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#83 Curar mesmo sem entender como

com Camila Manzano · 25 de mar de 2021

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Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio, com revisão automatizada parcial. Os nomes dos interlocutores foram atribuídos automaticamente. Em caso de dúvida, o áudio do episódio prevalece.

Abertura e bate-papo inicial (0:00)

Eron Falbo: [0:00] Opa!

Camila Manzano: [0:01] E aí, pessoal?

Eron Falbo: [0:02] Boa noite! Eu joguei Rios. Obrigado. Pode falar. Obrigado. E aí, pessoal? Agora foi!

Camila Manzano: [0:28] Êêê!

Eron Falbo: [0:30] Valeu. Está ótimo. E aí, Camila, tudo bem? Muito prazer.

Camila Manzano: [0:36] Bom, prazer. Deixa eu só botar aqui o celular que eu tinha colocado no apoio. E aí, com a confusão, acabo tirando ele daqui. Tudo bem? Prazer.

Eron Falbo: [0:48] Tudo ótimo. Graças a Deus. E com você?

Camila Manzano: [0:51] Tudo bem também. Fora essas questões virtuais de conexão, está tudo certo.

Eron Falbo: [0:59] Cara, e pior que não tem uma resposta para isso. Às vezes acontece... Você sabe, né? A gente faz teste antes, né? Você fez teste antes até e funcionou, e agora parou de funcionar.

Camila Manzano: [1:16] Mas tranquilo.

Eron Falbo: [1:17] Você está no Rio de Janeiro?

Camila Manzano: [1:19] Estou no Rio. Você também, né?

Eron Falbo: [1:23] Estou no Rio também. Amanhã vai fechar, não sei como estão as outras cidades exatamente, mas eu sei que cada um está fazendo uma coisa diferente. Estamos na véspera do fechamento agora.

Camila Manzano: [1:34] Não, é verdade.

Eron Falbo: [1:36] É interessante que a gente tem um horário marcado para virar em perspectiva, começar a olhar para dentro de si, porque quando fecha tudo você é meio que obrigado a...

Paulo Gustavo, Covid e distância da dor (1:41)

Camila Manzano: [1:53] Na verdade, depois que o Paulo Gustavo foi internado, eu fiquei mais assustada. Aproveitando essa semana, eu fiquei bastante lockdown. Já antecipei o lockdown. E vou permanecer, pelo menos até diminuir essa taxa. Está muito alta mesmo.

Eron Falbo: [2:12] Não sei quem é Paulo Gustavo, mas eu imagino que quando você vê mais perto de você, você começa a sentir mais, né?

Camila Manzano: [2:22] Paulo Gustavo, comediante.

Eron Falbo: [2:25] É que eu morei muito tempo fora.

Camila Manzano: [2:28] Ah, tá. Minha mãe é uma peça, que eu já assisti. Nunca... Minha mãe é uma peça.

Eron Falbo: [2:36] Ah, já! Pô, muito bom, eu lembro disso. Já, muito bom. É ele que faz a...

Camila Manzano: [2:43] É o comediante, sim.

Eron Falbo: [2:44] Ah, muito bom. Maravilhoso. Eu vi ele no show. Muito legal.

Camila Manzano: [2:49] Maravilhoso.

Eron Falbo: [2:51] Então eu conheço, sim, só não lembrava do nome. Pô, que pena que ele pegou a covid. Ele tá... Tá internado.

Camila Manzano: [3:00] Tá internado. Quer dizer, eu não sei notícias de hoje, mas até então tava... Tava se operando, mas tinha sido entubado.

Eron Falbo: [3:09] Ele, que pena, ele dá alegria pra tanta gente, né? Ele é um comediante que tem um... Com o coração, que você sente tanto a autenticidade, o calor humano dele. Então, uma pena mesmo. Melhoras para ele. Mas é isso, a gente sente mais as coisas quando estão perto da gente. Isso é bom e é ruim, porque às vezes a gente não vê com a perspectiva fria o suficiente e às vezes a gente não vê com o calor o suficiente. Se a gente está muito distante de problemas, guerras na África, guerras no Oriente Médio, a gente não sente isso e fala: tem que ser assim mesmo. Eu morei em Israel três anos e lá você sente guerra muito perto. Você tem mísseis, tem toque de recolher e você tem que ir para o bunker. E todos os apartamentos têm bunker dentro, então você tem uma porta dessa grossura que você fecha com muita dificuldade. Alguns quartos de todos os apartamentos têm alguma coisa assim, então você sente o que é guerra. E o brasileiro e o americano não sabem de fato. O americano manda soldados para o Vietnã, para o Iraque, só que o americano, de dentro de lá, não sabe muito o que é guerra de fato. Então, isso é um problema recorrente. Quando a gente tem alguém perto da gente, a gente sente mais mesmo.

Camila Manzano: [4:47] Até porque, se a gente for sentir todas as dores do mundo, a gente não consegue viver, né? Então, na verdade, a gente tem até que aprender a lidar melhor com as dores reais que acontecem perto da gente. Uma questão de sobrevivência mesmo e de ter qualidade de vida. Mas sobre os cuidados da quarentena, agora realmente a gente, eu acho, chegou finalmente naquele momento mais crítico, e não custa a gente reforçar um pouco os cuidados.

