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Eron Falbo: [0:00] Sejam bem-vindos! Você entrou no Alvo, eu sou Eron Falbo e estamos aqui hoje com Manuela Serro. Manu é uma empresária, uma empreendedora, comunicadora social e sócia da Vezero Motors, empresa de mobilidade urbana e sustentável. Então vão entrando e se juntando a nós. Vamos sentar em volta dessa fogueira linda. E vamos ouvir a sabedoria da Manu, essa nobre e poderosa empreendedora.
Manuela Serro: [0:42] Olá, boa noite.
Eron Falbo: [0:44] Olá, Manu, tudo bem?
Manuela Serro: [0:45] Tudo bem, e você?
Eron Falbo: [0:47] Tudo bem. Tudo ótimo. Seja bem-vinda.
Manuela Serro: [0:52] Obrigada. Está me vendo e me ouvindo bem?
Eron Falbo: [0:54] Tô te vendo, tô te ouvindo, e tá tudo certo. Se alguém tiver alguma reclamação, é só botar aí que a gente vê.
Manuela Serro: [1:04] Isso aí.
Eron Falbo: [1:05] E aí, Manu, beleza?
Manuela Serro: [1:07] Tudo ótimo, graças a Deus.
Eron Falbo: [1:09] Você tá no Rio de Janeiro ou não? Nem te perguntei isso.
Manuela Serro: [1:12] Tô no Rio. Tô aqui, nesse calorão.
Eron Falbo: [1:16] É, hoje tava incrível. Até joguei tênis hoje de manhã e foi difícil terminar o jogo. Você tem saído para fazer exercícios, essas coisas, no dia a dia?
Manuela Serro: [1:31] Sim. Eu não consegui ficar sem fazer, né? Tem que fazer, e eu adoro correr. Então eu tento, pelo menos duas a três vezes na semana, correr bem cedinho na praia. E malho em casa. Estou malhando em casa agora.
Eron Falbo: [1:46] E você mora perto de que praia?
Manuela Serro: [1:48] Eu moro na Praia do Flamengo, perto do aterro, né?
Eron Falbo: [1:51] Ah, lá é ótimo. Muito bonito lá.
Manuela Serro: [1:52] É, muito bonito. Pena que não dá para dar um mergulho no final, mas a praia é muito bonita.
Eron Falbo: [1:58] Mas é muito bom para andar, para caminhar, para correr.
Manuela Serro: [2:02] Maravilhoso, muito bom.
Eron Falbo: [2:03] Inspirador.
Manuela Serro: [2:05] Exatamente.
Eron Falbo: [2:07] Então, eu estava dando uma olhada na sua empresa, você faz como se fosse scooters, só que motos, metade moto, metade scooter. Explica mais ou menos qual a diferença disso, por que você faz assim?
Manuela Serro: [2:24] Então, a Vero Motors, na verdade, ela é especializada em scooters elétricos que, originalmente, elas são patinetes elétricos. O design dela, acho que você chegou a ver uma foto, de lado, ela não é como uma moto. Ela é um patinete elétrico estilizado de scooter. Então, isso traz aí uma facilidade no andar, porque ela tem uma roda mais grossa, mais estável. Não tem necessidade da pessoa ter a carteira de habilitação, CNH. Então, ela é mais acessível para quem tem o desejo, o sonho de andar com o elétrico, tanto pelo custo quanto pelos benefícios do produto em si.
Eron Falbo: [3:05] Mas quando você fala scooter, você quer dizer tipo lambreta, vespa? Porque, assim, em inglês, quando é tipo essas patinetes, chama electric scooter também, né? Então, é só para a gente entender.
Manuela Serro: [3:16] Existem dois tipos: tem o scooter de scooter, com aquela carinha de scooter, e tem os que são os patinetes estilizados de scooter. A gente tem as duas coisas.
Eron Falbo: [3:27] Ah, tá. Mas é porque eu entendo que patinete é a mesma coisa que scooter, entendeu? Tipo, pelo menos em inglês, é assim.
Manuela Serro: [3:34] Mas aqui, depois que teve o advento dos patinetes de locação, aqueles patinetes de rua, a gente fez uma diferenciação. Porque, se eu chamar de patinete o scooter, a pessoa chega lá com uma expectativa e encontra outra. Porque um patinete é para uma pessoa só, é em pé, não é sentado, chega numa velocidade bem menor, enfim.
Eron Falbo: [3:56] Entendi, é só para entender a nomenclatura mesmo, para ficar claro. Também a gente está nessa evolução tecnológica constante, a gente vai criando novas nomenclaturas para poder designar algo específico. É bom esclarecer, às vezes.
Manuela Serro: [4:15] Com certeza, porque é uma coisa muito nova, as pessoas não conhecem. Muitas pessoas chegam curiosas querendo saber: poxa, eu tenho que ter uma torre de carregamento? Aonde que eu carrego isso? Não, esse tipo de produto você já carrega a bateria em casa, você tira, bota na sua tomada caseira, igual o seu celular. Então, tem sim essas diferenças de produto, de performance e de objetivo, né? Para que você quer isso?
Eron Falbo: [4:42] E na pandemia, isso aumentou, diminuiu? Como é que está a mobilidade urbana, esse cenário durante a pandemia?
Manuela Serro: [4:52] Então, quando a pandemia se instaurou, que foi de um dia para o outro, numa sexta-feira 13 de março, todo mundo ficou em lockdown, nem avisaram para a gente. E aí a gente ficou, obviamente, temeroso, como o mundo inteiro, de como que ia ser o movimento disso. E, curiosamente, a pandemia acelerou o processo, porque o elétrico já estava vindo no Rio, no Brasil, mas ainda de uma forma mais tímida. Muitas pessoas tinham curiosidade, mas ainda não tinham desejo de adquirir. Então, eu acho que, com isso, as pessoas começaram a parar para pensar: nossa, eu preciso ter um veículo que me transporte de maneira mais segura, que eu não precise ir num transporte público se eu preciso sair de casa para trabalhar. Que eu possa ter uma economia, porque a pandemia trouxe, para diversas pessoas, o poder de compra diminuiu, mas, ao mesmo tempo, você precisava continuar se locomovendo. E aí, muitas pessoas começaram a fazer upgrade de bike elétrica para scooter elétrica, por conta dos benefícios que ela traz: de subir ladeira, de carregar mais de uma pessoa, carregar duas, mais peso, etc. Então, a gente teve uma aceleração.
Eron Falbo: [6:03] E essa scooter elétrica é que você não precisa de CNH?
Manuela Serro: [6:07] É, exatamente, porque ela não existe hoje uma regulamentação. Por ela ser um patinete elétrico, que é assim que sai na nota fiscal de venda, ela não tem hoje obrigatoriedade de CNH.
Eron Falbo: [6:20] É tipo o Bitcoin, está na zona cinza. Tem que acostumar, tem que aproveitar enquanto os barrigudos ainda não dominaram.
Manuela Serro: [6:30] Eu acho, Eron, que não vai haver uma legislação muito pesada nisso por três motivos, tá? Um, porque é um veículo verde e a gente tem que começar a entender que isso tem que fazer parte da nossa vida. Dois, porque não chega numa velocidade muito grande, tem um veículo que chega até 35, 50, 55, 70, depende daí do motor, enfim. E, além disso, eu não sei se você já viu, mas até a nossa guarda municipal, aquela do Aterro Presente, algumas pessoas já estão usando esse tipo de produto para fazer ronda, porque não tem barulho, porque consegue fazer uma mobilidade legal. Então, acho que está começando a integrar isso dentro da cidade. Obviamente, a gente precisa ter um controle de quem está usando e como, e seguir regras, porque isso é muito importante. E o uso de capacete, a gente sempre fala que é obrigatório, mesmo não existindo uma legislação, a gente recomenda.
