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Eron Falbo: [0:05] Alô, alô. Boa noite. Sejam bem-vindos. Entrevista com o doutor Rawlson de Thuin. Olá, doutor Rawlson.
Dr Rawlson de Thuin: [0:15] Como é que você vai? Tudo bem? Prazer em te ver.
Eron Falbo: [0:18] Graças a Deus. Prazer em te ver igualmente.
Dr Rawlson de Thuin: [0:20] Tá escuro aqui a imagem? Tá boa a voz? Como é que tá?
Eron Falbo: [0:23] Não, tá ótimo, tá ótimo. Perfeito, perfeito. Dá pra te ver bem. Que livros bonitos isso aí, hein?
Dr Rawlson de Thuin: [0:29] Ah, obrigado. E você vai gostar de conhecer aqui. É uma biblioteca que eu tenho. Tem livros antigos e bem raros, são muito interessantes.
Eron Falbo: [0:39] Parece mesmo, eu tenho alguns assim também, mas não tanto, esse tá bem bonito. Eu vou fazer uma breve introduçãozinha pra gente poder começar e o pessoal saber o que tá acontecendo, aí eu te faço umas perguntas, pode ser?
Dr Rawlson de Thuin: [0:59] Combinado, certinho.
Eron Falbo: [1:01] Beleza. O doutor Rawlson de Thuin é um cirurgião plástico, membro da Associação de Ex-Alunos do professor Ivo Pitanguy, titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, mestre em Medicina pela UNIRIO, assim como muitos outros títulos. Eu tive o enorme prazer de conhecê-lo no aniversário do nosso amigo Diego Kozak. E a primeira coisa que eu percebi sobre você é que você tem uma precisão cirúrgica, também no cuidado com os amigos, com cordialidade, respeito, o jeito de falar, realmente a primeira coisa que, vamos dizer, ficou clara sobre você. Então, queria te dar boas-vindas para o nosso programa, é muito bom te ter aqui, e espero que a gente possa falar sobre temas diversos, mas começando um pouquinho com a sua carreira, de onde exatamente, o que você faz, sua especialidade, esse tipo de coisa. Se você puder dar só um resuminho pra gente.
Dr Rawlson de Thuin: [2:09] Tá ótimo. Boa noite, Eron. Obrigado pelos elogios. Muito bom ter te conhecido também. Eu já te conhecia tanto de nome, e agora é mais um prazer te conhecer pessoalmente. Então, Eron, eu desde novo queria ser médico, e eu tive essa vontade de garoto. E, graças a Deus, todo meu sonho eu consegui realizar, em parte porque eu consegui fazer uma universidade, uma das mais importantes do Brasil, que é a Universidade Federal Fluminense, aqui no Rio de Janeiro. Depois, fiz prova para a cirurgia geral, que é o caminho que você tem que fazer quando quer fazer cirurgia plástica. E já com o objetivo de, um dia, ser aluno do maior cirurgião de todos os tempos, que era o professor Ivo Pitanguy, de uma escola superinvejada, superadmirada no mundo inteiro. Vinham alunos do mundo inteiro disputar uma vaga para entrar. E, graças a Deus, eu tive o prazer de trabalhar com ele. Fui residente dele, pós-graduando, durante três anos. A partir daí, comecei o meu trabalho como cirurgião plástico no meu consultório. Na minha vida, hoje, sou titular da Sociedade de Cirurgia Plástica, que é o cargo mais alto. Sou professor da Universidade UNIRIO, em cirurgia plástica. Hoje nós temos uma escola com 15 residentes, entre brasileiros e estrangeiros.
Eron Falbo: [3:32] Desculpe perguntar, porque eu não sou desse meio médico. Como funciona essa questão de ser titular? Quais são os graus?
Dr Rawlson de Thuin: [3:43] Tudo isso você tem que fazer um concurso. Primeiro você tem que ser especialista, já passa por uma prova, como uma OAB, que exige dos advogados. Então, primeiro a gente faz uma prova para especialista, que é o primeiro degrau. Depois que você conclui essa fase de especialista, você vai tentar ser titular. Titular é o cargo mais alto dentro da hierarquia da cirurgia plástica, dentro da Sociedade de Cirurgia Plástica. Tanto é que, hoje, para você participar de um congresso da Sociedade de Cirurgia Plástica, você tem que ser titular. Para titular, você tem que apresentar um trabalho, uma tese, participar de uma banca. Eu me lembro muito de um dia que eu fui prestar... Fui no Hotel Baxude, em São Paulo, há muitos e muitos anos. Imagino o meu estresse de apresentar para uma banca de professores um trabalho que teria que ser inédito. E, graças a Deus, fui aprovado com louvor. Desde daí, minha vida foi continuando, e gosto muito de estudar. As pessoas perguntam para mim: 'você não para de estudar?' Porque resolvi fazer um doutorado agora. Estou já no meio de um doutorado.
Eron Falbo: [4:49] Parabéns pela coragem, porque você já é uma pessoa super renomada, as pessoas falam tão bem de você, você é muito procurado, e mesmo assim você está se aperfeiçoando.
Dr Rawlson de Thuin: [5:06] Não para. O mestrado não foi suficiente para mim, então, além de ser mestre, eu quero ter um título de doutor, doutorado, que eu já devia ter feito antes. A vida profissional vai tomando seu tempo: você começa a ter consultório, cirurgia, dá aula. É bem complicado. Mas eu não posso parar, eu gosto de tudo o que eu faço, e eu tento dividir minha vida para dar um tempinho também para ficar com os amigos, que eu gosto muito de amizades.
Eron Falbo: [5:33] Eu te perguntei hoje o que a gente ia beber. Para quem não sabe, eu peço para o convidado escolher a bebida. E você me falou que não bebe durante a semana. Imagino que não bebe álcool durante a semana.
Dr Rawlson de Thuin: [5:47] É isso aí.
Eron Falbo: [5:47] Imagino que deve ser realmente difícil fazer uma cirurgia.
Dr Rawlson de Thuin: [5:51] É por isso.
Eron Falbo: [5:52] Se você está de ressaca.
Dr Rawlson de Thuin: [5:54] É, por isso que eu falei para você que eu propunha a gente beber um chá, até eu bebi antes, porque durante a semana não dá: você tem cirurgia, você não pode acordar cansado. Ah, que bom, bem escolhido para hoje. Então, durante a semana eu evito tomar qualquer bebida alcoólica, e deixo mais para o fim de semana, para poder apreciar junto com os amigos.
Eron Falbo: [6:17] Uma coisa que eu queria te perguntar, que acho que você vai ter uma perspectiva boa, é sobre como você vê a cirurgia plástica evoluindo. Porque eu lembro, no começo, lá nos anos 90, era uma coisa, vamos dizer, mais para a gente mais rica, era uma coisa um pouco mais inacessível para outras pessoas. Hoje em dia, está ficando mais democrático, está virando uma coisa que também os homens estão fazendo mais. O que você fala sobre isso, sobre essa evolução social das cirurgias plásticas?