Eron Falbo: [5:18] Infelizmente.

Camila Manzano: [5:20] Infelizmente.

Eron Falbo: [5:22] É verdade, claro. Cada um se cuida da maneira que acha importante. Isso vale em todos os momentos, na pandemia. Acho que a gente só se lembra do quanto o mundo é perigoso, porque, de fato, o mundo é sempre muito perigoso. E acho que vale a pena lembrar isso. Quando a gente não está nesses momentos, tem que entender que está sendo abençoado, porque está sendo passível a certas coisas. Mas, só porque você está esfriando aqui o chá, você falou para a gente tomar um chai. É chai, né?

Camila Manzano: [6:03] Chai, sim.

Eron Falbo: [6:05] É. Eu queria agradecer à querida Lara Sattva, que mandou para a gente os ingredientes e uma forma de fazer. Estava maravilhoso, na verdade. Só acho que deixei esfriar um pouco demais com essas provas.

Brinde com chai e agradecimentos (6:08)

Camila Manzano: [6:20] Bora, vamos brindar aqui com chá.

Eron Falbo: [6:24] Saúde. Saúde a todos. Muito obrigado, Lara. O pessoal da produção também está tomando chá, queria saber se eles estavam tomando. Então, vamos falar um pouquinho das diferentes coisas que você faz, para a gente entender quem você é, porque eu sei que você já trabalhou com coisas diversas. Assim a gente tem uma introdução e pode explorar isso tudo da maneira mais profunda possível, porque eu estou ansioso para começar logo, mas não quero sair atropelando, porque, de repente, o público não vai acompanhar.

Trajetória de Camila até a terapia (6:25)

Camila Manzano: [7:08] Pode atropelar, não tem problema.

Eron Falbo: [7:10] Eu te acompanho. Estou falando na primeira pessoa, pelo pessoal que está ouvindo aí, os nossos queridos amigos que estão ouvindo, para poder se posicionar, né? Então, dá uma introdução sobre o jeito que você se vê e como é que você chegou nisso.

Camila Manzano: [7:24] Atualmente, eu atuo como consteladora familiar ou sistêmica, como se chama hoje em dia, e terapeuta. E a minha base de trabalho é o subconsciente, né? O 95% da gente está, né, oculto aqui no subconsciente. Desde sempre eu tive uma grande curiosidade e, inicialmente, comecei a estudar essas terapias por uma questão de autoconhecimento, né, e para me curar. E, no final, acabei me tornando terapeuta. Antes disso, antes de trabalhar como terapeuta, eu fui funcionária pública e trabalhei por 15 anos no mercado financeiro. Apesar de não ser um trabalho que eu não entendesse, nem que eu não tivesse a capacidade de realizar, ele não me preenchia. E durante muitos anos...

Eron Falbo: [8:26] Eu consigo simpatizar com isso. Eu trabalhei sete anos no mercado financeiro e, no ano passado, parei para fazer isso que a gente está fazendo agora. E eu sou formado em hipnose, que também mexe bastante com o inconsciente. Só que eu ainda não virei terapeuta, sei lá, não sei se vou levar isso mais a sério. É uma história similar, mercado financeiro, não me satisfez, fui fazer outra coisa. Mas desculpa, continua, por favor.

Camila Manzano: [9:02] Eu uso a hipnose também no meu trabalho, dentro das técnicas em que eu me habilitei. E fiz o caminho inverso: atualmente acabei de ser admitida para estudar Psicologia na Universidade de Londres, na Inglaterra. Vou fazer online. É um curso de três anos lá fora, aqui no Brasil são cinco anos. Lá você estuda matérias muito mais atuais do que aqui no Brasil, que ainda está no Freud, ainda está no Jung, ainda está... Lá tem bastante ênfase na neurociência.

Eron Falbo: [9:37] Você chegou já no Jung, não? Aqui no Brasil não tem tanto Jung.

Camila Manzano: [9:41] Está muito na frente. Enfim, agora eu vou ganhar uma base mais... Atento principalmente a essa área de neurociência, que atualmente é a minha maior paixão: como é que se comunica, como essas técnicas são tão eficazes para trazer tanta transformação para o ser humano, e que, graças a Deus, estão aí para nos auxiliar.