Eron Falbo: [7:24] Não existe a legislação.
Manuela Serro: [7:26] Não existe a legislação.
Eron Falbo: [7:28] Então, o que é perigoso é perigoso. E, em termos de Brasil, vocês trabalham em São Paulo também, não?
Manuela Serro: [7:38] Sim, a gente vê zero. Ela é a matriz do Rio de Janeiro, mas a gente vende para o Brasil inteiro, e temos sim uma revenda em São Paulo. A gente também consegue vender lá, lá tem uma adesão muito grande. São Paulo foi onde começou o elétrico. No Sul, também temos clientes, mas não temos revenda.
Eron Falbo: [7:58] Ainda, e você, o que você está bebendo? Vamos abastecer aqui para a gente poder começar a nossa conversa. Mas eu estou tomando um vinho. Também tomou? Novinho. Tintim virtual, tintim, deixa eu botar aqui. Barulhinho, não é efeito sonoro de verdade. Tintim. Então, uma coisa que eu ia perguntar, que é uma preocupação minha, pessoal, é sobre crime mesmo, né? Tipo, como é que tá a resposta em termos de roubo desses produtos? Como é que tá esse cenário?
Manuela Serro: [8:46] Então, a gente está no mercado desde 2018, com showroom aberto e tal. A gente indica o seguro que a pessoa queira fazer. Não é um custo tão alto o seguro do elétrico, ele custa 10% sobre o valor do produto. Tem produto a partir de R$6.900 até R$14.000, depende aí do preço.
Eron Falbo: [9:03] Mas ele é 10% por ano?
Manuela Serro: [9:05] Por ano, por ano. E ele cobre o que você quiser, né? Tem cobertura simples, cobertura contra terceiros, cobertura total. Mas, curiosamente, a gente não faz seguro, a gente indica uma parceria. A gente até hoje não tem um histórico de cliente nosso que foi roubado ou furtado, só aciona seguro para outras coisas. É verdade, primeiro porque ainda é um produto novo, eu acho que ainda não teve a ousadia de começar a roubar. E a gente tem também algumas coisas que a gente usa para ajudar o cliente a ter mais segurança. Não usa a chave na ignição, ela pode ligar e desligar no controle remoto, então você pode ativar e sair andando com o controle no bolso. Se alguém te roubar, te furtar, de repente, em um quilômetro ela para, por distanciamento do controle. Dois, ela tem alarme antifurto e, acredite, é ensurdecedor. Quando a gente tem que ativar para o cliente ouvir dentro do showroom, pelo amor de Deus, desativa isso, porque é bem alto.
Eron Falbo: [10:10] Mas eu tenho muitos seguidores que são ladrões, então agora a gente acabou de anunciar para muita gente como é que funciona o mecanismo.
Manuela Serro: [10:16] Olha, cuidado, hein? Se você pisar nisso, você vai ter que sair correndo, porque o alarme é bem alto. Mexeu nela, ela trava as rodas, ela é pesada, ela pesa uns 60 quilos.
Eron Falbo: [10:28] Tem umas coisas interessantes, né? Olha, isso é uma das coisas que tava me impedindo de comprar isso aí, hein?
Manuela Serro: [10:34] Eu acho que você tá precisando fazer um test drive. Tem que experimentar o produto.
Eron Falbo: [10:39] Mas não dá pra fazer uma customizada, não? Uma coisa que parece uma lambreta?
Manuela Serro: [10:46] A gente tem uma que parece uma lambreta, te falei que vou te mostrar, que é a Genova, que é um produto lindo. Ela tem um design, inclusive, europeu, da Itália, por isso o nome Genova. E a gente personaliza, sim. Inclusive, isso é uma coisa muito legal, porque hoje as pessoas querem isso, não só no seu veículo, na sua vida. O personalizado é muito premium, é muito valoroso.
Eron Falbo: [11:09] Principalmente no seu pet. Hoje em dia, o que mais tem é... Exatamente. Você tem pet ou não?
Manuela Serro: [11:15] Tenho. Eu tenho um cachorro de Fila Brasileiro.
Eron Falbo: [11:19] E você coloca roupinha, você personaliza?
Manuela Serro: [11:21] Bom, se eu tiver que colocar roupinha nele, eu tenho que contratar uma costureira, porque ele pesa 60 e poucos quilos e é enorme. Não dá, não, pra botar roupinha. Ele é roots.
Eron Falbo: [11:30] Um avantajado, né? Tem que mandar fazer.
Manuela Serro: [11:34] É, pra ele não rola, não. Mas é isso, isso aí. O mundo pet é um grande exemplo, as pessoas adoram fazer customização e tratam como um filho, um bibelô.
Eron Falbo: [11:47] Mas você tem um filho próprio, né? Então, às vezes, isso compensa. Acho que muita gente que dá atenção demais pro pet é porque não tem um filho pra, de fato, tomar o tempo.
Manuela Serro: [11:57] Você sabia que o meu cachorro me ativou a maternidade? Eu não tinha o meu filho antes de ter um cachorro. Eu tenho meu cachorro há 10 anos. Meu filho vai fazer 4. Então, com ele, o cachorro te traz isso. Acho que qualquer animal, né? De estimação.
Eron Falbo: [12:11] Sim, acho que tem muita relação, inclusive é isso que eu estou falando. Acho que, em outras gerações, talvez, as pessoas... Acho que, bom, biologicamente, especialmente na mulher, bate na porta a vontade de ter filho, e eu acho que muita gente está compensando com os pets. Então, pelo menos, amenizando o drama daquela vontade, né, talvez.
Manuela Serro: [12:43] O desejo, né? É bem diferente. Você tem bicho? Você deve ter cachorro também?
Eron Falbo: [12:48] Eu tive quando eu era mais novo, mas eu tenho dois filhos, né? Então, assim, é tipo... Eu justo pensei, quando eu tinha uns 27 anos, mais ou menos, eu tinha aquela vontade de ter um cachorro, um melhor amigo, e, tipo, ser uma pessoa solitária. Aí eu pensei: cara, se eu fizer isso, eu nunca vou ter filho. Eu falei, eu quero ter família. Eu pensava isso: eu não vou comprar um cachorro, porque talvez eu perca a vontade. Vou pela minha companhia, o cara vai lamber a minha cara, não vai dar tanto trabalho assim.
Manuela Serro: [13:21] Eu tinha um gato e saía. Filhos não podem sair enquanto são pequenos.
Eron Falbo: [13:26] É, pode, sei lá, botar no hotel de cachorro ou com o vizinho, e o cara não vai entender muito bem. Chamo de 'cara' porque eu não tenho um, então não sei como é que chama. Mas eu tinha uma gatinha, só que ela era meio esquizofrênica. Ela tinha problemas psicológicos, até ia na psicóloga de gatos. Ela era, sei lá... Sério, tipo, não dava pra pegá-la no colo, ela ficava nervosa. Tinha várias coisas assim.
Manuela Serro: [13:55] Eu não tenho nenhuma experiência com gato, mas dizem quem tem que gosta muito, que é um bicho mais independente. O cachorro é muito dependente, né? Quando ele escolhe o dono, ele vira sua sombra, né?