Dr Rawlson de Thuin: [6:54] Realmente, você tocou num assunto que a cirurgia plástica está se popularizando. Você sabe que o Brasil seria o primeiro lugar no mundo em número de cirurgias plásticas estéticas. Ela só perde, às vezes, para os Estados Unidos, porque o nosso poder aquisitivo é menor. Então, o que acontece? Hoje, acho que a cirurgia plástica, em geral, os preços reduziram, porque anos atrás os preços também eram muito altos para a realidade da população. Então, acho que hoje tem preços acessíveis, as pessoas podem procurar um cirurgião plástico, porque está ao alcance, acredito, de quase todo mundo. Mesmo aqueles que têm cirurgias reparadoras a fazer, tem hospitais que tentam ajudar, a gente tenta fazer uma cirurgia com preço mais acessível para as pessoas mais carentes. Digo isso nos casos de cirurgia reconstrutiva. Mas a cirurgia estética, hoje... o brasileiro tem uma noção de estética muito grande, Eron. Você sabe que as pessoas se preocupam. A gente vive num país que você fica quase oito, nove meses com sol. Fora disso, é claro que tem sol o ano inteiro, mas a gente não precisa nem ir para a praia. As pessoas querem estar com o corpo perfeito, e isso também aumenta a autoestima. Você estar bem com você é muito importante. Não é só você estar bem fisicamente, mas também estar com uma autoestima perfeita, você gostar de você.
Eron Falbo: [8:22] É só que aí, o que acontece, o que a gente percebe acontecendo, é que, na medida em que a cirurgia plástica vai se tornando mais democratizada, mas também mais presente, mais difundida, vamos dizer, esse sentir bem consigo mesmo vai aumentando o padrão. Assim, você vai tendo que fazer... Para uma pessoa, sei lá, comum, eu acho que cada vez mais fica difícil, sem uma cirurgia plástica, ainda mais depois de uma determinada idade, se sentir com total autoconfiança. Você vê atores de Hollywood, por exemplo, é cada vez mais universal, até homens, né? Como o Michael Douglas.
Dr Rawlson de Thuin: [9:13] E os que não tratam também, Eron, ficam para trás, diminuem os seus convites. Infelizmente, a aparência é tudo. Mas há uma coisa importante também, Eron: não é só você estar querendo fazer uma plástica. Muita gente pergunta para mim o que é beleza. O que é beleza para mim? A beleza é um conjunto de fatores. Não é só a beleza estética. Você tem que ter uma saúde perfeita, o bem-estar pessoal, estar feliz com a sua família, feliz com a sua vida. Esses fatores reunidos, para mim, definem a beleza, porque a beleza não é só uma pessoa bonita e amarga, uma pessoa bonita que não tem uma vida saudável. Acho que essa vida da estética é importante, mas associada, eu digo, à prática de esportes físicos, a manter a sua dieta ideal, a não se expor demais ao sol. E, voltando àquilo que você falou, os artistas de Hollywood que não procuram a estética acabam ficando esquecidos e pegando papéis de mais velhos. Acho que todo mundo deveria procurar isso, não sendo obrigatório fazer só cirurgia, mas ter tanto tratamento cosmético, cosméticos que melhoram a aparência, que fazem você se sentir muito melhor, sem nunca ter passado por uma cirurgia. Hoje a gente tem um arsenal de medicina, nessa parte estética da cirurgia plástica, que dá toda essa ajuda para você se manter jovem.
Eron Falbo: [10:43] Não é preocupante um pouquinho o tanto que isso está se tornando obrigatório, praticamente? Porque às vezes as pessoas teriam uma autoestima melhor se não fosse tanta comparação e tanto incentivo, vamos dizer, de tratamento cosmético, tratamento estético, de qualquer forma. Então, assim, você que está nessa posição... Claro que eu estou fazendo advogado do diabo, te colocando numa posição contrária à sua própria profissão, mas eu acho que você é uma pessoa que, você mesmo, pessoalmente, já me falou isso. Então, tipo, eu brinquei: "Ah, vamos fazer uma cirurgia", você falou que não precisa disso. De repente, quando eu for mais velho... Não estou falando porque eu sou bonito, porque eu sou mais novo. Então, as pessoas, quando te procuram, às vezes você aconselha a elas? "Talvez isso seja um exagero"? Como funciona essa relação?
Dr Rawlson de Thuin: [11:51] Eu acho que essa sua pergunta é super bem colocada, porque eu me considero uma pessoa muito ética. Eu não teria coragem de nunca ser um cirurgião de Michael Jackson, que fez deformá-lo, mudar o nariz dele centenas de vezes. Essa semana mesmo, apareceu uma cliente no meu consultório com um nariz lindo, dizendo para mim que queria mudar o nariz. Eu falei para ela: "Não, seu nariz eu não mudaria nunca, nem tocaria nele." Você pergunta, mas é a sua profissão, você vai deixar de ganhar? Eu prefiro deixar de ganhar do que ir contra uma coisa em que eu seria falso e seria covarde, porque às vezes as pessoas estão querendo mudar alguma coisa e não sabem, não é aquela parte estética, não estão infelizes. Então, ela quer mudar de qualquer maneira. E tem patologias em que você nunca está satisfeito. É como a pessoa que tem bulimia, que não quer comer, vários problemas. Então, eu sou uma pessoa muito correta. Eu não faria com você o que eu não gostaria que fizessem comigo, entendeu? Então, se uma pessoa chegar para mim: "Ah, eu quero operar meu nariz duzentas vezes, eu quero meu nariz assim", se eu achar que eu posso piorar a pessoa, se o nariz dessa pessoa, por exemplo, está bem, eu não toco. Eu vou dizer para a pessoa: "Olha, por favor, não procure." Teve um caso muito engraçado, uma moça muito conhecida na sociedade carioca, com lábio enorme. Isso tem muitos anos. E foi me procurar no consultório já com o lábio muito grande, de preenchimentos. Aí eu olhei para ela, aquilo me espantou. E era uma coisa muito artificial. E eu perguntei: "Tudo bem? E hoje, o que você gostaria, por que está me procurando?" Aí ela disse: "Eu vim aqui para aumentar meu lábio." Aquilo me deu um susto. Aí eu tive coragem de falar: "Olha, mas seu lábio já está muito grande, eu acho que você não tem que mexer." Aí, sabe por que ela falou comigo? Porque eu levei uma bolada hoje na praia. Falei: "Então é mais um motivo para esperar você desinchar, aí você vem me procurar." Claro que ela não voltou mais, né? Que ela gostaria que eu tivesse aumentado mais. Então, eu te digo, é difícil você dizer para um cirurgião...
Eron Falbo: [13:50] Ela estava mentindo sobre o rebordo, entendi.
Dr Rawlson de Thuin: [13:53] Ela queria aumentar; para ela, o lábio era pequeno, e para mim já era uma coisa gigantesca. Mas o que acontece amanhã? As pessoas vão olhar para ela: "Quem tratou esse lábio seu, tendo uma coisa anormal?" "Ah, não, foi o doutor Rawlson." A culpa veio para mim, né? Então, tem que ter cuidado, porque eu não quero que as pessoas fiquem parecendo com o rosto deformado. Tem pessoas que são verdadeiros monstros, transformadas por cirurgias plásticas mal feitas. Você entra na internet e descobre casos e casos.
Eron Falbo: [14:26] A Donatella Versace, né?
Dr Rawlson de Thuin: [14:28] Todas essas que colocam produtos que não são produtos de primeira linha, que injetam no seu corpo. Você tem que ter muito cuidado na escolha do seu profissional.