Ciências ocultas versus ciência revelada (9:54)

Eron Falbo: [10:07] A gente tem interesse muito em comum. Talvez um dos assuntos que mais me interessa, certamente neurociência, mas mais do que isso me interessa, na verdade, o ocultismo. E quando eu digo ocultismo, não é, vamos dizer, esoterismo, daquelas coisas de "eu estou sentindo alguma coisa", sabe? São ciências, ciências ocultas, que são coisas, vamos dizer, que podem ser tanto inconscientes quanto astronomia, mas são coisas que a gente não sabe explicar, mas que a gente sabe que existem. Porque a gente tem evidências da existência e, muitas vezes, a gente tem até um controle, um certo grau de controle da prática. Então, o que eu costumo dizer é, tipo, para a maioria da população, a eletricidade é a ciência oculta, porque você usa... Sim, exatamente. Você liga e desliga no interruptor, mas você não tem a mínima ideia de como o processo, como isso acontece, né? Então não é uma ciência revelada pra você, né? Às vezes a gente usa ciência revelada. E a hipnose, por exemplo, é muito assim. Acho que 80% da hipnose é oculta, na verdade. A gente tem teorias e a gente aprende qual é o funcionamento. O trabalho de Milton Erickson é coisa de tentativa e erro. Tipo, tais coisas funcionam e aí se geram teorias do porquê. Tipo assim, a gente fala: a mente humana responde a certas coisas. O inconsciente, se você for indireto com o inconsciente, você comunica com ele melhor, mas a gente não sabe exatamente por quê, não é totalmente revelado, né? Tenho muita filosofia sobre isso, então eu sempre começo com isso: o que eu mais me interesso mesmo é o ocultismo, em primeiro lugar, aí depois todas as coisas que têm a ver com o inconsciente, né?

Camila Manzano: [12:12] Atualmente tem bastante estudo, tem uma produção muito grande científica que está começando a conseguir comprovar essas coisas que antigamente eram tidas como meio esoterismo, meio por fé, e agora você começa a ter muita explicação científica. Acho que basicamente não tem muita divulgação, ainda precisa que as pessoas conheçam mais e acreditem mais. Esse processo está começando a acontecer, vai demorar. Então, por enquanto, as pessoas desconhecem e não utilizam desses recursos, que são muito eficazes, que podem ajudar muita gente, inclusive, a parar de tomar remédio para depressão, para ansiedade.

Repressão histórica ao ocultismo (13:04)

Eron Falbo: [13:04] Tem muitas técnicas das ciências ocultas que foram perdidas. No Iluminismo, o que aconteceu, na minha opinião, com a humanidade, foi que a ciência trouxe muitos benefícios. As ciências reveladas trouxeram muitos benefícios para o ser humano. E nesse exercício, chamaram todas as sociedades do mundo, praticamente, falando: se a gente pode ter antibióticos, se a gente pode ter eletricidade, se a gente pode ter tantos confortos, refrigeração, sistema de saúde, de saneamento, com sanidade, sanitation em inglês, sistema sanitário básico, esse tipo de coisa trouxe para a sociedade um conforto muito maior. E as ciências ocultas, e o jeito que as ciências eram feitas antes disso, eram um pouco incertas. Muitas vezes, os médicos sangravam as pessoas porque tinham...

Camila Manzano: [14:07] Eles desconheciam tudo, né? Os desconhecidos já eram dados. E a tentativa era mais usada, inclusive o uso do pêndulo. Sabe o que é o pêndulo da radiestesia? Os médicos utilizavam o pêndulo para poder exercer o ofício. Todos eles aprendiam para ajudar no trabalho, e depois foi proibido.

Eron Falbo: [14:32] Exatamente. Aí o que eu quero dizer com isso é que a gente meio que... Tudo bem, no início rolou aquela parada tipo: as ciências reveladas é o que a gente tem que confiar, porque trouxe tantos benefícios, e realmente trouxe, e realmente a gente tem que confiar mais, ou em certo grau. Mas aí a gente criou uma aversão muito grande às ciências ocultas, e eu acho que isso não veio só do fato dos benefícios da ciência, isso só foi exacerbado. Por quê? Porque dentro do cristianismo já tinha muita resistência contra as ciências ocultas. O cristianismo foi muito castrador contra as ciências ocultas, tanto que os alquimistas e os grandes cientistas antes da ciência trabalhavam todos em segredo. Giordano Bruno, Paracelso, essa galera toda trabalhando em segredo. Aí o que eu acho é que, quando rolou uma justificativa para todo mundo fazer o lockdown nas ciências ocultas, na primeira oportunidade, baniram mais do que a Igreja Católica tinha banido. Porque até banindo as ciências ocultas que a Igreja Católica fazia também... A Igreja Católica tem um monte de ciências ocultas, né? A coisa do incenso, do ar, tem um monte de coisas hipnóticas, etc. O confessionário, você confessar para um padre, isso aí virou depois psicologia. Mas tinha certas coisas que o padre fazia, que era parte de uma comunidade, que hoje a gente não tem. Por exemplo... Desculpa se eu estou viajando demais, é porque eu gosto muito disso.

Camila Manzano: [16:09] Não, estou te acompanhando.

Eron Falbo: [16:11] Então, mas vamos continuar nossa história para não fazer mais monólogos. Você estava falando como você chegou nisso, né? E que você trabalhou em outras coisas.

Camila Manzano: [16:28] Sim.

Eron Falbo: [16:29] Eu queria entender como é que você aderiu tanto. Tipo assim, o que fez você fazer... Ah, é isso, constelação familiar é o que eu quero fazer.

