resistir, o que é negar, se você não passar por esses momentos. Lógico, se você for passar na frente de um trem, dentro de um edifício, e nem usar drogas para saber como é, porque o personagem vai usar na trama, não...
Eron Falbo: [28:10] Se expor aos sentimentos, à intensidade da emoção.
Babi Xavier: [28:14] Exatamente, exatamente. Agora, o Freud, na verdade, ele foi muito sozinho também. Ele não tinha pares. Ele conseguiu trabalhar com Charcot, se eu não me engano, pode me falhar a memória, mas ele se ofereceu para traduzir o trabalho de Charcot e aí ele teve acesso a tudo, amizade, fechamento, e trabalhou com Charcot, na equinose e tal.
Eron Falbo: [28:38] Além de que Freud abusava muito da cocaína. Não sei se você sabe disso.
Babi Xavier: [28:43] Mas isso foi antes dele saber. Ele ficou muito, muito triste. Eu estou te falando isso porque quando eu fui estudar eu tive acesso. Ficou muito triste que a pesquisa dele com a cocaína, toda a situação, todo o brilho que ela dava. Ele inclusive mandava para a noiva dele, porque mandava ela por carta, gente. Seria preso, que loucura. Mas como ninguém conhecia, demorou um pouquinho para os médicos entenderem o comportamento viciante.
Eron Falbo: [29:16] Ele tem um livro, Babi, tem um livro só sobre os benefícios da cocaína, que hoje em dia tantas pessoas conhecem.
Babi Xavier: [29:24] É, porque tem uns benefícios ali iniciais, vai fazer isso, vai fazer aquilo, mas depende muito, porque no caso ele não tinha abertura para surto psicótico. Eu não quero entrar nessa coisa muito técnica não, porque eu também não domino.
Eron Falbo: [29:38] O ponto aqui é a questão que o Jordan Peterson está vivendo e que eu acho que você pode contribuir muito. E todos nós que somos comunicadores agora, que eu também oficialmente sou comunicador, eu tenho total o sentimento de obrigação de elucidar, destrinchar as coisas que eu aprendi, que são pouquíssimas, que eu sou meio charlatão, eu aprendo as coisas pela metade, especialmente. Mas as poucas coisas que eu aprendi, eu gosto de aprender também como expressá-las melhor. Aristóteles diz que a gente só aprende mesmo quando a gente ensina. E acho que isso significa que você só sabe que você absorveu mesmo aquela sabedoria se você conseguir elucidar aquilo, se você conseguir expressar aquilo de uma forma simples e objetiva, de uma forma elegante.
Babi Xavier: [30:38] Tudo que a gente puder pensar aqui rapidamente, deve ter uma coisa ou outra que não, mas você aprende porque você põe na prática. Então, por exemplo, é como você falar agora, eu sou comunicador, agora, talvez sempre foi, mas você vai saber muito melhor tendo a prática com seus entrevistados. Então, você vai ter a dificuldade, a facilidade, aquela sensação de, ah, é legal, fiz um link bom ali, ou então, putz, eu devia ter ido para o outro lado naquela entrevista. Fazendo, fazendo. Assim como o médico, ele é bom médico no dia a dia dele. Ele vai acertar, ele vai ensaiar. Aliás, a medicina tem muito isso. Psiquiatria é ensaística no grau. Ah, vamos ver como essa medicação e você se dão. E aí o paciente fica... Mas você não sabe? Não, estudos dizem que... O negócio é... Mas assim, tudo que a gente tende a desenvolver, a gente tem que ter o retorno do outro. Aliás, a gente se constitui no encontro, nessa troca com o outro. A gente se reconhece porque o outro é o outro. Senão você não saberia que você é você. É isso.
Eron Falbo: [31:56] Eu acho que isso que a gente tá falando tem tudo a ver com essa loucura que a academia acabou entrando, né? Por isso que tá perdendo tanta popularidade, a academia tá virando... Tipo assim, os cursos online, hoje em dia, são talvez dez vezes mais populares do que a academia no geral. As pessoas continuam fazendo graduações e tudo mais.
Babi Xavier: [32:15] É, por outro lado, aí, legal você levantar isso, assim, por outro lado, a gente vai ter que estudar bem, não só o conteúdo dos cursos, a gente vai ter que estudar bem como estão sendo os cursos, quem está dando esse curso, qual é o tipo de comunicação, porque às vezes vai ser melhor mesmo se você aprofundar, vai ser um pouco.