Eron Falbo: [14:38] É incrível. Uma pessoa como a Donatella Versace, por exemplo, para mim, realmente passou do aceitável em termos de cirurgia, hipócrita. Mas a impressão de uma pessoa, ela tem dinheiro infinito, ela tem acesso a qualquer tipo de pessoa... E eu acho que é isso que eu quero entrar, entendeu? Nessa patologia, nesse processo psicológico que algumas pessoas sofrem, de tanta pressão. Uma pessoa como ela, liderando uma empresa como a Versace, tanta pressão para ser bonita, para estar se apresentando, e que ela perde a conexão com a realidade.
Dr Rawlson de Thuin: [15:17] Você está certíssimo. Realmente, não acho que os resultados da cirurgia que ela fez ficaram favoráveis a ela, não. O padrão em que ela se encontra... Se você vê fotografias dela anteriormente, eram muito melhores, mais bonitas.
Eron Falbo: [15:33] Claro, claro.
Dr Rawlson de Thuin: [15:34] Totalmente de acordo. Eu acho que faltou um bom profissional para orientá-la. Às vezes, também, tem pessoas que não querem escutar, querem fazer e querem cada vez mais. Eu tive uma vez, no Rio de Janeiro, fazendo academia de ginástica. Eu nadava em um hotel no Rio, em Copacabana Palace, onde elas estavam hospedadas. E a filha dela, do meu lado, numa bicicleta, numa esteira, a menina já estava assim, magérrima, magérrima, magérrima, e ela continuando ali para perder peso. Então, acho que você tem que ter muito cuidado. Você precisa... Quando você descobre que um paciente está fazendo alguma coisa que está se destruindo, você tem que trabalhar junto com uma terapia, um psicólogo, um profissional, para te dar um suporte, até para dizer para você: "Olha, não vá operar esse paciente, esse paciente nunca vai ficar feliz com o resultado que você vai dar." Porque tem pessoas que não vão se achar contentes com o resultado. Então, é importante você operar uma pessoa que você saiba que ela está procurando a cirurgia para si, e não para agradar o segundo, o terceiro, agradar o marido, agradar a mulher.
Eron Falbo: [16:41] E como alcançar isso? Como alcançar essa colaboração entre diferentes profissionais? Porque às vezes tem conflitos. Você tem que ter muita ética, ambos têm que ter ética, para um não interferir no outro. Na sua experiência, como tem evoluído isso? Por exemplo, você trabalhar junto com um psicólogo. Quando alguém chega: "Pô, aumenta o meu lábio", e já está gigantesco. Como é que tem sido isso ultimamente?
Dr Rawlson de Thuin: [17:12] Eu acho que um profissional tem que ter um grupo multidisciplinar com ele. Então, se eu vejo um paciente que está acima do peso, eu tenho um nutricionista para indicar. Se eu sinto que o paciente tem problemas emocionais, eu vou indicar um profissional. Eu tenho amigos profissionais, psicanalistas, psicólogos; dependendo de cada caso, eu vou indicar. E se a paciente está precisando primeiro fazer um tratamento na pele, que tem algum problema dermatológico, eu vou tratar a pele dela antes de eu começar a fazer a minha atuação. Então, eu acho que você tem que se cercar de um grupo multidisciplinar naquela área onde você não consegue atingir. Por exemplo, antigamente você operava a pessoa e não tratava a pele da pessoa. Hoje, para fazer uma cirurgia de face, por exemplo, você tem que tratar a pele. Hoje eu tenho o arsenal de produtos para tratar essa pele da pessoa antes de eu fazer a cirurgia. A paciente vem obesa para mim e eu falo: "Não, você está acima do seu peso, não vou fazer uma lipoaspiração em você, por exemplo, porque senão o resultado não vai ficar bom." Então, você vai procurar emagrecer com o nutricionista, entendeu? Eu acho que você tem que ter algumas pessoas para te dar ajuda. Agora, o problema, Eron, são pessoas que querem ganhar dinheiro de imediato. Você chega no meu consultório, ele não tem coragem de falar: "Não, você tem que esperar um pouquinho, vamos fazer um exame direito", que tem gente que nem pede exame, vai operando você no dia seguinte para não perder o cliente, é complicado. Mas eu, enfim, eu sigo o que eu aprendi, eu tenho uma ética. E outra coisa: o nome da gente é muito respeitado hoje em dia, você tem facilidade de procurar um profissional através das mídias sociais, você sabe que é fácil. E, outra coisa, se você tem dúvida sobre um profissional, você vai procurar no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Eron Falbo: [18:57] E não deve ser fácil ser ético, porque tem tanta competição, tem tanto... O mundo está tão dinâmico, as pessoas mudam de opinião com muita facilidade. Não tinha a lealdade que tinha antigamente com o médico: "Eu tenho meu médico e fico a vida inteira com meu médico." Ainda existe isso um pouco, mas está mudando bastante. Então as pessoas ficam com o que for mais rápido e fácil. E as pessoas, também, a mulher lá do lábio, se você não fizer, ela vai para o vizinho.
Dr Rawlson de Thuin: [19:34] É, Eron. Antigamente, realmente, você disse uma coisa: as pessoas tinham o seu médico de preferência. Hoje, eles vão, se arrependem muito, Eron. Que eu pego de gente, assim: "Ah, doutor, eu procurei por lá, que era mais barato, o senhor pode consertar?" "Ah, doutor, que arrependimento, eu fui para outro médico, eu não quis te ouvir." Então, tem uma legião de pessoas arrependidas por causa disso. Aquela fidelidade que você tinha antigamente, você não tem quase hoje em dia. Claro que eu tenho os clientes fiéis que confiam no meu trabalho, mas muitos são assim, como você falou: "Vou pegar o outro cirurgião, é novo, vou tentar ver ali." Acham que o cirurgião faz propaganda rebolando na mídia, que aquele é mais bonito, mais novo. Então, tem muita gente que cai nessa conversa, como aconteceu. Um médico aqui no Rio de Janeiro, que nem cirurgião plástico era, trazia pessoas de fora e injetava produtos no bumbum, no glúteo, produtos industriais e coisas assim, que você nem vê. Para lá quanta coisa ainda antiética você encontra nesse mercado, entendeu? Então, a pessoa hoje em dia tem facilidade para saber se você é um profissional ou não, tem onde buscar, não são pessoas leigas, não. Então, acho que as pessoas que buscam profissionais que não são qualificados são realmente suicidas.
Eron Falbo: [20:59] Depois, as pessoas estão brincando com coisas que muitas vezes são irremediáveis. Tem coisas que, uma vez que você mudou, você tirou uma parte do seu corpo... É uma coisa assim... É pior do que tatuagem, vamos dizer, essa questão.
Dr Rawlson de Thuin: [21:17] É verdade. Você tem que saber bem o que você quer, procurar um profissional em quem você acredite e tenha confiança. Porque as pessoas me perguntam: "Doutor, pode ter problema em uma cirurgia?" Eu falo isso: "Olha, na vida a gente tem problema até para atravessar a rua, a gente pega o elevador", isso a gente não pode dizer. Mas, claro, se você fizer o seu procedimento com os exames perfeitos, se você tiver um médico que seja um bom profissional, as coisas têm quase totalidade para dar certo. Eu acho que a vida é isso, você não tem erro, né?