Eron Falbo: [14:09] E pra você ter cachorro, você tem que se doar mais, né? Porque o cachorro, como ele é mais dependente, você tem que estar lá, dando carinho pra ele. O gato, tipo assim, quando eu tinha uns 26, 27 anos, eu tinha uma gatinha, porque eu era dependente, entendeu? Eu nunca ia doar, tipo assim. Eu era uma pessoa que... É, eu queria largar, eu queria ficar independente. Tipo, ficar sozinho, entendeu? Então eu queria... A gente se entendia bem. Pô, você vai lá pro seu canto, eu vou pro meu canto. Era mais, tipo, pra saber que, sei lá, eu tinha alguma vida no mundo. Você morava em Londres, na época, um apartamento sozinho, e você não está totalmente desconectado do mundo. Isso é legal do animal também, você tem um pouquinho de vida na casa.
Manuela Serro: [14:56] É, vira meio que família também, né? Dependendo do tempo que ele conviva com você, é meio que uma parte da família, um membro, né? Tem gente que considera mesmo da família. Mas é muito difícil essa relação com animal, assim. Eu já tive outros cachorros que já morreram. É uma falta, assim, uma lacuna que fica, mas depois a vida segue, né?
Eron Falbo: [15:15] Cara, a gente vive hoje em dia numa... Isso até... Vou até entrar em mobilidade urbana com esse assunto, porque tem até a ver. Mas a gente vive em certas dualidades no mundo moderno, que é tipo assim: ter filho ou ter animal, o animal é família ou ele é um animal, né? E, por exemplo, eu acho que em outros tempos a gente tinha muito mais desejo, muito mais vontade de estar na natureza, no campo, né? Existia muito mais essa coisa de... É uma necessidade, até, não é nem desejo, é uma necessidade de passar mais tempo. Acho que a gente acabou meio que se adaptando muito mais, na última geração, à cidade, né? E aí entra a coisa da mobilidade urbana. Já que a gente está tão urbano e ficou tão problemático até caminhar dentro da cidade, o barulho, né? O barulho é uma coisa muito séria, né? Não sei se... Você deve ter estudado sobre esse tipo de coisa. A gente está programado psicologicamente, em termos de psicologia evolutiva, sei lá, eu não lembro o número, mas é tipo 10 decibéis, e a gente está escutando mil decibéis o tempo todo, entendeu? Então, assim, o nível de estresse muitas vezes vem por causa disso. Também em termos de mobilidade, a gente está acostumado, assim... A gente evoluiu psicologicamente, nosso cérebro, há 30 mil anos atrás, pelo menos a última vez que a gente sofreu uma mutação genética. Ou seja, a gente tem um cérebro de 30 mil anos atrás, só pra estar com pessoas da nossa família, da nossa tribo. E a gente tem que entrar dentro de um elevador junto com quatro outros estranhos. Então, assim, tem muitos problemas psicológicos que vêm disso. Talvez o que eu vou te perguntar é sobre como é que você vê essa loucura psicológica urbana e como a gente está caminhando para algumas melhorias com tecnologias de mobilidade urbana?
Manuela Serro: [17:16] Eu acho que, pegando o gancho que você falou inicialmente, realmente a gente teve que acabar entrando mais para a cidade, para a metrópole, para o mundo, enfim, por questões de emprego, de ganhar dinheiro, de vida louca, e é isso. E aí a gente se vê num momento que, eu acho, também a pandemia, de novo, acelerou esse processo: de você se isolar dentro da sua casa e, de repente, olhar: gente, o que está faltando? Porque a minha casa começou a virar um pit stop. Eu saía para trabalhar, voltava, e tal. E aí você começa a ver que as pessoas começaram a ter vontade e desejo de ir para a serra, de ir para a praia, para começar a ter esse link de conexão com a natureza. E acho que a mobilidade urbana entra nesse momento, porque você precisa agora, mais do que nunca, pensar na sustentabilidade como um todo. Não dá mais para a gente negligenciar isso. É no barulho, é no ar que você respira, é nos seus olhos que você pega aquela poluição completa. Então, acho que a mobilidade entra agora como um pilar principal para as cidades. Eu acho que quem não tiver com esse olhar, seja do governo, seja o cidadão mesmo, vai ficar um pouco fora e deslocado, porque não tem mais como a gente não colocar a mobilidade urbana e a sustentabilidade dentro da nossa vida, e encaixar ela de acordo com o que é possível, óbvio.
Eron Falbo: [18:37] Eu acho que o que é legal também é que, no final das contas, dentro do modelo capitalista, que a gente sabe que, em certos termos, é falido... Então, assim, eu não estou querendo dizer que é perfeito, mas, em uma parte, olhando para um lado positivo, é que muita gente ganha também com o progresso do green, com fazer as coisas mais limpas. Tem mais empregos, mais produtos sendo vendidos, uma troca de uma geração para outra, de, por exemplo, carros com motor a diesel, a óleo, e agora carros elétricos. Isso gera toda uma indústria nova, uma inovação. Isso é bom capitalisticamente, isso é bom também ecologicamente. Eu acho que esse lado é importante ver. E outra coisa que eu acho que é fascinante é o tanto que a gente meio que tem medo das coisas, e tem uma coisa meio apocalíptica: vai estourar, vai tudo dar errado. Até falei em outra live que, nos anos 70, diziam que em 2001 não haveria comida suficiente para as populações do mundo, e tal. E hoje a gente tem, se eu não me engano, um quarto ou metade da fome que a gente tinha nos anos 70 no mundo, entendeu? A gente tem o triplo da população no mundo. Com a tecnologia, com o avanço, com a informação sendo trocada entre as nações e tudo mais, a gente vai criando novas maneiras. A humanidade foi dada esse lado negro de consumir que nem louco, só que também foi dada essa inteligência divina de descobrir criativamente novas avenidas.
Manuela Serro: [20:35] É isso aí, novos caminhos, né? E a gente tem que abrir esse olhar, porque a gente fica... Exatamente, o medo congela, é um fato. E assim, novas coisas, tudo é diferente, principalmente no veículo, vou te dizer do que eu tenho mais expertise. Eu tenho clientes que me falam o seguinte: 'Mas espera aí, se eu deixar o meu veículo no sol, ele vai estourar.' Não, ele não vai, ele tem uma tecnologia, tem pessoas pensando para que...
Eron Falbo: [20:59] Ele não vai explodir, porque essa era uma das minhas objeções também.
Manuela Serro: [21:02] É óbvio que você não vai deixar ali no sol a 50 graus do Rio de Janeiro pra sempre. Mas você vai parar ali a sua scooter, seu patinete, sua e-bike...
Eron Falbo: [21:11] Quanto tempo ele sobrevive antes de explodir?
Manuela Serro: [21:14] Não, eu não tenho essa hora exata para te dizer. Mas acredito que, ficando duas, três, quatro horas, ou até um dia inteiro, se não for um sol a pino o tempo todo, tiver um pouquinho de sombra, ele vai sobreviver.
Eron Falbo: [21:27] Isso me lembra uma vez. Eu tinha uma Vespa, eu morava em Londres, morei quatro anos em Londres, tinha uma Vespa, e era o meu primeiro inverno que eu tava passando com a Vespa. Aí eu, porra, sabe, você tá lá... Primeiro, quando você anda de moto, qualquer coisa de duas rodas, você é mais aventureiro do que todo mundo, né? Então, tipo assim, começa a nevar, você fala: ah, eu consigo, eu sou sinistro, eu vou andar. E eu posso andar quando quiser, em qualquer terreno, né? Tipo, desviar do que quiser. Aí começou a nevar, começou a escorregar um pouquinho, eu falei: não, segura, eu sou sinistro. Aí chegou uma hora que eu tava lá, não sei aonde, visitando, acho que eu tava visitando uma reunião de negócios, sei lá, longe pra caramba da minha casa. E bateu aquele medo do tipo: caraca, eu vou morrer. Se eu continuar, tipo, não dá pra segurar, entendeu? Porque a pista começa a ficar de gelo, e você não consegue mais manobrar. Daqui a pouco o negócio tá tipo... Aí eu parei em qualquer lugar. Aí, já que eu nunca tinha feito isso antes, eu tive que deixar a parada lá um mês e meio, porque começou a nevar todos os dias. Eu não tinha como ir buscar.