O que é constelação familiar (16:33)

Camila Manzano: [16:40] Constelação também... Constelação, na verdade, é mais recente na minha vida do que outras técnicas que eu trabalho. Mas eu estou completamente apaixonada pela constelação, porque, basicamente, a gente fala que é uma fenomenologia, um estudo de fenômenos que se repetem, que foi observado inicialmente por Bert Hellinger, que estudou tribos e estudou diversas sociedades, e chegou a determinadas leis que regem as relações humanas, as relações familiares, e que têm reflexo na vida da pessoa. E eu considero como se fosse uma nova psicologia, porque, realmente, a teoria funciona muito, e funciona muito mais do que uma teoria freudiana, por exemplo, para você entender determinadas limitações que uma pessoa vive no seu dia a dia. Por exemplo, dificuldade de prosperar financeiramente: qual o tipo de problema que essa pessoa passou, ou como se daria a solução para ela deixar de repetir padrões, em termos de, por exemplo, abrir uma empresa, falir, aí depois abre outra empresa, falir, e nunca consegue avançar. Sabe essas pessoas que parecem que... Sim, sim, têm um destino traçado para não dar certo? E, na verdade, não é isso.

Eron Falbo: [18:10] E ela acaba acreditando nisso também, né? E pior ainda...

Camila Manzano: [18:13] É, e reforça, porque é uma crença, né? Você vai reforçando à medida que você vai vivendo a mesma coisa. E a constelação tem muitas explicações para muitas coisas que acontecem e, em teoria, ela vai trazer clareza, não necessariamente ela vai trazer a solução, porque a solução depende muito de quem está sendo trabalhado, da abertura da pessoa de se trabalhar. Mas aparecem, certamente, lá atrás.

Eron Falbo: [18:43] Eu vou fazer uma comparação para a gente poder chegar no que é exatamente a constelação familiar. Só para você ter uma ideia, eu nunca estudei, pelo menos a fundo, a constelação familiar, mas eu já fui paciente de constelação familiar, então... Legal.

Camila Manzano: [19:01] Foi individual ou em grupo?

Eron Falbo: [19:03] Não, foi com bonequinhos, porque foi na pandemia.

Camila Manzano: [19:07] Tá.

Eron Falbo: [19:08] Mas, assim, eu dei uma pequena estudada, como eu faço com as coisas gerais, com curiosidade, né? Como um bom charlatão, eu dou uma especial olhada por cima e depois eu posso falar na mesa de bares sobre isso. Mas a ideia que eu achei mais interessante tem uma coisa chamada filosofia de sistemas, ou sistêmica, sei lá como é que chama.

Filosofia sistêmica e psicologia (19:29)

Camila Manzano: [19:38] Não, não, sistêmica, porque a gente trabalha no sistema em si.

Eron Falbo: [19:42] Tem um filósofo chamado Ervin László, e tem o Jay Forrester, que fez o System Dynamics. Tem uma, vamos dizer, sutil diferença, mas basicamente a diferença entre, vamos dizer, filosofia normal e filosofia sistêmica é que, em filosofia normal, você dá um zoom em um problema. Na verdade, vamos começar de outra forma: vamos falar sobre o resultado. Hoje em dia, todas as indústrias, as startups, empreendedorismo, teorias de negócio usam a filosofia dos sistemas.

Camila Manzano: [20:27] Por quê?

Eron Falbo: [20:27] Porque antigamente, quando você olhava para um problema dentro de um microcosmo separado do sistema do qual ele fazia parte, você tinha um monte de problemas que existiam dentro desse microcosmo, que não era por causa do microcosmo em si. Então, você olhava para esse microcosmo, você analisava esse microcosmo e você não entendia ele, de fato, quando você não via o sistema do qual ele fazia parte. E eu acho que a Constelação Familiar é a teoria de sistemas, é a filosofia de sistemas, olhando para a psicologia. E por isso que você acaba transcendendo a psicanálise freudiana comum, que só está olhando para o inconsciente de uma pessoa. E até com o consciente coletivo, ou qualquer coisa assim, está analisando como aquela pessoa entra dentro desse sistema, não outras interpretações. Então, eu só queria dar essa visão que eu trouxe da filosofia de... Existe.

Camila Manzano: [21:39] Uma conexão muito maior do que a gente tem consciência, de fato. E a Constelação vai te fazer justamente essa ampliação de consciência para que você entenda que o seu problema é um problema que faz parte de um sistema, que você tem que desembaralhar.

Eron Falbo: [21:58] O que eu queria ter deixado claro era só essa coisa do resultado. Hoje é uma coisa aceita pela indústria. Eu fiz MBA alguns anos atrás e aprendi o tanto que essa visão da filosofia de sistemas é importante hoje para o mundo de negócios, para a economia, para a indústria, para as Nações Unidas. Então, eu queria dar esse valor, entendeu, para a pessoa que está ouvindo entender a importância da Constelação Familiar.

Camila Manzano: [22:28] Um exemplo, né? Dar uma situação de como é que funciona. É interessante porque atualmente a Constelação Familiar está bem famosa, né? É quase tão famosa quanto a psicologia, porque eu acho que demorou um tempo para que as pessoas entendessem que fazer terapia com psicólogo não era coisa de maluco. E agora é uma coisa mais fácil, todo mundo já aceita com mais naturalidade, pelo menos a maior parte das pessoas que eu conheço. E aí começou a entrar essas terapias alternativas, que também sofrem um descrédito. E dentro dessas terapias alternativas, a Constelação certamente é a que mais se destaca, é a mais bem conhecida, mais divulgada. E eu acho ótimo.