Eron Falbo: [21:54] É, ainda mais quando você está lidando com coisas assim, que você realmente pode... Não só errar em termos de o negócio não ficar do jeito que você imaginou que ia ficar. Porque, agora, eu me mudei para um apartamento novo, aí vou botar papel de parede na parede, aí você põe o papel de parede e fala que não ficou do jeito que queria que ficasse, você vai lá e troca o papel de parede, mas é uma trabalheira gigantesca. Tem que vir gente aqui, tem que escolher, tem que orçar, pagar uma fortuna. Então, o desgaste é muito grande. Só que, com cirurgia plástica, é uma coisa que fica.
Dr Rawlson de Thuin: [22:35] Tem que saber escolher, né, Eron? Porque, como você falou, o papel de parede você troca. Ali, depois que você faz, é claro que você pode consertar, mas dá mais trabalho.
Eron Falbo: [22:48] E como está funcionando essa questão de tecnologia em termos de, por exemplo, para alguém: "Eu quero fazer uma cirurgia na minha cara, aumentar meu lábio", aí você pode mandar uma foto, porque não tem ideia de como funciona isso... Tem tecnologia para ter mais ou menos uma ideia de como vai ficar?
Dr Rawlson de Thuin: [23:08] Existia um programa de computador que hoje as pessoas não estão mais usando, porque ali dá um falso resultado. Você podia mostrar, puxar o seu rosto e mostrar como seria, mais ou menos, o que você ia obter. Isso acabou sendo considerado uma coisa meio antiprofissional, porque não era a realidade.
Eron Falbo: [23:30] É uma falsa promessa.
Dr Rawlson de Thuin: [23:32] É uma falsa promessa. E eu tenho alguns pacientes que deixam a gente mostrar algumas fotos de gente conhecida para outra, para ver como é o resultado. Porque tem gente que não gosta, porque tem medo, por exemplo, numa cirurgia de face, de ficar muito puxada, muito artificial. Mas hoje os bons cirurgiões não mudam mais a pessoa. Você tira o excesso, mas deixa a pessoa com um ar jovem, sem ficar com aquela... Eu era garoto e me lembro que as mulheres ficavam com o olho todo puxado, ficavam com a cara toda de tanto puxar. E hoje as nossas técnicas são muito mais refinadas. Os resultados são mais agradáveis de ver. Você não fica com cara de plástica, como era famoso falar.
Eron Falbo: [24:12] Desculpa, desculpa.
Dr Rawlson de Thuin: [24:15] Pode falar, pode falar.
Eron Falbo: [24:16] Eu só lembro, crescendo, quando começou essa coisa de plástica... Até uma pessoa muito próxima de mim fez uma plástica que eu achei que mudou quem ela era. Não parecia, mas... Entendeu? A pessoa que eu estava acostumado.
Dr Rawlson de Thuin: [24:38] Tem umas pessoas com um tom diferente que você perde um pouco a identidade, né? Vou dizer assim.
Eron Falbo: [24:45] Exatamente. Aí eu era um pouco... Eu hesitava, né? Eu era meio contra, vamos dizer, a parte cirúrgica. Mas, realmente, hoje em dia você vê resultados mais sutis, mais belos mesmo. E aí eu acho que é até...
Dr Rawlson de Thuin: [24:59] Uma coisa legal, né?
Eron Falbo: [25:00] Sou a favor da estética. A estética é uma coisa importante para a alma humana, né? Simetria e... Eu não sou nada natureba, mas, sei lá, outras pessoas que são naturebas podem ser contra esse tipo de coisa, com o argumento de que não é natural, qualquer coisa do tipo. Só que eu acredito que uma coisa que não se fala tanto é essa importância. Até o Roger Scruton, que é um escritor que eu gosto bastante, ele fala sobre isso, a importância da estética para a alma humana. Então, não é só uma coisa banal, superficial, da moda, de pressão social que você sofre. Existe uma questão de você viver, que nem você falou também, com mais autoconfiança, mas não só isso, mas de você apresentar uma sociedade mais bela.
Dr Rawlson de Thuin: [25:58] É verdade.
Eron Falbo: [25:59] Com pessoas que estão se importando não com a aparência, mas com a estética. É a versão, vamos dizer, filosoficamente superior da beleza.
Dr Rawlson de Thuin: [26:16] Eron, não sei se você parou para observar: as pessoas, mesmo aquelas que foram contra se melhorar esteticamente, hoje são induzidas, porque o mercado de trabalho exige boa aparência. Então, infelizmente, você está vivendo mais tempo. E se você tiver uma idade em que esteja com um aspecto muito envelhecido, você não consegue ser inserido no mercado de trabalho. Infelizmente, as pessoas que são esteticamente melhores são mais bem tratadas no mundo. Se você chega e um funcionário vem fazer entrevista com você, ele é mais bonito, é mais jovem, ele vai ser colocado em primeiro lugar. Muita gente que tinha medo de fazer plástica hoje está fazendo, porque sabe. Hoje a gente está vivendo 80, 90 anos. Tem gente que quer trabalhar com 70 anos. Ela sabe que tem que estar com o aspecto melhor. Não pode deixar cair. Hoje eu recebo muitos pacientes mais velhos e, como eu te falei, hoje tem tanta coisa que você pode fazer, independente só de cirurgia. Tanta coisa que melhora, rejuvenesce, procedimentos estéticos menos cirúrgicos, vamos dizer assim, feitos com produtos injetáveis, com injeções. Isso é uma coisa que cada vez está sendo maior no mundo, esses tratamentos. O mundo, infelizmente, digo infelizmente porque deve ser para todo mundo, mas as pessoas te tratam melhor quando você está melhor, mais bonito. Você está mais esteticamente, total, não é verdade?
Eron Falbo: [27:52] É, isso é uma coisa que acho que a sociedade... Acho que pessoas maduras e pessoas, vamos dizer, que alcançaram um certo patamar nas suas próprias carreiras entendem esse jogo um pouco. Entendem que, tudo bem, você pode até ser extremamente competente, como a gente estava falando, em cultura e estudo, não dão emprego. Não é exatamente assim. Cultura e estudo, claro, ajudam muito a você ter uma competitividade muito maior dentro de qualquer profissão. Só que uma coisa não está separada da outra. Você chegando... Eu acho que é uma citação até do Joseph Safra, que... Como é que é? Ou do Rothschild, dá para ver pelo tipo de sapato que a pessoa usa se ela é uma pessoa competente ou não é uma pessoa competente. Porque a pessoa está se apresentando para a sociedade de uma certa maneira. E isso já diz alguma coisa sobre como ela trata as pessoas. Como eu te falei, a primeira coisa que eu percebi sobre você é que você tratava as pessoas com muita cordialidade. Então isso... Isso é uma coisa quase estética, que é uma coisa que você percebe imediatamente. Então, se eu fosse escolher um cirurgião plástico, eu não ia olhar... Se eu tivesse dois cirurgiões plásticos, um que não tem cuidado nenhum com as pessoas, e você, que é super cordial, detalhista, com carinho com as pessoas, eu ia, obviamente, escolher você, porque isso informa que você é o tipo de pessoa que tem cuidado. Então eu quero que você tenha cuidado se você vai mexer na minha cara.