Eron Falbo: [32:35] Truncado no início e depois... Babi, isso não é verdade, isso sempre foi verdade, nas faculdades também é verdade. Acontece isso com o jornalismo hoje, eu acho. Que as pessoas estão falando, ah, era do fake news, a gente chegou a mencionar isso mais cedo quando a gente conversou também, e falam assim, como se fosse grande novidade fake news, mas o jornalismo também está cheio de fake news, entendeu? Tudo bem.
Babi Xavier: [32:57] Fake news é a fofoca na janela já há muito tempo.
Eron Falbo: [33:00] É, isso existe, mas também existe o jornalismo. Eu acho que o que o ser humano precisa fazer, que ele contava com o que outra pessoa fizesse pra ele antes, é começar a ter o próprio discernimento. A gente tem que entender que não é porque o negócio tá escrito Veja, tá escrito Globo, não é por isso que a gente pode confiar. Ou que tá escrito Harvard, não é por isso que a gente pode confiar, entendeu?
Babi Xavier: [33:27] Pois é, mas o que acontece? Pensa assim. Eu tava pensando sobre isso. Quando a gente é criança, a gente aprende que o que tá no livro é o lance. Tá escrito no livro, tá escrito na pedra. E não é.
Eron Falbo: [33:45] Mas é isso que eu tô tentando dizer. Aí as pessoas se surpreendem.
Babi Xavier: [33:48] Mas quando vem escrito no jornal, escrito na revista Veja e tal, tem aquela coisa da gente de criança que é assim: ai, tá escrito, isso aqui é sacramentado, isso vende em tudo quanto é lugar, então isso é muito sério, muito crível, é a fonte da verdade. Mesmo os livros, você vê hoje, eu vejo, minha filha tá no quarto ano do Fundamental, que equivale à minha terceira série do primário. O jeito explicado, a dominação do Brasil, a descoberta do Brasil, o jeito que se fala de como eram os navios negreiros, como é que era a situação dos escravos, muito mais pé no chão, muito mais realidade. O meu, que eu me lembro, era uma coisa que nem se cogitava. Hoje, a professora vai e fala: mas isso é um absurdo, né, meninos e meninas, porque não sei o quê, porque o ser humano, porque os direitos, porque... porque o racismo hoje... criançada com nove anos... A gente está tentando fazer com que a sociedade chegue numa melhora fundamental quanto a rechaçar as diferenças. Viva a diferença!
Eron Falbo: [35:15] O que você falou sobre as pessoas botarem uma grande expectativa de veracidade numa Veja. Eu acho que é por isso que as pessoas se surpreendem. Acho que a mídia ou a sociedade no geral hoje em dia se surpreende quando alguém pega alguma coisa do WhatsApp e repassa como se fosse verdade.
Babi Xavier: [35:41] É porque, junto disso, tem a falta de tempo da gente chegar. A gente já olha, mas eu quero...
Eron Falbo: [35:47] Dizer o seguinte, como a gente... a gente acha que a Veja é absoluta, então a gente acha que qualquer coisa que tá escrita também é absoluta. Então, se tem uma imagem feita, também é absoluta. Eu acho que a gente tem que dar um passo pra trás e falar: galera, nada é absoluto. Tudo tá aberto a questionamento e cabe a nós. Então a gente não tem que fazer CPI do fake news, sacou? Tem que cada um acordar, entender que as coisas são todas questionáveis. Então não dá pra recair em alguma mídia, não dá pra invadir a casa de alguém porque a pessoa botou uma coisa no Facebook, sacou? Porque nada tem esse nível de rigidez, entendeu? Todo mundo tá errado e certo em algum ângulo.
Babi Xavier: [36:36] A gente está numa era extremamente intolerante. A gente veio, falou de liberdade de expressão, entendeu que a liberdade de expressão ainda estava muito rasa. Beleza, mas hoje segmentou num grau... É uma liberdade você poder assistir 200 canais de televisão. De alguma forma, o jeito que as redes sociais são feitas, aí é culpa do marketing, que saca bastante da neurofisiologia do cérebro. Eles estudam bastante para ver quais cores que prendem a gente nos sites, nos aplicativos, nas redes, qual música, qual... tudo, né? Sistema de recompensas. Os games estão muito bombados por causa disso. Então, assim, a gente está num momento que segmentou tudo. Você só vê na sua timeline o que você gosta. Olha, eu fiz um teste para isso. Como eu sou uma mulher que sempre trabalhou com imagem e que sempre conduziu a carreira muito mais para as ideias do que para botar o corpo para o jogo, desde muito nova, assim, então hoje eu não gosto muito, eu não vejo sentido nas dancinhas com pouca roupa das mulheres. Cada um faz o que quer com seu corpo e tal, mas eu curtiria muito mais entender aquela dança que se faz e tal. Eu também faço aquela dança, mas no meu quarto, no meu espelho, porque é muito legal eu me curtir. Isso é uma coisa de crescimento.