Como funciona uma sessão de constelação (23:13)

Eron Falbo: [23:16] Vamos entrar, então, em como funciona um pouquinho, só para quem não conhece, porque acho que vale um pouco de propaganda, porque apesar de estar popular por um lado, como qualquer coisa hoje em dia no mundo da informação, muita gente sabe, mas muita gente não soube falar. Então, se puder dar uma introdução, ninguém melhor que você.

Camila Manzano: [23:42] Olha, a princípio eu acho que, como eu disse, a Constelação é muito legal para trazer clareza para uma questão. E uma questão não é uma questão qualquer, é uma questão que é um padrão de repetição na vida da pessoa. É um problema que ela vive há muito tempo e que também pode incluir conflitos familiares. E existem algumas dinâmicas que você trabalha, que é a do boneco que você fez, que é individual, uma constelação familiar individual, em que você vai levar a questão que você quer trabalhar. E, a partir do posicionamento dos bonecos, o constelador consegue entender a razão do seu problema e qual é o que a gente chama de emaranhado, que seria o problema. Qual é o seu problema? E vai apontar para o seu problema e, para apontar, a gente fala de caminhos de cura através das falas sistêmicas. Ou, por exemplo, eu conduzo um processo de meditação para que a sensibilidade do movimento de cura seja maior.

Eron Falbo: [24:49] E a pessoa fica mais alerta, fica mais sugestível e, ao mesmo tempo, libere mais informações, mais profundas.

Camila Manzano: [24:57] E colete mais.

Eron Falbo: [24:58] Colete mais.

Camila Manzano: [25:02] Se parte do princípio de que existem essas informações no campo, que é aquela eletricidade que ninguém vê, e que essas informações conseguem ter uma atuação e uma influência na sua vida muito maior do que você é capaz de entender. E quando se faz o caminho de conciliar o que está errado, a gente trabalha também através da pessoa, mas emanando uma influência sobre esse campo. Então, o que todo constelador sabe é que, uma vez que você atua na pessoa, na verdade, você também está atuando em todo o sistema e no sistema familiar da pessoa. E aí, a cura acontece...

Eron Falbo: [25:48] Entrando um pouco, se eu puder, para a gente distinguir um pouco esse momento, eu queria te fazer a pergunta. Porque uma das minhas questões é: na filosofia dos sistemas, a gente pressupõe que está melhorando o sistema como um todo. E só uma pessoa está indo... Ou não necessariamente, mas vamos dizer assim: eu fui para a Constelação Familiar. Para eu poder melhorar, é claro que, com a minha visão da minha própria Constelação Familiar e alinhando todos aqueles elementos da minha Constelação, eu mesmo melhoro, me abro mais e, claro, exerço uma influência. Mas não tem uma certa importância a família também participar, de certa forma, na prática, em alinhar certas coisas?

Camila Manzano: [26:40] Olha, depende da questão que é problemática. Se for a mesma questão compartilhada, normalmente, quando você melhora a sua questão, você também está melhorando. Por exemplo, você tem um conflito com o seu pai. No momento em que você trabalha esse apaziguamento da sua relação com o seu pai, normalmente você vai descobrir a origem daquilo e vai atuar naquilo. Você também está trabalhando o conflito que o seu pai teria com você, se a origem for a mesma. Eu não sei se está sendo muito complexo.

Eron Falbo: [27:10] Entendi. É que vocês são como se fossem.

Camila Manzano: [27:13] Consequências... Existe uma ressonância.

Eron Falbo: [27:18] Existe uma sintonia... A dinâmica de vocês, junto com a dinâmica do problema inicial, está se mantendo aprisionada. Você está aprisionada nessa dinâmica e, para você poder se libertar, de repente, seu pai também precisa se libertar junto.

Camila Manzano: [27:39] É, porque ele não é... Você tem três grandes sistemas. Você tem o sistema individual, o seu sistema familiar e o grande sistema que a gente fala, que é a humanidade, o sistema do mundo, da humanidade. Então, tudo depende de qual nível é o seu problema e em qual nível o seu problema vai reverberar numa solução maior ou menor. Se for um problema individual, você vai reverberar só na sua individualidade. Se for um problema familiar, como, por exemplo, na Constelação em Grupo, que todo mundo confunde como se fosse uma cerimônia espírita, que parece que as pessoas estão incorporando, e, na verdade, as informações que chegam para as pessoas que fazem parte da Constelação em Grupo são informações que estão disponibilizadas no campo e não têm nada a ver com o espiritismo. E normalmente esses problemas são mais a ver com o assassinato, o que aconteceu duas gerações depois, tem umas questões bem pesadas... A Constelação em Grupo trabalha melhor. E aí você consegue resolver o problema não só para a pessoa, mas para toda a família. Então, ninguém mais da família vai sofrer a consequência daquele evento.

Eron Falbo: [29:01] Mas só se uma pessoa participar, você resolve a família inteira?