Dr Rawlson de Thuin: [29:47] É lógico, é lógico. Isso é muito bacana. Fico feliz de dizer que eu sou... Realmente, eu trato todo mundo muito bem. Eu acho que gosto de conversar, ser cordial. Tem pessoas que são tão simpáticas. Você conhece as pessoas que fazem gênero. É tão bom você ser natural. E eu gostei muito de ter conhecido você. Você é uma pessoa super simpática e muito competente. As suas entrevistas são sempre um sucesso. Estou muito contente de ter sido convidado aqui por você.
Eron Falbo: [30:14] Muito obrigado, muito obrigado.
Dr Rawlson de Thuin: [30:16] E é bom que as pessoas saibam que você não planeja nada. Toda entrevista é sem a gente ter conversado nada antes. Isso é mais interessante.
Eron Falbo: [30:26] O nosso objetivo aqui é fazer uma coisa que... Imagina, você já deve ter sido entrevistado de outras formas, com outros formatos. O meu processo aqui, a minha ideia aqui, é a gente fazer uma coisa que você não fez ainda, que a gente não consegue achar no YouTube, que a gente não consegue achar nos jornais, sobre coisas que você... Então, tentar o máximo possível te deixar à vontade para você falar coisas que você nunca falou antes.
Dr Rawlson de Thuin: [30:58] É um bate-papo entre amigos, e isso é muito legal. Acho que as pessoas hoje querem isso, querem uma coisa... Nessa época de pandemia, todo mundo está querendo ver uma coisa mais light, para você poder sair fora daqueles padrões. Eu já escrevia mais ou menos o que eu teria e gostaria de falar antes. A gente não teve nada disso. Isso é muito legal. Estou gostando muito do nosso bate-papo.
Eron Falbo: [31:23] Aqui, só para lembrar o pessoal: se quiserem fazer perguntas, deixem na caixinha de perguntas, ou até comentários. Se quiserem fazer comentários, que a gente comente, que a gente fale sobre, põe na caixinha de comentários que a gente responde.
Dr Rawlson de Thuin: [31:40] Até qual é a idade ideal para fazer a primeira plástica? Olha, não tem uma idade ideal, uma idade média, vamos dizer assim. Você pode começar a fazer uma plástica de mama com 16, 17 anos. Uma plástica de face depende. Tem gente que começa mais precocemente, com 50 anos, tem gente que vai fazer com mais de 60. Depende do tipo de necessidade que você tem, qual é o tipo de pele que você tem, qual o tipo de flacidez, entendeu? Então, tem gente muito bem aos 60, tem outros que estão mal aos 40. Então, não existe uma idade ideal para fazer a primeira plástica. Eu acho que é bom você começar mais precocemente, porque você quer um resultado mais natural do que deixar para fazer muito tarde.
Eron Falbo: [32:23] Porque muito tarde você tem que fazer uma cirurgia mais extrema, né? Você tem que fazer...
Dr Rawlson de Thuin: [32:29] É, você vai chamar mais atenção, vai ter que fazer um approach maior, mais agressivo. E, fazendo mais cedo, acho que você vai trazer um resultado mais natural. As pessoas não vão notar que você se operou, você fica com o resultado mais satisfatório. E hoje muita gente não nota que você operou. As pessoas acham que você tá jovem porque você é jovem, então não é por causa da plástica. Então esse é o ideal. Esse é o meu ponto de vista.
Eron Falbo: [32:58] A Márcia tá falando que amou o leão. Eu tenho quase certeza que é um cavalo.
Dr Rawlson de Thuin: [33:01] É um cavalo. Obrigado, é um cavalo. Eu sou fã de cavalo, então esse cavalo é um cavalo chinês que eu amo.
Eron Falbo: [33:10] É muito bonito mesmo. Inclusive, eu estou numa fase agora de estar apaixonado por leilão, que eu descobri o leilão online. Você já fez alguma coisa assim? Você já entrou aí?
Dr Rawlson de Thuin: [33:23] Eu adoro o leilão, mas eu nunca tive coragem de participar do leilão online. Meus amigos falam: 'Mas, Rawlson, hoje o mundo mudou.' Mas eu sou ainda de quem gosta de chegar e ver, sentir o leilão presencial. Infelizmente, cada vez está menos. Então, para leilão online, você tem que conhecer as peças antes. E é a minha vida, eu não tenho tido tempo nem de fazer isso. Eu adoro o leilão, gosto muito.
Eron Falbo: [33:50] Eu estou apaixonado. Estou entrando agora todo dia. E é viciante, porque o online é bom, porque você pode ficar horas. O leilão de verdade tem que ir, tem que tirar um horário para fazer isso. Então o online é realmente viciante. Eu não recomendo, porque você vai gastar muito tempo.
Dr Rawlson de Thuin: [34:11] Eu vou um dia participar com vocês no leilão online para aprender com você, porque, sem eu ver a peça na minha frente, eu tenho medo. Às vezes você compra um objeto achando que ele é uma coisa e, chegando perto, é outra. Se você conhecer as peças antes, aí é mais fácil.
Eron Falbo: [34:29] Vou te mostrar aqui.
Dr Rawlson de Thuin: [34:31] Você está montando um apartamento novo, né?
Eron Falbo: [34:35] É, estou aqui.
Dr Rawlson de Thuin: [34:36] Está tão bagunçado! Muito bonito.
Eron Falbo: [34:38] Isso aqui eu comprei por R$180,00, imagina.
Dr Rawlson de Thuin: [34:41] Olha que maravilha, que aparador lindo. Mas olha, com um leilão você vai conseguir melhor, até uma espada, olha aí.
Eron Falbo: [34:51] Eu comprei essa espada, fiz um post hoje. Estou mostrando uma espada aqui que tem o brasão da República e a data do golpe da República, que foi 15 de novembro de 1889. E eu comprei para lembrar que foi feito um golpe. É que bom que...
Dr Rawlson de Thuin: [35:08] Você é monarquista, então você tem que mostrar. Quer dizer que eu fico feliz em saber que você gosta de objetos de arte, que eu adoro também. Essa espada pertenceu a quem? Você descobriu o histórico dela? É verdade?
Eron Falbo: [35:25] Estou brincando, não é assim não, mas realmente eu sou monarquista. Mas a entrevista não é sobre mim, então não vou entrar nesse assunto. Uma coisa que eu ia perguntar sobre cirurgia plástica, porque você tá falando mais sobre correções, né? Tipo, que a pele vai desgastando e você quer, vamos dizer, manter a juventude por mais anos, né? Alguma coisa assim. Mas e cirurgia de mudar mesmo? Como é que tá essa tecnologia hoje em dia? Tipo, de mudar a cor do olho, como é que é isso? Como é que você vê o futuro da cirurgia?
Dr Rawlson de Thuin: [36:11] Eu acho que vai mudar muito ainda. Muita coisa ainda vai mudar em tecnologia. Às vezes, em cirurgia plástica, a gente não usa muita tecnologia ainda, não. Nós usamos muito a mão do cirurgião mesmo ainda. É uma profissão que ainda não... O robô trabalha muito pouco pra gente, entendeu? Existem, claro, algumas cirurgias em que você trata a musculatura do abdômen sem fazer uma incisão muito grande, mas você ainda tem que cortar, você tem que atuar. Você falou em mudança da cor dos olhos, isso aí o oftalmologista pode botar uma lente diferente, uma lente de contato que seja permanente, mas eu não sei se isso ainda é uma coisa...