Eron Falbo: [38:22] Tem esse aspecto que é positivo.
Babi Xavier: [38:24] É, isso é uma coisa de autoconfiança.
Eron Falbo: [38:26] Realmente a mulher se expressar e se empoderar através da expressão do corpo.
Babi Xavier: [38:33] Os meninos fazem também. Vamos ficar lá.
Eron Falbo: [38:35] Eu faço, mas não é muito bonito. Eu faço dancinha.
Babi Xavier: [38:40] A gente precisa, inclusive, movimentar esse corpo, tá certo? Mas você vê muito isso em cena de filme, que a menina tá lá com o... como é que é, o secador de cabelo, não sei o quê, fazendo... larga, e aí o filme começa. Isso é muito legal, isso é muito legal. Só que aí, quando eu vejo uma molecada já mais velha, inclusive, não é muito criança que faz isso, mas sensualizando e tal, e aí bota umas músicas que também falam o que está acontecendo, sabe, é tipo um topra-jogo, um negócio que, cara, qualquer pessoa acessa aquilo, entendeu? Assim, é estranho. Pra mim é estranho, porque tem outras... não sei.
Eron Falbo: [39:33] Pra não parecer muito conservador.
Babi Xavier: [39:36] Muito apreciada, né? É, a gente corre esse risco, é um saco isso, né?
Eron Falbo: [39:40] O problema que eu vejo com isso é não saber a potência das coisas. Uma coisa é você falar de sexo e pensar em sexo, ou qualquer coisa, até fazer sexo, se você tem uma noção de onde você está entrando, a noção da potência daquela energia. O sexo é a energia que cria a vida, então é uma das energias desse universo que são das mais potentes, se não a mais potente. E eu acho que você flertar com essas energias quando você não... Tipo assim, eu particularmente estudo ocultismo, né? E durante muito tempo na minha vida eu fiz práticas ocultistas que eu não tinha noção do poder dessas práticas, né? E, na medida que eu fui descobrindo da maneira mais difícil, sofrendo e tendo pesadelos e coisas difíceis com isso, eu fui entendendo a ter reverência para certas forças do universo e entrar com cautela.
Babi Xavier: [40:49] Você quer ver uma coisa que eu soube outro dia? Eu comecei a fazer uma terapia holística, uma terapia energética, que não fere o desenvolvimento da minha espiritualidade, que não fere as coisas que eu estudo acerca dos ensinamentos de Jesus. Nós somos matéria, nós somos energia, existe todo um estudo sobre isso. E aí a terapeuta me falou assim: Babi, você sabe que ao longo da nossa vida a gente inadvertidamente faz uns contratos? Quando você se apaixona por uma pessoa, você se apaixona muito, muito, muito, você tem, sei lá, 16 anos, e você olha pra pessoa e fala assim: eu nunca mais vou amar ninguém como eu amo você. Não faz isso, gente, não pode fazer isso. Fala que a pessoa é muito amada por você, fala que você tá amando demais, que tá explodindo, que você tá sentindo esse amor que é maravilhoso, e tal. Mas você não fala, não decreta.
Eron Falbo: [41:48] Eu tô tentando lembrar agora de quem é a citação que eu ouvi outro dia, que é a do C.S. Lewis. Cara, ele fala uma coisa muito linda. Ele fala: cuidado com o poder da língua, porque quando você fala que alguma coisa é infinita quando ela na verdade é muito só, quando você se deparar com uma coisa que realmente é infinita, você não vai ter palavra pra descrever.
Babi Xavier: [42:13] Porque... Muito bom.
Eron Falbo: [42:17] Você vai ter gasto.
Babi Xavier: [42:19] Você já deu o ar de infinito para o que não era.
Eron Falbo: [42:24] Aí você não vai saber identificar o real valor de uma coisa que é. Então a gente tem que tomar cuidado com a acurácia. O Jordan Peterson, de novo, ele gosta muito desse tema, da acurácia das palavras. Vamos falar exatamente o que é. Não é porque é fake news, não é fake news, é porque a gente quer estar alinhado, a gente quer estar alinhado emocionalmente com a verdade daquilo que a gente está vivenciando, daquilo que a gente está desenvolvendo. E no momento que você infla, você não tá se melhorando. Por exemplo, se eu conto pra você... Eu jogo tênis, por exemplo. Se eu falo: pô, eu ganhei, quando eu não ganhei, por exemplo, inflar alguma coisa, o que vai acontecer? Eu vou ganhar recompensa. O que você fala? Ganhou, que legal. Vou ganhar recompensa sem ter ganhado, entendeu? Então eu vou ganhar recompensa psicológica e eu não ganhei. Então o que vai acontecer? Eu não vou lá e não vou ganhar, porque eu já ganhei recompensa de ter ganhado. E eu não me desenvolvo porque eu inflei o meu próprio desenvolvimento. Antigamente eu inflava tudo, eu falava tipo... Aqui que tem é um pouco de marketing, né? Você falar um pouco mais do que...