Manuela Serro: [22:40] Mas ela sobreviveu na neve, toda congelada?
Eron Falbo: [22:44] Não, ela tinha uma capa e tudo, e sobreviveu. Depois eu vendi, e um maluco comprou, sei lá.
Manuela Serro: [22:51] Tomara que ela já não funcione.
Eron Falbo: [22:52] Tô brincando. Depois eu usei, usei várias vezes.
Manuela Serro: [22:57] É, mas isso que você fala é importante, porque também tem gente que compra e aí fala assim: posso andar na chuva? Tem produto que pode, tem produto que não pode. Depende de como ele tá preparado pra isso.
Eron Falbo: [23:08] O seu tem uma roda melhor, né? Tem uma roda mais robusta.
Manuela Serro: [23:13] Mas ela te dá mais estabilidade, ela tem ranhuras, então ela tem uma aderência bacana. A gente não tem expertise de gelo aqui, então o produto é mais para a nossa realidade. Ele suporta calor, isso ele suporta. Agora, gelo não. Mas essa condução, essa forma de condução, isso você vai ganhando, essa questão da liberdade que a scooter te traz, essa questão do lifestyle, porque hoje o que mais consome o tempo da pessoa é o trânsito.
Eron Falbo: [23:42] Mas eu posso fazer uma pergunta indiscreta?
Manuela Serro: [23:45] Claro, pode.
Eron Falbo: [23:47] Vocês têm convênio com o Motoclube? Tipo assim, se eu comprar uma dessas aí eu posso participar daqueles ralis e...
Manuela Serro: [23:55] Então, a gente não tem parceria ainda com o Motoclube. É uma ideia, boa ideia. Porém, esse tipo de scooter, ela não é pra esse tipo de terreno. Ela é pra terreno urbano.
Eron Falbo: [24:07] Ah, não é pra estrada, não é pra estrada. Minha pergunta secreta era essa, tava só brincando. Era uma pergunta mais inteligente.
Manuela Serro: [24:17] Ela não é pra estrada. Ela não é pra estrada por dois motivos. Ela não atinge altas velocidades, como eu te disse, chega no máximo até 75 km.
Eron Falbo: [24:25] Mas dá pra ir numa estrada no Nordeste, que não é seguro ir rápido mesmo, né?
Manuela Serro: [24:32] Mas aí vai ter que procurar pelo acostamento. Se for no meio dos carros, não é emplacado, aí pode parar um...
Eron Falbo: [24:37] Guarda a verdade, aí tem uma outra pergunta interessante, tipo assim, a legislação. Se você for para a estrada, se você for louco tipo eu, eu andava, cara, todo tipo de lugar, e com bicicleta eu andava em estrada, em Londres ainda, tipo M1, sei lá como é que chama a estrada, esqueci, mas... Se eu te contar as outras coisas que eu fiz hoje, eu ia ficar mais surpreso ainda, mas tudo bem. Mas como é a questão de estrada e legislação?
Manuela Serro: [25:09] Não tem, como eu te disse, regulamentação para nenhum lugar. Então, assim, o que não é proibido pode, mas a gente não recomenda por questão da segurança, da velocidade final, por não ser um veículo emplacado numa estrada. Isso pode causar problemas.
Eron Falbo: [25:24] É bom até a gente ter esse disclaimer aqui, né? Porque nem o programa No Alvo com o Eron Falbo, nem a Manu Serro está recomendando andar sem capacete na estrada bêbado. Ninguém tá falando isso.
Manuela Serro: [25:38] Principalmente bêbado. Se beber, não dirija. Largue aonde está, ativa o alarme e vá embora. Amanhã você pega.
Eron Falbo: [25:45] Ouviu, Maurício?
Manuela Serro: [25:47] Maurício, ai, ai, ai. Ah, dele tem até nome, é personalizado mesmo.
Eron Falbo: [25:55] Eu não lembro o nome dele.
Manuela Serro: [25:56] Eu não lembro o nome. Maurício, manda aí, você está me vendo.
Eron Falbo: [25:58] Ele se veste com aquele capacetinho Bauhaus, pós-apocalipse, tipo, o mundo acabou, eu sou parte de uma gangue.
Manuela Serro: [26:09] Ah, mas ele é demais, ele fica demais com as coisas.
Eron Falbo: [26:12] É uma maravilha.
Manuela Serro: [26:13] É o nosso embaixador Vezero. Mas olha, você sabia que eu tenho clientes danadinhos que fazem besteiras? Que pega ali e fala: "não pode". Eu também duvido. Mas aí, quando você vai fazer a manutenção, a gente tem uma equipe que acaba ficando amigo do cliente, a gente tem essa proximidade, a gente conhece os nossos clientes, isso é muito legal também. Eles fazem upgrade de produto, eles têm na gente um amigo, a gente vira amigo, né? E curte, segue, vibra com o nosso sucesso. E aí, quando vai fazer uma assistência, o técnico volta lá com aquela OS preenchida. Cara, a pessoa falou que o dono ali é amarelo, eu falei: "pelo amor".
Eron Falbo: [26:50] De Deus, cara, você tá contando a versão Disney, né? A verdade é que vocês saem com os clientes e todo mundo vem, e aí, na hora de levar pra casa, eles vão pra Linha Amarela e você fala: "vai, vô, não é Linha Amarela, não pode!"
Manuela Serro: [27:07] Não, esse caso era uma moça, uma mulher.
Eron Falbo: [27:09] Sabe o que acontece?
Manuela Serro: [27:11] Está atingindo o número feminino de mulheres. As mulheres estão mais ousadas. Elas estão querendo andar de scooter e de moto. Porque o que acontece? Existe aí uma vontade incubada. Tem um monte de gente que não quer tirar CNH.
Eron Falbo: [27:25] Mas elas andam com as duas pernas do mesmo lado. É um absurdo elas andarem assim. Sabe como mulher andava a cavalo antigamente? Com as duas pernas do mesmo lado, assim?
Manuela Serro: [27:39] Deu uma falhada na minha conexão, não sei se é na minha ou na sua, não ouvi.
Eron Falbo: [27:44] Não, eu estava brincando, mas eu estava dizendo: mulheres antigamente, quando andavam a cavalo, andavam com as duas pernas do mesmo lado para não abrir as pernas.
Manuela Serro: [27:51] Para ficar mais elegante, né?
Eron Falbo: [27:53] Aí eu estava sugerindo, para ser vintage, de repente elas podiam andar com as duas pernas do mesmo lado.
Manuela Serro: [27:59] É, mas naquela época elas estavam passeando, né? Agora não dá mais, a mulher tem que ir lá trabalhar, pegar filho, fazer compra, ficar bonita, malhar, e aí usa, e usa legal. Tem muitas mulheres adquirindo e eu acho isso muito interessante.
Eron Falbo: [28:15] Ah, isso é muito bom.
Manuela Serro: [28:15] Muito mais homem, muito mais masculino esse mundo.
Eron Falbo: [28:19] Eu ia imaginar que as mulheres iam ficar... porque assim, eu que sou relativamente homem cis, sei lá como é que se define hoje em dia, eu tenho um certo receio. Também, eu sou de Brasília, Brasília não existe, não existe você interagir com a rua, você sai de um ar-condicionado para outro, entendeu? Eu não tô muito acostumado, mas o meu grande receio, minha grande objeção era essa coisa de parar no sinal, entendeu? E de relógio, entendeu? E ser exposto. Essa era a minha questão também.