Eron Falbo: [36:49] Eu dei esse exemplo, mas sabe o quê? Devem ter estudos de como isso vai ser daqui a 10 anos, daqui a 50 anos, nas conferências, nos congressos.
Dr Rawlson de Thuin: [37:07] Hoje nós estamos usando vários tipos de laser, que melhoram muito a qualidade da pele, laser para fazer incisão cirúrgica, tem alguns procedimentos que já têm essa tecnologia. Mas as cirurgias mais convencionais, aumento de mama com silicone, diminuição de mama, lipoescultura, que é para tirar gordura, uma abdominoplastia, são as cirurgias mais procuradas no Brasil hoje para as pessoas mais jovens. Essa, realmente, vou dizer para você, é 100% habilidade do cirurgião. Existe hoje, muito em grande moda, Eron, uma coisa que está mudando, que são as células-tronco. É a gente usar a gordura do próprio paciente não só para preencher, mas para curar. Ele cura hoje queimaduras com gordura humana, hoje a gente usa a gordura tratada para tratar de outras patologias. Então, a gente está voltando a ver que a gordura humana tem muita ajuda no tratamento. Agora, eu espero que a tecnologia venha nos ajudar, vamos dizer assim, a diminuir o tempo de cirurgia. Eu gostaria que, por exemplo, o ato da gente suturar, fechar a ferida, tivesse um procedimento que fosse mais rápido, porque realmente leva muito tempo, é cansativo a gente costurar, fechar. Apesar que hoje tem colas cirúrgicas, tem outros procedimentos, mas mesmo assim ainda a habilidade do cirurgião é muito importante.
Eron Falbo: [38:36] E talvez seja por isso que o cirurgião, entre os médicos, é a classe que mais ganha, porque realmente precisa dar a mão, você precisa gastar muito tempo, precisa estar presente.
Dr Rawlson de Thuin: [38:54] Porque a nossa presença é uma presença importante na cirurgia. A gente não usa robô, como falei para você, a gente trabalha praticamente integral, a gente não usa uma maquinaria para operar. Hoje você tem especialidades aí em que daqui a pouco o cirurgião não vai ter que trabalhar mais, o próprio computador vai agir de uma maneira que o cirurgião vai sair. Mas é uma pena, porque a gente que é cirurgião gosta do que a gente faz, gosta de atuar. Então, no dia em que a gente deixar de ser necessário, a gente vai sentir muita falta.
Eron Falbo: [39:33] Mas cirurgião, na sua opinião, vai ser um dos últimos a fazer essa transição.
Dr Rawlson de Thuin: [39:42] Eu acho que ainda estamos com um bom tempo, e nós vamos ser necessários ainda. Claro que acredito que, no futuro, muitas coisas vão vir que vão até substituir o homem, mas, nessa nossa área, acho que ainda não vou viver o suficiente para ver o cirurgião não ser mais necessário. O que você acha disso? Você acredita também?
Eron Falbo: [40:05] Acho que é inevitável que esse tipo de coisa aconteça. E a gente viu acontecendo, é surpreendente, em profissões surpreendentes que deixaram de existir. Como a gente nunca imaginou que taxista ia perder o emprego por uma coisa tipo Uber, que foi uma criatividade, o conceito do ride share. Exatamente, aí os taxistas estão perdendo. Então, acho que é bem natural esse dinamismo nas profissões, e as profissões mudarem junto, não só com a tecnologia, mas com hábitos sociais diferentes. Então, acho que é importante vocês, profissionais, que nem você está fazendo agora, fazendo um doutorado, é importante sempre estar atualizado, sempre estar no cutting edge.
Dr Rawlson de Thuin: [41:12] É verdade, tem até um congresso que tem esse nome, você sabe, nos Estados Unidos, o Cutting Edge.
Eron Falbo: [41:18] Faz sentido, o caso de cortar a cirurgia.
Dr Rawlson de Thuin: [41:24] É verdade, tem um congresso em Nova Iorque que tem esse nome, de estética. Por que faço doutorado? Estou sempre tentando participar de trabalhos, publicando, a gente está sempre fazendo pesquisa. Boto meus residentes para me ajudar a fazer pesquisa de trabalho científico. Então, eu adoro estudar. Então, as pessoas perguntam: mas você tem paciência de estudar? Eu gosto, graças a Deus, né, Eron? Se eu não gostasse, seria terrível. Se a vida fosse só lazer também, seria muito chato. Como é que você pode querer sair todo dia, viver em festas e viagens, e depois não ter alguma coisa para você trabalhar? A vida, tudo que é igual, alcança.
Eron Falbo: [42:06] Construir, né?
Dr Rawlson de Thuin: [42:07] Você tem que ser um pouquinho cada coisa. Construir, trabalhar, construir.
Eron Falbo: [42:11] E você se apaixonar por isso, se apaixonar pela novidade no sentido positivo, no sentido do avanço. Eu adorava fazer cirurgia plástica com as minhas mãos, mas agora é melhor para o paciente fazer com um robozinho. Então, eu adoro aprender a fazer isso. Eu gosto do que é melhor. Isso é até um conceito que Platão ensina, que eu peguei para mim para o resto da vida, que é: ele define educação como saber gostar do bom. Então, existe um bom, existe uma coisa boa, e você aprender a gostar disso, isso é educação.
Dr Rawlson de Thuin: [42:56] Importante, né? Aprender a gostar daquilo que você gosta.
Eron Falbo: [43:02] É, não, tô dizendo, aprender a gostar do que é objetivamente bom, porque às vezes a gente fica preso no passado, entendeu? Fica... Ah, aquela coisa não é tão...
Dr Rawlson de Thuin: [43:10] Boa... Ah, entendi. Perdendo tempo em certas...
Eron Falbo: [43:11] É, tipo assim, eu gosto de beber demais e sei lá o quê, tô gostando de uma coisa que é ruim, entendeu? A educação é você aprender a gostar de uma coisa que é boa, entendeu?
Dr Rawlson de Thuin: [43:24] Maravilha! Eu penso, eu concordo com você, tá certíssimo. Eu tô vendo, eu tô feliz aqui que tá cheio de gente dando coraçãozinho, você tem muitos fãs aqui, eu tô te elogiando, eu tô gostando dessa entrevista, hein?
Eron Falbo: [43:39] É isso aí, pessoal.
Dr Rawlson de Thuin: [43:40] Se as pessoas quiserem fazer pergunta, aproveita, né? Pode fazer pergunta aí, porque...
Eron Falbo: [43:45] É, façam perguntas na caixinha. É só fazer perguntas na caixinha aí, porque às vezes passa umas perguntas e a gente não vê. Mas conta um pouquinho sobre a sua experiência aqui: você é do Rio de Janeiro ou não?
Dr Rawlson de Thuin: [44:01] Eu não sei se eu já te perguntei isso.
Eron Falbo: [44:03] Porque você não tem muito sotaque carioca. O que aconteceu?