Babi Xavier: [43:40] É, mas isso é parte um pouco da época também, da sua infância, né? Acho que tem a ver com... Sempre tem essa coisa assim, e cuidado, meninos, um ponto ali, os meninos falam que fizeram coisas que não fizeram. É um pouco, eu sempre falo, hoje em dia a gente ensina a melhor hora. A gente fala assim: melhor até ficar de boa, ficar na sua. De repente não sai quanto eu faço acontece. Enfim, uma hora que o destino cobra, com certeza.
Eron Falbo: [44:20] Babi, cara, eu não te perguntei nem 20%, não, pô, nem 10% do que eu tinha aqui pra te perguntar. Mas tá chegando o nosso momento final, eu só queria ter certeza de que a gente vai divulgar suas coisas para contribuir um pouco. Seu site é babixavier.com.br.
Babi Xavier: [44:44] Exatamente. Enfim, eu consegui, nessa pandemia, montar o meu site com ajuda.
Eron Falbo: [44:49] E o que tem no seu site? Eu nem entrei nele.
Babi Xavier: [44:52] O meu site, você vai achar várias coisas de trabalho. Ainda não é um site que eu escreva para ele, por falta de tempo mesmo. Acho que hoje quem produz muito é quem, ou é ainda sozinho, ainda não cuida de outras pessoas diretamente, ou consegue dividir só entre trabalho, tudo. Não é o meu caso, né? Então, assim, o tempo que eu poderia fazer determinadas coisas que eu sei que avançariam, pra eu falar mais com as pessoas, dentre elas escrever crônicas, escrever minhas questões no meu site, eu dedico ainda pra minha filha, porque eu ainda sou o mundo dela, né? Ela tem 9 anos, eu acho que daqui a pouco, na adolescência, vai ficar um pouco mais difícil de eu ser o mundo dela, mas tudo bem. Então, acho que vou ter um pouco mais de tempo. Mas no meu site, claro, as pessoas encontram formas de entrar em contato comigo, ou de me contratar pra gente elaborar projetos, pra gente desenvolver marketing de produtos e serviços. Eu gosto muito de fazer isso. E eu acho que é tudo, né, tudo, porque é uma atuação, num filme, num teatro, enfim, em TV, podem me encontrar por lá também.
Eron Falbo: [46:16] E você tem filme que vai lançar semestre que vem?
Babi Xavier: [46:20] A gente ainda está na pré-produção, na parte de leituras, tentando entender a que horas a gente consegue começar a filmar. A gente teria filmado em março, mas tudo fechou de novo, porque os leitos estão desocupados e a galera não se aguenta, e tem que ir pra um barzinho, tem que contar no futuro o que foi todas as festas clandestinas. Aqui nós estamos no Rio de Janeiro, você sabe muito bem disso. Então essa galera, sabidamente, está propagando bastante Covid-19, e aí quem tem que sair pra trabalhar, como eu, como a equipe toda, não pode. Então a gente está esperando um pouco, um momento também, de mais pessoas serem vacinadas. E é isso, enquanto isso terminar pra...
Eron Falbo: [47:08] Fazer a filmagem ainda está na filmagem.
Babi Xavier: [47:12] Tem um filme que eu já terminei que se chama de Folha em Flor, com a Agência Cintra, é um filme infantil-juvenil. Esse a gente conseguiu filmar porque era menor, eram menos cenas, a gente conseguiu fazer. Mesmo assim, ficou uma sequência faltando e a gente só conseguiu fazer quatro meses depois. Tanto que eu fiz a cena de cabelinho preso porque o meu cabelo estava aqui. E aí, quatro meses depois, ele tá aqui.
Eron Falbo: [47:42] Eu lembro do seu cabelo clássico aqui na MTV. Você sempre tinha o cabelo curtinho.