Manuela Serro: [28:59] Você fica... mas isso é a mesma coisa com a bike, né? Isso é a mesma coisa com uma moto.
Eron Falbo: [29:04] Ah, mas eu também não ando de moto.
Manuela Serro: [29:06] É, e tal. Mas eu acho que você acaba pegando as manhas, né? Aí eu tô falando aqui mais do carioca, perfil do carioca. Eu acho que o paulista também, porque ele acaba se locomovendo mais pelos centros urbanos e tendo que pegar essa manha. Parou no sinal, igual carro: olha pra trás, vê o retrovisor, tem alguém, não tem, bota a mochila na frente ou compra um baú, guarda as suas coisas naquele baú.
Eron Falbo: [29:28] E olha, eu vou dar um... não sei se já fazem isso, mas vocês deviam fazer um blog cheio de dicas assim, entendeu? Porque eu acho que aumenta muito a audiência, cliente, mas ganha das objeções também. Tipo assim, você pode compartilhar essas coisas com os clientes, entendeu? Independente de seguidores, que é uma lenda, seguidores não serve para nada, mas o conteúdo serve. O conteúdo às vezes é importante. Tipo assim, eu estou aqui, estou aprendendo coisas na live com você e poderia nunca comprar. E agora, amanhã, eu vou comprar.
Manuela Serro: [30:08] Por favor, vamos fazer disso um negócio! Mas obrigada, a gente vai fazer sim. A gente já tem algumas dicas. Quando o cliente compra, a gente é 100% sustentável, não dou um papel para ele. É tudo online: a nota fiscal é online, o manual é online, o termo de garantia é online, as dicas de pós-venda, tudo online. E aí a gente manda algumas dicas de vídeo, e a gente agora está desenvolvendo, sim, essa nossa parte de comunicação. E é isso, isso é muito importante: dar para o cliente, o prospecto, o interessado, o cara que nunca vai comprar mas quer saber, o curioso, as informações que são relevantes sobre o produto, sobre o negócio. Porque tende a crescer. E a tecnologia muda muita coisa.
Eron Falbo: [30:52] E cara, tipo assim, eu tava vendo alguns vídeos sobre sustentabilidade, mobilidade urbana etc. É uma coisa assim, tipo, não é muito... antigamente era 'ah, vamos melhorar o ambiente', hoje não é essa a questão. A questão é que esse é o futuro. A questão é como, quando e quem vai levar a gente lá. Tipo assim, quais vão ser as empresas que vão chegar lá primeiro, que vão ter as soluções melhores, que vão avançar, porque é óbvio que os carros não vão ter mais gasolina, é óbvio que não é todo mundo que vai ter um carro individual, que vai ter mobilidade autônoma, porque simplesmente melhora, é mais barato. Então, no momento que deu a curva... antigamente era tipo Tesla, era uma questão de playboy de Beverly Hills, hoje em dia, tipo, cara, tem... a Volvo, se eu não me engano, não produz mais carro não elétrico.
Manuela Serro: [31:55] Não, agora ela só vai produzir elétrico, e dizem que até 2030 isso vai ser uma regra.
Eron Falbo: [32:01] Sim, cada país tem uma meta disso. Então, assim, em 30 anos... porque eu sou sócio de uma empresa que mexe com isso, com energia sustentável e tudo mais, então eu já vi mil apresentações sobre isso. Mas, cara, a verdade é que daqui a 30 anos não vai existir carro a gasolina, vai ser vintage. Tipo assim, e provavelmente vai ser mal visto se você chegar... provavelmente vai ter adaptações até, né? Tipo, se você pegar um carro... só Cuba que vai ter carro a gasolina.
Manuela Serro: [32:38] Mas precisam de dois gatilhos para isso, não sei se você concorda comigo. O primeiro gatilho é de incentivo fiscal, os impostos são absurdos, ainda são muito caros. E acho que, como é uma economia verde também, além da sustentabilidade, tem que trazer uma coisa mais acessível, a gente tem que democratizar o elétrico, isso é um ponto. E o segundo ponto é que as pessoas vão pensar no bolso, porque o elétrico hoje, eu te dou uma autonomia de até 45 quilômetros por dois reais, ou impostos, na sua conta de luz. Vai em ser com uma gasolina, com álcool, com diesel; mesmo diesel é muito mais caro. Então a pessoa primeiro pensa na economia, depois ela vai pensar na sustentabilidade, mas uma coisa tem que caminhar junto com a outra.
Eron Falbo: [33:24] Mas é isso que... eu, na verdade, acho que, na minha opinião, claro que tem gente pensando na ecologia e tudo mais, no meio ambiente, ótimo. Mas eu acho que, só em termos de economia de tempo, de eficácia, de consumo do meio ambiente, não em termos ecológicos, mas em termos de gasto, de que você não vai ter que repor coisas e coisas do tipo... se você usar eletricidade fotovoltaica e carros elétricos e o seu produto e coisas do tipo... Em breve, até a empresa que eu virei sócio se chama Chakra Tech. Eles desenvolveram... eu não tô fazendo merchandising, só porque é interessante pra caramba... eles desenvolveram tipo um armazenamento de energia baseado no eletromagnetismo da Terra, que você pode botar uma certa quantia de energia dentro dessa... é uma roda, entendeu? E aquilo sustenta energia pra sempre.
Manuela Serro: [34:38] Olha só, é vital o negócio rodando.
Eron Falbo: [34:40] Para sempre, porque o eletromagnetismo da Terra sustenta a rotação daquela parada. Então, tipo assim, se entra energia solar, põe na roda e aí fica lá para sempre. Então, em breve, não vai existir custo de energia.
Manuela Serro: [34:58] É isso aí.
Eron Falbo: [34:59] Não vai ter, porque é como naquele filme The Saint, não sei se já viu, dos anos 90, do Val Kilmer, que tem a Cold Fusion, que eles falam, que é como usar energia nuclear e fusão nuclear para ter energia, porque de fato, em qualquer átomo, tem mais energia do que o planeta inteiro precisa. Então é isso que é fascinante, a gente pensar que a gente tá muito preocupado com sustentabilidade. Eu não me preocupo tanto porque, cara, eu sinceramente acredito em Deus. Quando eu digo que acredito em Deus, eu não tô falando de uma maneira piegas. Tô falando que o universo, o cosmos, é muito mais sinistro do que a gente pode imaginar. Então, se a gente só começar a trabalhar juntos, pensar de maneira mais criativa, perder um pouco do medo e começar a ser mais proativo, que nem você falou no começo, o medo paralisa. E a gente viu isso na pandemia, muita gente paralisada, sem saber o que fazer porque quebrou a rotina, quebrou minha expectativa, e eu não sei o que fazer. Mas se a gente eliminar o medo e começar a ter fé, porque, pra mim, pelo menos de uma certa definição, o que é fé? Não tô falando, tipo, acreditar em uma doutrina escrita por algum doido alguns anos atrás. Tô falando é o contrário de medo. É acreditar que existem meios, que existem soluções, que existe poder, que existe energia que você não tá vendo, e que, se você abraçar essa ideia, talvez você vai ter uma vida muito mais abundante, sei lá, essas coisas vão vir mais para a sua vida porque você vai estar aberto a elas.
Manuela Serro: [36:50] As palavras têm força, e os pensamentos também. Quanto mais você pensar no positivo... A fé é uma coisa que eu acho que é imprescindível na vida, não importa a religião. Você tem fé, você acredita em você, ou que alguma coisa boa vai acontecer. Eu acredito exatamente nisso, no pensamento positivo, que trazem reações positivas e abundância, prosperidade, felicidade, saúde. A gente viu o quanto que a nossa cabeça traz a doença para a gente. A pandemia trouxe isso.