Dr Rawlson de Thuin: [44:07] Sabe o que é engraçado nisso? Tem várias pessoas que dizem assim: você não tem um sotaque de carioca típico. Muita gente me fala isso. E eu sou carioca, nascido no Rio, mas eu tenho dupla nacionalidade. Meu pai... belga, mas ele não tinha um sotaque belga. Ele foi criado com a mãe belga, meu avô, mas ele foi criado no Brasil. Então, não sei te dizer por que eu não tenho um sotaque de carioca típico. Talvez, eu não acho que as pessoas têm que ter um sotaque muito regional. Eu tento falar com sotaque. Quando vou a São Paulo, não acho uma pessoa carioca.
Eron Falbo: [44:49] Isso faz parte do seu cuidado, daquilo que eu falei no início. Acho que deve ser uma coisa que você deve ter aprendido com os seus pais, sei lá.
Dr Rawlson de Thuin: [45:00] Pode ter sido uma professora, alguém que deve ter me influenciado a eu não falar como você falou. Se você me conhecesse fora do Rio, você não ia achar que eu era carioca, você não ia saber de onde eu vim.
Eron Falbo: [45:10] Não ia, não. E o que você acha da sociedade do Rio em termos de cirurgia plástica? Porque aqui existe uma preocupação, vamos dizer, maior com o corpo do que se vê em outras cidades. Você sente isso? Você consegue sentir isso sendo carioca?
Dr Rawlson de Thuin: [45:28] Eu acho que, primeiro, o Rio de Janeiro foi o berço da cirurgia plástica, como eu falei para você. As pessoas estavam acostumadas a vir para cá para fazer plástica, não só do Brasil todo, mas da Europa toda vir para cá, porque aqui, no Brasil, especialmente Rio e São Paulo, temos os melhores cirurgiões. Então, eu acho que é a única especialidade que o brasileiro tem o ufanismo de dizer que não precisa sair daqui para fazer nada fora. Se falar que vai fazer fora, pega mal, né? Porque nós somos realmente considerados os melhores do mundo em cirurgia plástica. Por isso que eu te falei, aqui foi o berço, no Rio de Janeiro, a escola da cirurgia plástica. O carioca está acostumado com a cirurgia, ele gosta de fazer. É como eu te falei, ele não faz mais por falta de dinheiro. Porque, se nós fôssemos um país com poder aquisitivo alto, nós seríamos, assim, enormes.
Eron Falbo: [46:26] Muito lindos.
Dr Rawlson de Thuin: [46:27] E cada vez mais jovens, os pacientes estão procurando fazer plástica. Graças a Deus, né? Isso é bom. Todo mundo procurando a gente.
Eron Falbo: [46:36] Que bom, que bom. Bom pra vocês, né? Lógico, dependendo da patologia, né?
Dr Rawlson de Thuin: [46:42] Dependendo da patologia, né? Realmente, essa semana eu atendi muita mãe jovem que teve filho e que deformou a mama. Então, eu fico imaginando, coitado, uma moça nova, amamentou, ficou com a mama flácida e ela quer voltar a ter aquele aspecto, né?
Eron Falbo: [47:01] Isso é bonito, isso é bonito mesmo.
Dr Rawlson de Thuin: [47:02] É bonito você poder trazer aquele retorno que ela era. Elas ficam sentindo mal a temperança do seu companheiro.
Eron Falbo: [47:10] Até porque favorece a maternidade. Certamente, em qualquer momento da história, muitas mulheres não tiveram filhos por medo de deformar o corpo, de mudar o corpo, de ficar com marcas, etc. E hoje em dia, por causa dos avanços da cirurgia plástica, uma jovem mãe pode, com toda tranquilidade, ter os filhos e depois, quando ela estiver satisfeita com o número de filhos, ela faz uma cirurgia corretiva.
Dr Rawlson de Thuin: [47:44] Você fez uma propaganda ótima. Nossa amiga Liza que está aqui assistindo com a gente. Você fez uma propaganda ótima para as mães. Não tenham medo, o que é mais importante é amamentar. A gente depois, a gente conserta tudo aquilo que precisar. Não é isso, Eron? Você fez uma propaganda boa. Aleitamento materno, você não tem que ter medo, você tem que ser bem na sua plenitude.
Eron Falbo: [48:06] Como eu te falei, eu fui muito contra cirurgia plástica quando eu era mais novo e hoje em dia eu sou um pouco mais maduro em questão disso.
Dr Rawlson de Thuin: [48:17] Olha que você é muito jovem e nunca precisou disso, mas você já entende.
Eron Falbo: [48:22] Aí eu estou defendendo o lado assim, porque realmente a gente pode usar a tecnologia, a medicina e coisas que são criticadas. Você sabe melhor do que ninguém que cirurgia plástica é criticada por muita gente. Existe um preconceito reverso. É nisso que eu acho que deve ser feito justiça. Então existem lados muito bons, lados como esse, favorece a maternidade, favorece a autoestima das pessoas. Dar uma oportunidade para pessoas que talvez em outros momentos da história iam sofrer um ostracismo social durante a vida inteira por causa de alguma deformidade, dar uma oportunidade para essas pessoas se inserirem socialmente e terem vidas melhores.
Dr Rawlson de Thuin: [49:12] Estou vendo aqui a Marcia perguntando sobre a harmonização facial. Não sei se você sabe, Eron, mas a harmonização facial está em grande moda. Você consegue melhorar todo o formato do seu rosto. Você consegue aumentar a maçã do rosto, você consegue melhorar esse ângulo da mandíbula, você consegue aumentar seu queixo, consegue aumentar o lábio, consegue tirar depressões na face, sulcos, isso é harmonização facial. Então, Márcio, você que me perguntou, harmonização facial realmente a gente dá um resultado muito bom nos pacientes. Eu recebo muita gente fora do Brasil que vem fazer harmonização facial, inclusive homens, que não querem se operar, vem fazer harmonização facial. É um boom disso hoje em dia, de que as pessoas melhoram a face só com preenchimento, entendeu? É muito interessante essa palavra harmonização facial.
Eron Falbo: [50:11] E é isso também que dá pra fazer com a própria gordura?
Dr Rawlson de Thuin: [50:14] Pode também, pode ser feito com a gordura ou pode ser feito com o ácido hialurônico, que é um produto que é injetável, que não causa problema algum ao paciente. A gordura, quando você vai fazer uma cirurgia associada, é mais fácil você também colocar a gordura do próprio paciente. Você tem que retirar, no centro cirúrgico, fazer uma coisa mais, que não é um maior volume. Mas o ácido hialurônico, você consegue fazer uma harmonização no consultório. O paciente com anestesia local, ele consegue fazer uma harmonização facial.
Eron Falbo: [50:48] Então, basicamente, você está me recomendando que eu não faça exercício, que eu tire minhas gorduras e guarde para o futuro?
Dr Rawlson de Thuin: [50:56] Não, não é isso. Eu quero que você fique bem, não precisa estar com gordura, porque você tem medo de precisar e não ter, né? Mas é melhor não ter. Como é que eu vou fazer minha...
Eron Falbo: [51:08] Cirurgia sem minha gordurinha, pô?
Dr Rawlson de Thuin: [51:10] A gente vai usar outro produto, tem o ácido hialurônico para te ajudar aí. No futuro, você tem outras técnicas. Não precisa ficar acima do teu peso por causa disso, não.
Eron Falbo: [51:19] Vamos ver se tinha outra pergunta que eu tinha visto alguma coisa. É muito difícil achar, por isso que eu falo para as pessoas botarem na caixinha. Pessoal, alguém fez uma pergunta aí, mas se puder botar na caixinha, eu agradeço.