Camila Manzano: [29:06] Uma pessoa participar. Porque cada um... É uma manipulação. Eu sei que parece maluquice, tá? Assim, se está chegando a uma explicação, um dia vai ter uma explicação para isso, mas, por enquanto, não tem. Existe essa informação.

Eron Falbo: [29:23] É que nem o botão da eletricidade.

Camila Manzano: [29:25] A gente já tem algumas comprovações iniciais com essa correlação do campo com o indivíduo, ou do campo com o grupo, mas ainda está muito no início. Mas, de fato, como ela...

Eron Falbo: [29:41] Eu tô morando aqui no Rio de Janeiro agora. Eu morei quatro anos em Londres. E nós, todo mundo chega no horário e tudo. No Rio de Janeiro, ninguém chega no horário nunca. Então, o problema é grupal. O Rio de Janeiro inteiro está sofrendo alguma influência de alguma coisa que está fazendo todo mundo chegar atrasado. Se é só uma pessoa familiar, o Rio de Janeiro inteiro vai melhorar?

Cura coletiva, cultura e política brasileira (29:46)

Camila Manzano: [30:09] Não, porque isso é um padrão cultural. Isso entra em outras questões.

Eron Falbo: [30:14] Mas é a mesma coisa. A gente pode ser um pouco mais complexo, mas também é sistêmico. A gente está como um grupo com certas patologias, certos comportamentos. O Brasil e muitos países hoje em dia têm uma orfandade, são órfãos. Sentem um sentimento de orfandade, de liderança. E por isso que a demagogia funciona tão bem. Por isso que o Trump ganhou eleições. Por isso que o Bolsonaro ganhou. O Lula também. O Lula é muito paisão. O Bolsonaro também tá se colocando nessa posição.

Camila Manzano: [30:53] Líderes carismáticos.

Eron Falbo: [30:55] Oi?

Camila Manzano: [30:56] São os líderes carismáticos.

Eron Falbo: [30:59] É, mas se coloca porque, já que a população tá órfã, aí você se coloca nessa posição, preenche essa posição. Mas isso é claramente uma patologia da população inteira. Aí eu estou te perguntando: será que a gente consegue...

Camila Manzano: [31:13] O processo de amadurecimento enquanto sociedade é muito mais profundo do que isso. A gente não chega atrasado, ou não está com um presidente que não é o mais adequado para o nosso país. Eu também estudei ciências sociais antes de economia.

Eron Falbo: [31:31] Por isso que eu...

Camila Manzano: [31:32] Mas, de qualquer forma, a gente passa por um processo de amadurecimento que faz parte de você eleger os líderes errados, até chegar a hora que a população vai ter uma formação política e educacional, que ela vai ter capacidade de entender que eleger um líder carismático não necessariamente vai ser bom para o país. Que é melhor eleger uma pessoa que tem a habilidade de governar o país.

Eron Falbo: [32:02] Será que o trabalho de Constelação Familiar não consegue agir nesse nível?

Camila Manzano: [32:08] Não. A não ser que todos nós passamos por Constelação Familiar, e, na verdade, digamos que tudo na vida é complexo. A gente tem vários olhares. A gente está falando do olhar científico, do olhar político, do olhar enquanto sociedade, do olhar da psicologia. E as coisas se correlacionam, se integram e se influenciam. Mas você não é capaz de sanar uma pessoa e aí chegar no Brasil inteiro. A gente pode sanar algumas questões brasileiras, talvez trabalhando no país inteiro, fazendo uma constelação familiar com o país inteiro. Uma live de constelação familiar. E a cura vai se processando, sim, tá? A gente, cada pessoa que se trabalha, ela melhora, e ela melhora a sociedade como um todo, porque menos uma pessoa... É, eu estou fascinado com essa situação.

Eron Falbo: [33:00] Será que a gente consegue contribuir? Porque esse estudo da Constelação Familiar é muito eficaz, funciona. Eu fiz e, para mim, foi aquela coisa que eu fiquei aos prantos, chorando, com ranho e nariz escorrendo, e não conseguia falar. Aquela coisa estava tão presa que é inefável. A coisa estava em um lugar tão escondido que você não consegue verbalizar aquela dor, aquela disfunção, porque esse é o conceito. É como se você tivesse um sistema hidráulico e aí tem um bloqueio no sistema de água, e aí tá saindo água pra todo lado. Aí você tenta tapar o buraco, várias vezes não consegue, né? E você não vê que tem aquele bloqueio. No momento que você tira aquele bloqueio, o bagulho...

Acupuntura emocional sem agulhas (34:00)

Camila Manzano: [34:03] É, verdadeiro. Fora constelação, eu trabalho também com uma coisa chamada acupuntura emocional sem agulhas. E o princípio do funcionamento da acupuntura emocional é justamente repor a sua energia circulando, né? É como se fosse um bloqueio: toda emoção negativa gerada de um trauma que a gente sente, com origem de um trauma, é um bloqueio energético no nosso organismo. E à medida que você estimula pontos meridianos através dos dedos, porque é uma acupuntura emocional sem agulhas, você libera essas dores, esses traumas. E é como se fosse esse sistema hidráulico que você falou, exatamente isso. A constelação funciona de uma forma um pouco diferente. Ela não soluciona tudo, ela não é a solução para tudo, mas, quando existe um problema que é pertinente para a constelação familiar, ela realmente é muito boa. É um instrumento muito bom de cura e de autoconhecimento, certamente.