Eron Falbo: [37:21] Aí, pensando nisso, pensando nessa mentalidade, talvez a gente não deveria focar tanto no apocalipse. Se a gente não salvar as baleias, que era moda nos anos 90, se a gente não salvar as borboletas do Afeganistão, todo mundo vai morrer. Se a gente pensar ao invés, tipo: não, tem problemas, beleza, então vamos ficar ligado nesses problemas, em como a gente pode fazer as coisas diferentes para esses problemas irem embora, mas não focar no medo, no problema e na paralisação, né? Tipo assim, o Covid está aí, como é que a gente... Tipo assim, não vamos sair de casa, todo mundo vigiando um outro para não sair de casa. Uma amiga minha me mandou um vídeo que eu fui na praia, tirei foto, e falou: pô, você foi na praia enquanto eu estou aqui. Aí eu, cara, eu estava precisando ir para a praia, entendeu? Aí eu mostrei assim...
Manuela Serro: [38:19] Ficar em casa ia ser pior para mim. É, tem que seguir os cuidados naturais que todo mundo tá seguindo, que não tem como correr.
Eron Falbo: [38:27] Exatamente, isso aí tudo bem, esse disclaimer tudo bem. Mas o que eu tô dizendo é: ao invés de olhar pra isso do tipo não, não, vamos sair de casa, como vamos sair de casa de uma maneira inteligente? Como vamos sair de casa de uma maneira segura? Como vamos proteger as pessoas mais velhas de uma maneira carinhosa, sem deixá-las trancadas em casa?
Manuela Serro: [38:50] Com empatia, né? Com a tal da empatia. É isso, é isso. Eu também concordo com você. E eu acho que o bem que a gente faz em dar uma volta de forma segura, contato com a natureza, contato com você mesmo, o que te faz feliz, né? Cada um tem uma coisa que mexe ali, né, com o seu íntimo. E eu acho que é isso: contato com a natureza, uma praia, um sol, olhar, ver gente. Isso é importante também, a gente não nasceu sozinho. Eu acho que, até conversando com amigos e com meu marido e tal, a gente, com esse negócio de Teams, de live, tudo aqui... Que saudade que eu tô de aglomerar, de agarrar, de abraçar as pessoas. Ainda não pode, tudo bem, mas a gente vai precisar muito disso. A gente vai vir numa onda em que o olho no olho vai fazer muita diferença. Quem tem essa tecnologia, sabe? Isso é muito legal, eu acho que é muito importante, a gente não pode perder isso. A gente está temporariamente suspenso. Com certeza.
Eron Falbo: [39:50] Isso me leva a outra parada que acho interessante a gente conversar, que é, assim, algumas coisas, o que você falou, temporariamente suspenso. Eu acho que outra coisa que me incomoda muito é a parada do êxodo rural, né? Tipo assim, rolou o industrialismo, a industrialização do mundo, e por causa de, bom, produção, a Inglaterra dominar o mundo, que começou a industrialização, as pessoas começaram a sair do campo e ir para as cidades. Aí a gente criou grandes metrópoles, e hoje a gente está criando empresas como a sua para poder tapar o buraco que a Inglaterra começou lá no século XIX. E tudo bem. Agora eu acho que o ser humano ainda não é tão urbano quanto a gente acha que é. Então, minha pergunta para você é o seguinte: a gente tem soluções urbanas, tipo bondinho elétrico. Estou falando um termo que deve ser super antiquado.
Manuela Serro: [40:54] Vou falar só bondinho, que eu acho que a maioria agora é elétrica, acredito.
Eron Falbo: [40:59] Hover bondinho, talvez, é melhor.
Manuela Serro: [41:02] É, pode ser.
Eron Falbo: [41:05] Que é o velho e velha...
Manuela Serro: [41:16] Velha e velha...
Eron Falbo: [41:16] Velha e e velha e velha e velha e velha velha e velha e velha e velha e velha e velha e velha e velha e Será que não vai, tipo, quando a internet estiver boa o suficiente, quando tiver 5G velha em todo lugar, será que a galera não vai começar a voltar para o campo e ter um campo de futebol em vez de um cubículo, entendeu, como casa? Porque se você fizer o Só para terminar essa estatística, cálculo... É um dado, vamos dizer, que se você separar 7 bilhões de habitantes, ou 7, 8, não lembro agora, 700, 500 bilhões de habitantes que existem no mundo, todo mundo teria um campo de futebol americano, sei lá quem fez a estatística, como a sua própria casa. Então, se isso é verdade, por que a gente está se ensardinhando, que nem Nova Delhi? Então, o que você acha disso? Acho que isso é um assunto interessante.
Manuela Serro: [42:21] Eu acho que esse movimento contrário já está acontecendo. Muita gente já está usando, como eu te falei lá no início, tendo o desejo de voltar para o campo, para a praia, para ter uma vida mais simples e poder viver mais isso aí, com tranquilidade, com liberdade, com o espaço que a gente perdeu nos centros urbanos. Hoje você abre uma janela, dependendo de onde você mora, você vê o seu vizinho, tipo, está morando ao seu lado. E eu acho que essa volta Ela vai ser muito legal quando tiver toda essa estrutura. Acho que as empresas precisam nos dar e prover isso. Tecnologia, internet... Eu não acho que as empresas vão voltar mais com um modelo de 100% presencial. Acho que elas viram que funciona a distância part-time, tá?
Eron Falbo: [43:08] Graças a Deus.
Manuela Serro: [43:09] Graças a Deus, a gente não precisa disso todos os dias. Acho que a gente precisa, sim, de vez em quando, em determinados momentos. E isso aí vai trazer só o benefício, porque acho que as pessoas vão estar mais felizes, vão poder ter uma vida com qualidade melhor, seja aqui, seja na serra, seja numa casa de praia, com sua família, podendo ver o crescimento de seu filho, convivendo com seus avós, com seu marido. Consequentemente, elas vão estar mais felizes para produzir e vão trazer muito mais resultado.
Eron Falbo: [43:38] Certeza. Só que o que acontece com o seu produto? Aí vai ter que fazer uma versão off-road, né?
Manuela Serro: [43:45] Eu acho que o nosso produto, ele não está alinjeçado. Ele tem que exatamente ter a necessidade para a gente ter que construir ou trazer produtos diferentes. Esses produtos são todos da China. Nós somos importadores. Então, o céu é o limite. A gente pode trazer o que o cliente quiser. E ele é o meu pai. Cliente é pai. A gente aprendeu isso aqui na nossa vida do dia a dia. O cliente é que dita o que ele quer e o que ele precisa. Se isso for uma necessidade, a gente tem que cumprir essa necessidade. E eu acho que esse movimento de mudar, de trazer coisas novas, coisas que se adequam à realidade, é muito interessante, é muito válido, porque não sou eu que vou falar o que é bom, o que é ruim. É quem vai comprar que vai dizer.
Eron Falbo: [44:26] Eu acho que seu marido está falando que já funciona em off também. Olha a promessa, hein? É seu marido ou não? Estou presumindo. Já funciona em off? Pô, eu vou fazer umas loucuras aí. Bêbado, estrada, de terra.
Manuela Serro: [44:44] Existe um tipo de produto que a gente tem, que é o mais top da categoria, que já pode andar off-road, sim, mas não é do nosso portfólio todo, que é o principal. Ele já falou que te explica depois, e aí você testa e experimenta. Mas, obviamente, a gente hoje pensa nas vias urbanas, porque é onde você tem, de fato, mais necessidade. Mas eu acho que a gente vai ter que caminhar, sim, para esse movimento reverso, que não é andar para trás, é andar para frente.