Babi Xavier: [47:47] Eu tive em vários momentos da minha vida, em vários trabalhos, cabelo curto. E em algumas novelas eu tive um cabelo mais longo. Agora eu tô deixando o cabelo crescer um pouco mais e vamos ver no que dá. A turma pediu no Instagram: deixa o cabelo crescer e tal. Tá bom, a gente tá em pandemia, então eu vou cuidando dele, vai ficando bonito, afagado. Agora, esse outro filme que eu vou fazer, o Eulália, com a Gypsy Produções, a gente não conseguiu se encontrar pessoalmente, então a gente tá só em leituras e desenvolvimento via Zoom. Internet é aquela coisa que você quer muito encontrar e fazer, mas tem que esperar. Então, a qualquer momento, se Deus quiser, a gente vai fazer isso.
Eron Falbo: [48:41] Daqui a pouco as coisas se adaptam, de uma maneira ou de outra, mesmo se essa pandemia for mais... Tomara.
Babi Xavier: [48:49] E, trazendo a minha experiência de vida em comunicação, comunicadora, tendo trabalhado para várias empresas, eu conheci uma pessoa que é super expert em marketing e atendimento ao cliente. Uma pessoa de recursos humanos, ele é advogado, Beirata Nogueira, e a gente, quando se encontrou, ele me entrevistou para o Vita Performance, que é o canal dele no YouTube. E a gente continuou trocando ideias, porque eu acabo, em algumas situações de entrevistas e tal, continuando papos que se iniciaram numa entrevista. Isso é interessante na minha vida. E aí ele falou: olha, Babi, que tal a gente juntar tudo que a gente sabe, eu também trabalho há 25 anos com empresas, diretamente com empresas, e a gente desenvolver um talk show que atenda diretamente às empresas, os seus treinamentos, o seu desenvolvimento, junto com os colaboradores, líderes. Então a gente fez o papo chamado Biri Babi, e aí já tem a agenda de maio rolando. A gente ainda está fazendo no meio virtual, né, porque não pode encontrar, mas eu tô doida pra viajar esse país todo e pra todas as empresas, de falar de atendimento ao cliente. Porque quer uma pessoa que entenda bastante de atendimento ao cliente, como um artista, em que toda e qualquer pessoa, em toda e qualquer situação, é uma pessoa que tá ali olhando praquele trabalho que você realiza. Se você é 24 horas, né, pras outras pessoas, um profissional artístico, é fogo não desapontar, atender bem, ser uma pessoa clara nos seus pontos de vista, é ser uma pessoa receptiva às diferenças também.
Eron Falbo: [50:50] Empresas têm uma nova jogada no ar, aí vai estar colocando suas empresas como encantar, como ela encanta, é como comunicadora.
Babi Xavier: [51:04] Eu acho que eu tenho bastante a.
Eron Falbo: [51:06] Somar, perfeito. Então eu queria te agradecer imensamente pelo papo, foi totalmente diferente do que eu imaginava, mas... Como no nosso programa aqui, No Alvo com Eron Falbo, o nosso objetivo aqui é justo sair da caixa totalmente e ter surpresas agradáveis como foi essa conversa de hoje. Então tá bem dentro do naipe do programa, apesar de que eu fiquei curioso com algumas coisas ainda. Então eu queria te agradecer a sua generosidade de ter aceitado ser entrevistada aqui, ser nossa convidada.
Babi Xavier: [51:42] Obrigada.
Eron Falbo: [51:43] E dizer que foi um grande prazer te conhecer.
Babi Xavier: [51:46] Muito bom, foi um grande prazer te conhecer também. Obrigada pelo brinde com o coco. Muito bom. Foi muito bom esse papo também, não sabia para onde a gente ia. Foi incrível jogar esse barco aí nesse mar e deixar o vento levar a gente pra bons lugares. Muito bom. Obrigada. Obrigada por hoje.
Eron Falbo: [52:06] Maravilha, gente. Boa noite a todos e curtam a Babi aí no Instagram dela, no babixavier.com.br.
Babi Xavier: [52:16] É esse, Babi Xavier.com.br, o site. Tem o Instagram, é a Babi Xavier. O YouTube ainda é bebê. Eu acho que eu tenho que pegar muitas dicas contigo, você é muito mais chananã no YouTube, já sabidinho.
Eron Falbo: [52:31] E a última mensagem: lembrem-se, não acreditem em fake news, mas também não necessariamente acreditem em Veja e Globo. Ou qualquer pessoa. Um beijão para todo mundo. Beijão. Boa noite. Boa noite, Babi. Obrigado.
Babi Xavier: [52:49] Boa noite. Obrigada.
Eron Falbo: [52:51] Tchau, tchau.
No Alvo com Eron Falbo · episódio #97 · todos os episódios