Eron Falbo: [35:09] Outra pergunta que eu tinha é: por que chama Constelação Familiar e não Psicologia Sistêmica? Porque Constelação Familiar tem uma entonação meio de New Age, parece um pouco esotérico, e, pelo que eu vejo, é meio que Psicologia Sistêmica. Não necessariamente você está analisando só a sua família, você está analisando outros aspectos.

Camila Manzano: [35:33] É, agora a gente chama de Constelação Sistêmica. Olha, aí tem que perguntar para o Bert Hellinger, por que é a Constelação Familiar e...

Eron Falbo: [35:41] Não... Porque lembra que a gente começou falando que as pessoas têm uma certa aversão, né? Têm essa paixão pela ciência porque fica naquele conforto do revelado, né? Aquela coisa de: não, eu tô no controle, tudo que eu acredito é o que eu conheço. Muito até o início da patologia.

Camila Manzano: [36:00] É, pra mim é muito desconfortável você ter um problema sem solução, né? E você ver tantas pessoas passando por questões emocionais seríssimas, inclusive às vezes não tão sérias, mas que te desviam de uma vida feliz, e você não usar um recurso porque você não tem comprovação científica, mas tem comprovação na prática, na sua vida... isso eu não consigo entender. Eu sempre fui a despeito da explicação científica: se funcionava, eu comecei a estudar, comecei a aderir, e para mim é o que importa. É claro que a ciência nunca investiu realmente para investigar o funcionamento, e talvez ela nem tivesse evoluído o suficiente para conseguir trazer essas justificativas científicas. E agora a gente chegou num ponto de maturidade da ciência que eu acho que vai começar a haver essas explicações.

Eron Falbo: [36:55] É, total. Essa coisa, eu acho que... Na verdade, antes de eu voltar para aquele outro assunto, eu queria aprender mais sobre... Qual era o nome mesmo da coisa das energias?

Camila Manzano: [37:10] Acupuntura emocional sem agulhas.

Eron Falbo: [37:13] É, isso aí... Eu queria entender melhor como que isso é possível. Tipo assim, quais são os resultados disso? Como que você mede se a coisa está acontecendo ou não, se está funcionando?

Camila Manzano: [37:26] Nada melhor que explicar colocando um exemplo, né? Digamos que você tenha sofrido um acidente de automóvel. Antes desse acidente, você não tinha medo de dirigir. Depois desse acidente, você passou a ter fobia de direção. Ou seja, você vivenciou uma emoção tão forte que aquilo ficou gravado no seu sistema e te desviou do seu caminho natural, que é de viver a sua vida normal. E é fazendo isso que, nesse caso específico, em menos de uma hora, é possível liberar o seu trauma, porque ele está associado apenas a um evento.

Eron Falbo: [38:10] A hipnose não significa.

Camila Manzano: [38:15] A hipnose utiliza a própria capacidade humana de dissociar ou ressignificar um evento. A acupuntura não, ela libera aquela emoção, simplesmente. É como se a emoção...

Eron Falbo: [38:28] É tipo terapia de grito, por exemplo. Já viu terapia de grito? Você libera certas cargas emocionais e, por isso, você...

Camila Manzano: [38:38] Eu não conheço terapia de grito, mas é o mesmo princípio da acupuntura. Só que você vai atuar de uma forma diferente, porque na acupuntura você deita, coloca as agulhas, e aquilo vai trabalhando o seu sistema de uma forma randômica.

Eron Falbo: [38:55] Você tem certos canais energéticos com cultura, né? E você tem um conhecimento ancestral de quais são esses canais, onde eles estão e tudo mais. E, botando uma agulha no ouvido, você pode consertar uma dor que você tem no tornozelo, por exemplo, porque você sabe que o sistema que começa aqui está ligado no tornozelo, e você sabe que em toda a sua face você tem raízes de canais que estão ligados ao corpo inteiro. E, óbvio, você pode expandir isso também para o resto do corpo, para a coluna vertebral, que tem muitos centros de chacra e tudo mais. Aí você faz uma coisa parecida com essa ideia da acupuntura, só que sem agulhas. Qual é a agulha metafórica no seu caso?

Camila Manzano: [39:59] São os dedos. Você faz estímulos em pontos meridianos. Dependendo da técnica, você trabalha por emoção, e aí você consegue reduzir aquela emoção até zero, ou tem uma outra técnica em que você tem que contar... Você tem que ir para a origem daquela história para entender por que aquilo está te incomodando. Por exemplo: vim com uma tristeza, mas é porque terminei uma relação. Aí eu falo: 'tá, você terminou uma relação, me dá um exemplo de uma cena desse término que te marcou mais'. Aí você vai trazer esse término, vai descrever a cena, e a gente vai estimular os pontos. À medida que você vai liberando, você estimula e libera as emoções atreladas.