Eron Falbo: [45:12] Eu nem comprei ainda a coisa de vocês e o seu marido já está me chamando para dançar. Vamos dançar conforme a música aqui. Vocês são muito gente boa com os clientes.
Manuela Serro: [45:25] Mas é isso, eu acho que esse movimento tem que acontecer. E o off-road é muito interessante também, porque além de ser um esporte, muita gente usa isso como esporte, andar em moto de trilha, bike, ciclismo, triatlon, etc.
Eron Falbo: [45:41] Claro, tá aí um assunto genial, cara. Porque você faz eventos de esporte, você faz diferentes eventos. Depois me lembro de te perguntar sobre o Monterrey Jazz Festival, que eu não entendi nada. Porque Monterrey é Monterrey, né?
Manuela Serro: [45:55] É. Na verdade, ele é da Suíça, né? E desde 2019 a gente trouxe pra cá. Aí a gente fez aqui.
Eron Falbo: [46:06] É da Suíça, mas é em Monterrey, não é?
Manuela Serro: [46:09] É, mas só que agora tem uma edição, teve a primeira vez fora de lá, no Brasil. Em 2019. 2020 Foi uma versão online, pelos motivos óbvios, e 2021 vem aí novamente. Ainda não posso dizer detalhes, porque a gente vai depender de tudo que vai acontecer para os eventos voltarem a ser presenciais. Porque o online existe, acho que a gente não vai mais perder esse frame de ter eventos híbridos, mas o presencial é o presencial. Você imagina ver um show dentro de.
Eron Falbo: [46:39] Cara, mano, cara, essa parada de lives não pegou, né? Essa parada de lives, de shows, de música, porra, que coisa mais... De drive, né?
Manuela Serro: [46:48] Drive e eu no carro pra ver show, não dá.
Eron Falbo: [46:51] Porra, com todo respeito a Gustavo Lima e companhia e os meus amigos que tavam fazendo, porra, quem quer ver uma... Pra começar, não sei nem quem assiste live, entendeu?
Manuela Serro: [47:02] Agora acho que mais não, não tem mais.
Eron Falbo: [47:05] Mas live é uma coisa muito chata de assistir, né? Tipo, você passar uma hora assistindo... A galera conversando, você nem sabe o que é. Você tem que curtir as músicas, né?
Manuela Serro: [47:12] Você tem que conhecer bem a música.
Eron Falbo: [47:14] Não, tô falando de qualquer live. Até essa aqui, não dá pra entender por que essas pessoas tão assistindo.
Manuela Serro: [47:21] Mas as pessoas gostam de ouvir papo, as pessoas assistem BBB, cara. Fica vendo lá...
Eron Falbo: [47:27] Esse é um ponto. A nossa conversa tá, tipo, 10 mil vezes melhor do que BBB. Inclusive... Alô, alô, público do BBB. Não sei por que você não tá aqui na nossa live.
Manuela Serro: [47:39] Larga a TV, velho.
Eron Falbo: [47:41] Cara, vi isso no Instagram agora, que voltou o BBB. Como é que voltou o BBB? É tipo voltar a Alemanha nazista, sacou? Por que voltam essas paradas?
Manuela Serro: [47:49] Por quê? Money. Gera muita coisa, né? Enfim, eu não assisto, não gosto, não curto, respeito quem gosta. Tem gente que fica vendo 24 horas. Imagina, eu não quero nem me ver 24 horas fazendo alguma coisa, porque imagina ver os outros, né? Mas é, cada um por si, né? Tudo bem, tem gosto pra tudo.
Eron Falbo: [48:11] Mas, na verdade, a gente estava entrando numa coisa de esporte que era uma curiosidade minha. Deve já rolar, porque o empreendedorismo está mais rápido do que a inteligência hoje em dia. Mas esportes elétricos, tipo assim, tem bike off-road de pular as paradas no morro. Existe isso com o produto seu, por exemplo?
Manuela Serro: [48:35] Meu, ainda não. Já existem provas, competições elétricas de moto elétrica, já tem. Carro elétrico também. Mas, aqui no Brasil, ainda não é um público muito grande que faz, mas eu acredito que isso vai virar. Eu não sei se vai chegar a Fórmula 1 elétrica, porque eu não tenho essa expertise para dizer se é possível, mas acredito que daqui a pouco vai ser. E aí, eu queria imaginar uma Fórmula 1 elétrica sem aquele barulho, porque o elétrico não tem barulho.
Eron Falbo: [49:04] Não tem aquela emoção da câmera na pista.
Manuela Serro: [49:08] Tem que entender qual é o tipo de esporte que se adequa. Uma coisa interessante que a gente fez, e aí eu posso te dizer: você sabe corrida de rua, que aqui no Rio todo mundo faz? A gente foi a primeira empresa no Rio, não vou dizer do Brasil, porque eu não posso te dizer isso, mas que foi batedor de corredor com uma moto elétrica. Nunca entrou na minha cabeça como que um cara que está ali competindo, dando sangue, não sou eu correndo feliz no campo, é o cara que está ali correndo pra caramba pra ganhar medalha, pra ganhar dinheiro, enfim, pra ganhar patrocínio, com uma moto a combustão jogando gás carbônico nele. Isso não faz sentido nenhum.
Eron Falbo: [49:46] É verdade.
Manuela Serro: [49:47] Barulho, gás e tal.
Eron Falbo: [49:49] Eu não tinha pensado nisso.
Manuela Serro: [49:50] Aí a gente fez uma parceria com uma empresa. Olha, foi um rebuliço. O cara da prova não queria: "Não vou abrir mão de ter a moto a combustão."
Eron Falbo: [50:02] Como assim?
Manuela Serro: [50:03] É, no início não queriam, mas aí a gente foi dos dois, a gente foi no formato híbrido, porque eu entendo que ali era uma coisa de alta performance. Ficou com receio de suprir a demanda.
Eron Falbo: [50:13] Primeiro, eu queria te perguntar uma coisa. Vocês estão abertos à sociedade, a entrar com capital e novos sócios? Como é que é? Porque eu estou com umas ideias muito boas para a empresa de vocês, entendeu?
Manuela Serro: [50:24] Eu acho que conversar é sempre válido, né? E a gente recebe umas propostas indesejáveis.
Eron Falbo: [50:30] Eu vou registrar em público que essa foi minha ideia. Depois você me dá pelo menos um alô de reconhecimento. Hoje não, porque não tem contrato aqui. Mas vocês começarem a fazer corridas? Tipo, tenta fazer que nem kart, mas promover aqui no Rio de Janeiro corridas da moto de vocês, porque isso é um merchandising, tipo um marketing, será, como é que chama isso, de guerrilha, muito bom, porque mostra que... e vocês já estão acostumados a fazer eventos esportivos, podem inventar um evento esportivo. Cara, me chama que eu participo. E eu também sou Project Manager, né? Eu sei que você também foi PMO, você falou. Eu também, eu tenho MBA em Project Management. A gente pode trocar uma ideia sobre isso. É legal, é divertido de fazer. A galera pode até usar máscara.
Manuela Serro: [51:31] Quem já é cliente V0 vai com a sua V0. Quem não é, a gente coloca dentro da inscrição o uso do veículo.
Eron Falbo: [51:39] E pode chamar o atleta que já corre com motos normais para correr nisso, para ver como ele se sai.
Manuela Serro: [51:49] Boa ideia, hein? Está gravado. Vamos sentar, vamos colocar isso no papel. Vamos fazer. Gente para executar a gente conhece, gente para executar tem gente muito boa.