Dr Rawlson de Thuin: [51:35] Eu não consigo acompanhar e conversar com você, mas algumas coisas eu estou vendo aqui. Tem muita gente entrando e saindo. Eu acho que está sendo muito interessante esse nosso bate-papo. Eu espero que eu esteja tirando dúvida também das pessoas sobre essa área de estética.
Eron Falbo: [51:51] Eu acho que a gente tem agora só oito minutos, mais ou menos, restante. Antes que a gente esqueça, dá as diretrizes de como te encontrar para aquelas pessoas aí que estão assistindo ou escutando, que depois vai para o podcast. Como a gente se encontra? Tem site, clínica?
Dr Rawlson de Thuin: [52:15] Eu tenho site com meu nome, mas o meu nome é mais complicado, é Rawlson de Thuin. Você vai encontrar no meu Instagram também, Dr. Rawlson, tudo junto, de Thuin, escreve de Thuin em português, que é um nome belga. Eu posso dar meu e-mail também, para vocês tirarem qualquer dúvida comigo, é muito fácil o meu e-mail, plasticarrio.com. Tudo junto, plasticarrio@gmail.com. E você gostaria que eu deixasse o telefone também do consultório ou não, Eron, para qualquer dúvida que a pessoa quiser?
Eron Falbo: [52:49] Pode ser, pode ser, pode ser, por favor.
Dr Rawlson de Thuin: [52:51] Então, meu telefone aqui no Rio de Janeiro, 021-2512-7507, qualquer tipo de dúvida. E lá também, minha secretária, no momento, o horário que vocês não tiverem, a secretária eletrônica vai dar um celular também alcançável para vocês falarem através do WhatsApp. E estou à sua disposição.
Eron Falbo: [53:13] E eu vou soletrar, então: todo mundo que quiser procurar o Dr. Rawlson, é um dos melhores cirurgiões plásticos do Brasil. E, como a gente sabe, o Brasil é um dos maiores referências mundiais de cirurgia plástica. Então, a gente está aqui dando uma referência muito boa para quem está procurando, está precisando, ou até quer matar a dúvida, né, está em dúvida se quer ou não. A Liza, obrigada.
Dr Rawlson de Thuin: [53:38] A Lisa escreveu aqui: Plástica Rio, arroba, gmail, ponto com. Obrigado, Lisa, por ter escrito.
Eron Falbo: [53:45] E eu vou soletrar Rawlson, só para todo mundo saber como é que é. É R-A-W-L-S-O-N, D-E, T-H-U-I-N. E o Instagram dele também é doutorrawlsondethuin. E tem mais alguma outra coisa que você gostaria de falar, só antes da gente... Estou dizendo, para anunciar para o público, alguma coisa que você...
Dr Rawlson de Thuin: [54:19] Eu gostaria de dizer para vocês que estou à disposição, para o que vocês precisarem, qualquer dúvida que vocês precisem tirar, qualquer tipo de coisa que vocês tenham, que gostariam de saber e nunca tiveram coragem de perguntar. Tem até um filme com esse nome. Então, acho que vocês têm que tentar falar o que vocês quiserem e mandar perguntas para mim, que eu responderei com o maior prazer. Tenho o Facebook com o meu nome também, vocês podem tentar entrar lá, e o Instagram. E, no meu consultório, tenho um site com o meu nome também. Então, vocês busquem e vão encontrar. E eu fico muito feliz de estar podendo responder para vocês. O que devemos tomar como prioridade é pesquisar a credibilidade profissional. Eu acho que é importante vocês pesquisarem junto da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Lá tem uma relação com o nome dos cirurgiões. Eles realmente só deixam médicos que são respeitados e credenciados junto da Sociedade de Cirurgia Plástica. E realmente não deve procurar nunca um cirurgião que você não tiver um conceito sobre ele.
Eron Falbo: [55:25] Então, a dica é que existe, relembrando aí o pessoal que não assistiu no começo, uma sociedade de cirurgia plástica que é os profissionais mais credenciados, que devem ser o primeiro lugar de procura.
Dr Rawlson de Thuin: [55:40] Uma pergunta que eles estão perguntando é como está a situação dos centros cirúrgicos. Olha, Elisa, os centros cirúrgicos estão liberados para a cirurgia plástica com toda segurança: os pacientes fazem a sua checagem para ver se não estão com o vírus da Covid, e os médicos também. Então, a gente opera com toda a segurança. Não precisa ter medo de quem vai fazer cirurgia, porque tem, inclusive, clínicas só de cirurgia plástica, onde você não tem mistura com pessoas que estão doentes em hospitais gerais. Então, nós estamos liberados para fazer os procedimentos de cirurgia plástica, tá bom? Não tenham medo, porque é tudo feito com segurança, tanto a parte médica quanto a parte do paciente.
Eron Falbo: [56:20] Que bom, que bom que voltaram aí. E tá tendo mais procura? Tá tendo menos procura?
Dr Rawlson de Thuin: [56:25] Como é que tá a situação? Ah, agora tá procurando, tá procurando muito, porque nós passamos um período muito grande, o primeiro semestre, quase todo parado: março, abril, maio, junho. Foi um período que a gente não podia atuar. Então, agora as pessoas todas estão fazendo. As pessoas perderam o medo, é disso que eu te falo: o brasileiro é corajoso e ele se preocupa com a parte estética. Tá todo mundo retornando. No início, diminuiu muito a procura; agora tá retornando todo mundo, tá voltando. Não tenham medo, porque a gente tá fazendo tudo com segurança, tá bom?
Eron Falbo: [57:00] Que bom. Então, Rawlson, muito obrigado por ter participado aí do nosso programa. Espero que a gente se encontre em breve aí pra jantar mais uma vez, no fim de semana, quando a gente puder tomar um vinhozinho também.
Dr Rawlson de Thuin: [57:12] Vai ser ótimo, vai ser muito bom a gente se encontrar. Muito obrigado. Parabéns pela sua entrevista. Eu já sabia, assistindo a outras lives suas, que você realmente é fantástica. Não deixe de continuar nessa área, que você faz falta.
Eron Falbo: [57:26] Muito, muito, muito obrigado.
Dr Rawlson de Thuin: [57:28] Obrigado a você, tá?
Eron Falbo: [57:30] Foi muito cordial de ter aceitado o meu convite. E vamos se manter em contato, vou te convidar aqui para conhecer meu vício de leilão aqui, as coisas que eu...
Dr Rawlson de Thuin: [57:41] Tá ótimo, eu vou com o maior prazer em te conhecer, tá? E agradeço aos participantes que estão com a gente aí, e que precisaram de mim em todas as horas, tá bem?
Eron Falbo: [57:50] Valeu, boa noite a todo mundo, muito obrigado. E curtam depois lá no Spotify, o podcast vai ao ar; por favor, dê uma força aí, sigam lá e ouçam as outras entrevistas. Obrigado, doutor Rawlson. Tudo de bom, boa noite.
Dr Rawlson de Thuin: [58:08] Boa noite. Obrigado pelo convite. Um abração.
Eron Falbo: [58:10] Tchau, tchau.
No Alvo com Eron Falbo · episódio #32 · todos os episódios