Eron Falbo: [40:48] Caraca, eu quero fazer isso hoje, hein?

Camila Manzano: [40:50] E, de repente, vem uma outra cena, uma cena de um namoro que você terminou quando você era adolescente. E aí, dali, você limpou. E esse é um dos benefícios.

Eron Falbo: [41:03] Vamos passar uma sessão. Você está com a agenda aí?

Camila Manzano: [41:06] Estou com a agenda. Estou fazendo artes e divulgando o meu trabalho.

Eron Falbo: [41:11] Logo depois que acabar, eu vou te ligar para a gente marcar essa sessão.

Camila Manzano: [41:18] Minha proposta era fazer um exemplo que todo mundo que estivesse em casa poderia usar, porque você pode usar para coisas pequenas. Tipo um estresse de hoje, uma ansiedade que você está sentindo agora, nesse momento. E aí eu ia conduzir para que todo mundo pudesse experimentar. Combate dor de cabeça, combate dores de uma forma geral. O tapping é multifacetado, ele serve tanto para limpeza de traumas grandes quanto para te deixar menos ansioso, quanto para te possibilitar fazer coisas que antes você tinha medo, mas um medo meio sem razão. E também para reprogramação mental, para você perder padrões ruins, disfuncionais, e trazer novos padrões que sejam mais saudáveis. Eu acho que cada um tem o seu lugar.

Eron Falbo: [42:08] A gente, infelizmente, está terminando o nosso tempo. Tenho, sei lá, milhões de coisas aqui que eu não falei que eu gostaria de te perguntar, na verdade. Só que, antes de acabar, eu não queria deixar de dar as coordenadas para as pessoas se encontrarem, tanto na internet quanto fisicamente, para eu poder agendar. Tenho alguém falando aqui que a Carolina Soldo quer agendar também. Então, a gente foi cobrar, né, Camila? Não quero receber. Não é só a prima, não, né?

Contatos, atendimento e despedida (42:14)

Camila Manzano: [42:43] Não, é uma amiga, na verdade.

Eron Falbo: [42:46] Então, por favor, se você puder dar as coordenadas para eu te encontrar.

Camila Manzano: [42:53] Olha, eu tenho esse site, que é cmcoach.life, coach de vida em inglês. E no Instagram é arroba cmcoachterapia. Inclusive, eu tenho um mini curso de tapping no meu Instagram.

Eron Falbo: [43:21] E você faz atendimento online também? Tem como fazer alguma coisa online?

Camila Manzano: [43:26] 95% dos meus atendimentos são online.

Eron Falbo: [43:31] Ah, é? Mas como é que você faz o tapping? A pessoa própria faz?

Camila Manzano: [43:34] Na verdade, eu faço na hora, eu ensino na hora, depois eu dou uma cartilha, porque o ideal desse tratamento com tapping é que a pessoa vá fazendo em casa para ter uma liberação maior, porque a gente vive quantos eventos traumáticos a gente vive na nossa vida, né? Então, para ela realmente ter uma mudança qualitativa, rápida, o ideal é que a pessoa acompanhe o processo e se cuide também em casa. Mas pode fazer só pela terapia, que a evolução vai ser só mais devagar. Mas sempre evolui. Eu costumo falar que uma sessão de técnica equivale a mais de cinco anos de terapia. Tem gente que está há 20 anos e não consegue resolver uma questão que você trabalha em um dia. Eu estou falando sério. Parece que é uma propaganda, mas é verdade. É mais que tudo, verdade.

Eron Falbo: [44:24] Eu acredito. Porque realmente a constelação familiar, para mim, foi bem profunda nesse sentido. E, bom, tem coisas muito interessantes por aí, e isso que você está falando, aí, eu, de fato, me interessei bastante. Você atende fisicamente também? Você tem um local?

Camila Manzano: [44:43] É, no Rio, sim. No Rio também atendo fisicamente. Só que hoje em dia é difícil. Eu atendo gente nos Estados Unidos e na Irlanda. Então, sim, é o mercado. Meu mercado é o mundo inteiro. Fica muito mais fácil para mim ter essa abertura online do que necessariamente presencial, ainda mais na quarentena.

Eron Falbo: [45:04] Legal, perfeito. Então, Camila, eu queria te agradecer imensamente por ter aceitado o convite. Desculpa os problemas sociais do Instagram. Eu te agradeço.

Camila Manzano: [45:12] Por conta de baixo da invisibilidade aqui.

Eron Falbo: [45:15] Foi um grande prazer. Espero que a gente se encontre pessoalmente para continuar essa conversa.

Camila Manzano: [45:22] Sim.

Eron Falbo: [45:23] Que não dê só mal.

Camila Manzano: [45:24] Melhoria, né? Todas as coisas vão melhorar.

Eron Falbo: [45:29] Exatamente. Então é isso, muito obrigado mais uma vez e um beijo a todos, fiquem bem aí nessa semana de lockdown, não sei como é que tá na cidade de vocês, mas saúde a todos independente disso. Tchau tchau, tudo de bom, beijão.

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