Eron Falbo: [51:59] Estamos juntos, estamos juntos.
Manuela Serro: [52:01] E esse mercado de evento, eu acho que você tá até fomentando uma coisa muito legal, né? Ele tá sendo muito impactado com tudo isso, porque tem muita gente, desde a pessoa que limpa aquela estrutura toda que todo mundo suja, desde aquela pessoa da segurança, o cara que manchou, o cara da música, o artista em si. E é o cara também que tá ali, o corredor, enfim, que não deixa de ser uma celebridade. Então isso é muito legal. O que...
Eron Falbo: [52:27] Me deu essa ideia foi quando você falou do vrum vrum da Fórmula 1, aí eu pensei: caramba, psicologicamente, o que leva a pessoa a virar fã, a aderir a uma ideia, é certas emoções, né? Então, tipo assim, o vrum vrum gera uma adrenalina na pessoa, um sentimento de aventura, de estar saindo, tipo assim, de perigo, talvez. E se a gente quer um mundo sustentável, não adianta só falar: vamos todo mundo ser green, vamos todo mundo ser fitness. Tem que ter um pouquinho de perigo, de adrenalina. Aí eu pensei, pô, tem que ter eventos de risco.
Manuela Serro: [53:18] Que promovam isso.
Eron Falbo: [53:19] Que promovam isso, que aí as pessoas vão começar a aderir a esse tipo de coisa.
Manuela Serro: [53:24] E eu acho que, até mais do que isso, isso é muito legal. Acho que tem tudo a ver. Quem realmente é motociclista, quem gosta de velocidade, gosta dessa sensação. E, ao mesmo tempo, a pessoa vai ter a experimentação, porque é curiosidade. Você lembra de umas provas que começaram, que as pessoas tinham que se pendurar, cair num negócio de gelo, não sei o quê, que eram umas corridas que aconteciam, que as pessoas tinham que entrar lá para se diferenciar.
Eron Falbo: [53:46] A ponte do rio que cai.
Manuela Serro: [53:48] É, mais ou menos isso. Isso são provas, porque a pessoa saía toda enlamaçada, só aparecia um olho. Eu falava: meu Deus, mas é isso, é deixar chegar no seu máximo, no seu limite, né? E eu acho que é legal.
Eron Falbo: [54:03] Mas isso é só pra acordar. O seu marido falou, cotidiano... É, mas o cotidiano vem depois. Tipo assim, uma vez, a Ford fez lá o Model T, sabe como é que chama do carro dele? E corridas começaram a acontecer, e isso criou a indústria automobilística, entendeu? Só que as pessoas na rua não estão correndo, mas elas ficaram inspiradas a comprar o próprio carro por causa da corrida, entendeu?
Manuela Serro: [54:32] Esse inspiracional é sensacional. O que eu recebo de gente lá na loja que fala: eu vi uma pessoa andando na praia, eu quero aquele modelo, eu quero ser daquele jeito, eu quero viver aquilo naquele momento.
Eron Falbo: [54:44] Reserva uma participação da empresa aí, que eu vou reservar um capital.
Manuela Serro: [54:49] Primeiro você tem que ir lá, entendeu? Sabe onde a gente fica? No coração do centro do Rio de Janeiro, que é um lugar que a gente tem que valorizar e ostentar, porque só no Brasil, principalmente no Rio, o centro não é valorizado. De frente para aquela águia linda do Teatro Municipal, porque mobilidade também é cultura, também é esporte, é tudo isso. E aí, quando a pessoa chega lá, ela fica apavorada: quero visitar muito.
Eron Falbo: [55:12] E eu já convoco você e seu marido, que eu sei que vocês são sócios, pra tomar um café lá ou em outro lugar, pra gente conversar melhor sobre isso e outras coisas.
Manuela Serro: [55:25] Vambora! Depois a gente faz uma live contando o resultado disso tudo, né? O legal é mostrar o resultado.
Eron Falbo: [55:32] A gente faz, melhor que uma live, a gente faz um vídeo lá no showroom mostrando o que tá rolando, como é que funciona e tudo mais. Com prazer.
Manuela Serro: [55:42] Experimentações, experimentações. A gente em breve vai ter também um novo projeto, que ainda não posso falar, porque estamos em negociação, que a V0 vai participar de um movimento de arte. A gente vai trazer o bonito para o Rio de Janeiro. A gente está precisando ter coisas atrativas no Rio de Janeiro. Ver o belo. E a V0 vai participar desse movimento, porque a gente acredita que o nosso produto é para trazer felicidade. Seja como você quiser. Seja levando seu filho na creche sem ter que pegar um transporte público, seja indo na praia para fazer uma corrida, para passear, seja para ir trabalhar e não pegar trânsito. Então, é felicidade que a gente precisa para trazer toda essa energia que a gente falou lá atrás, o pensamento positivo da execução disso na sua vida. É isso que a gente fez.
Eron Falbo: [56:29] Em resumo, tá acabando nosso horário, mas eu acho que o resumo da nossa live é que a gente pode fazer muita coisa boa, positiva para o meio ambiente, positiva para os nossos vizinhos. E até eu adorei o jeito que você respondeu sobre a minha indagação do êxodo urbano. Tipo assim, a gente adapta tudo, não precisa ter medo. Ah, não, porque eu tenho uma empresa que está baseada na urbanização, na mobilidade urbana, aí eu não quero... Não, tipo assim, se abre para o próximo. A gente adapta, a gente cresce. Eu acho que o tema da nossa conversa foi isso. É tipo, vamos se adaptar para crescer, para melhorar, não focando no apocalipse, mas focando no melhor amanhã.
Manuela Serro: [57:20] Isso aí. E o que é melhor pra você? Sem fazer apologia à sustentabilidade, ninguém é 100% sustentável, infelizmente ainda não é. Mas é isso, é trazer isso para dentro da sua vida e como contextualizar. A gente está aberto, a gente tem que estar aberto para o novo, a gente está vendo isso agora, é real, não dá mais para fugir, não tem como.
Eron Falbo: [57:39] Total. Bom, Manu, muito obrigado por ser convidada, por aceitar o convite. Desculpa.
Manuela Serro: [57:46] Obrigada a você.
Eron Falbo: [57:47] Acho que eu já babei de rir demais. E antes da gente terminar, eu queria só anunciar os endereços, seus endereços, para a pessoa que está ouvindo no podcast, para qualquer pessoa poder comprar o produto de vocês, entender o que vocês estão fazendo e tudo mais. O Instagram é V0, é V a letra, 0 o número, Motors. E o Facebook é a mesma coisa, é V0Motors. E o YouTube é diferente, é V0 escrito.
Manuela Serro: [58:20] Isso, V0 escrito. E o nosso site é V, de veículo, Z, de zero. E o número zero, VZ0.
Eron Falbo: [58:27] Caramba, vou ter pagado caro nesse aí.
Manuela Serro: [58:29] É. Mas se alguém tiver qualquer dúvida também, eu estou aqui, na sua página você me marcou no seu último post. Pode mandar um direct, pode falar, que a gente conversa, e vai ter aí um modelo especial. Está aqui, aberto, receptivo.
Eron Falbo: [58:48] Beleza, beleza. Voltou e deu para escutar. Então, valeu, Manu.
Manuela Serro: [58:53] Quero um sorrisinho. Adorei te conhecer.
Eron Falbo: [58:56] Igualmente, igualmente. Tudo de bom pra vocês. Tudo de bom pra todo mundo que tá ouvindo, todo mundo que tá assistindo. A gente se vê. Beijão.
Manuela Serro: [59:03] Obrigada, todo mundo. Boa noite. Tchau, tchau.
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