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Eron Falbo: [0:05] Alô, alô! Sejam bem-vindos à live com o Ricardo Amaral, um querido amigo. Estamos aqui com o Ricardo Amaral, empresário brasileiro, criador e idealizador de experiências noturnas, principalmente no Rio de Janeiro, sendo conhecido como o rei da noite carioca. Foi dono de todo tipo de empreendimento, especialmente conhecido pelo Hipopótamos, que era como o Studio 54 do Rio de Janeiro no seu tempo, onde só dava gente de classe, artistas, grandes empresários do mundo todo. O Amaral, meu amigo, é conhecido por fazer as coisas acontecerem. Ele é um amante do Rio de Janeiro e uma das únicas pessoas que, sinceramente, eu conheci aqui no Rio de Janeiro que são apaixonadas de verdade pelo Rio e por revitalizar o Rio, trazer de volta para a glória que um dia já teve. Ele acredita de fato, ele luta, ele é otimista e trabalha pelo Rio como ninguém que eu já vi. Querido Amaral, seja bem-vindo ao nosso programa, grande honra de ter você aqui. E acho que a gente pode começar pelo Rio de Janeiro mesmo: o que aconteceu com o Rio de Janeiro?
Ricardo Amaral: [1:11] O que aconteceu com o Rio de Janeiro, em particular, foi uma sequência de más coincidências que contribuíram para que as coisas não andassem muito bem. Mas, por outro lado, eu pergunto a você e pergunto a todo mundo: o que aconteceu com o mundo? O que aconteceu com o Paris? Você chega em Paris, que eu conheci... está morta. Eu que andei morando por lá um pouquinho.
Eron Falbo: [1:49] Eu também morei lá. Morei lá sete meses.
Ricardo Amaral: [1:52] Você chegou em Paris, que eu conheci em 1960? Não é o mesmo Paris, como não é o mesmo Paris de 1970, como não é o mesmo Paris de 1980, como não é o mesmo Paris de 1995. Um simples exemplo. Saia do seu hotel e vá aos Champs-Élysées. Champs-Élysées era uma avenida elegante, em que você via pessoas superbem vestidas, que tinha um clima... Estou, assim, no VIII arrondissement de Paris. Estou do lado de excelentes hotéis, como o Le Bristol, o Plaza Athénée, como o George V, o George V, e outros tantos hotéis interessantes. Estou respirando Paris, muito bem. Hoje, você vai ao George V, os hotéis que eu te dou lá, até melhores, o George V é o mesmo, mas...
Eron Falbo: [3:10] Mas não tem aquele espírito.
Ricardo Amaral: [3:11] Não, acabou. Ela é ocupada por árabes, não tenho nada contra os árabes, não.
Eron Falbo: [3:19] Sim, sim, mudou a característica cultural.
Ricardo Amaral: [3:23] Mudou a característica, os árabes, os magrebinos, aqueles que vieram da África, que são colônias francesas, mudou o clima. A sociedade francesa, que era uma sociedade muito interessante, porque você misturava na sociedade francesa, misturava no bom sentido... Na Europa, ainda é, mas era mais, os títulos. Você ia na casa da baronesa de Rochefoucauld, era convidado para um coquetel na casa da baronesa de Rochefoucauld, na Ville Montaigne, era um prestígio você estar ali. E você encontrava o quê? Uma elite de Paris, quer dizer, eram as pessoas chamadas, naquela época, a alta sociedade parisiense. Encontrava a Cecília Berger, portuguesa casada com francês, uma das mulheres mais ricas do mundo, hiperbem vestida, você encontrava homens de negócio do mundo todo, você encontrava a chiqueria de Paris. Não existe mais esse tipo de manifestação, não tem mais essa...
Eron Falbo: [4:39] Essa sociedade.
Ricardo Amaral: [4:40] Ela até existe, mas funciona entre muros, de uma maneira muito mais tímida.
Eron Falbo: [4:48] Ela se tornou mais discreta. Eu acho, talvez, isso é uma teoria minha, veja o que você pensa disso: eu acho que isso tem muito a ver com a era da informação. O fato de que as coisas começaram a ficar mais visíveis e que as pessoas começaram a se expor demais. Porque qualquer pessoa com uma câmera pode filmar as pessoas, expor as pessoas. As pessoas que antes eram anônimas na rua, hoje não são mais anônimas. A pessoa não pode passear com o cachorro anonimamente mais. Então, eu acho que tem, pelo menos, um pouco a ver, acho que tem.
Ricardo Amaral: [5:22] Muitos fatores, mas um dos fatores... Você tem toda razão, quer dizer, é uma forma interessante de analisar, a sua, e complementando: era o seguinte, a base cresceu muito. Eu me lembro, por exemplo, quando eu ia a Paris nos anos 70, 60, enfim, eu entrava num regime que era um lugar e eu encontrava o chamado "tout Paris", quer dizer, todo Paris estava ali. Então você tinha as mulheres mais interessantes do mundo, você tinha os homens mais ricos do mundo, você tinha as pessoas mais fotografadas do mundo, você tinha as modelos mais famosas do mundo. Você ia no Chez Castel e encontrava os franceses autênticos ali, você encontrava os intelectuais, você encontrava uma boemia interessante. Enfim, eram menos endereços e muito mais selecionados, não estou falando de seleção como peneira, mas direcionados a determinado tipo de público, que se reunia. Eu costumo dizer que, quando abri minhas primeiras casas aqui no Rio de Janeiro, em São Paulo, curiosamente, os abri em São Paulo primeiro, embora todo mundo ache que foi no Rio.
Eron Falbo: [6:55] Você é o rei do Rio.
Ricardo Amaral: [6:57] Não, não sou rei de nada, mas essa alcunha que eu ganhei de rei da noite, alcunha que no começo me irritava muito, porque eu fiz tanta coisa durante o dia, trabalhava tanto durante o dia, mas depois eu aceitei porque eu percebi que ela tinha um fundo de verdade, mas enfim. Eu costumava dizer, então, que você entrava num lugar, como o Nobleg, em São Paulo, por exemplo, que teve um sucesso enorme, inaugurou em 69 e fechou as portas em 74, quando lá abri o primeiro Hipopótamos. Mas, quando você entrava no Nobleg ou no primeiro Hipopótamos, você tinha a sensação de que estava entrando em casa, eu sabia quem eram todas as pessoas, o que faziam e onde moravam. É claro que eu estou exagerando, mas eu costumo dizer que as pessoas tinham nome e sobrenome. Hoje, a base cresceu muito, a base cresceu demais.
Eron Falbo: [8:18] É, democratizou, né, também.
Ricardo Amaral: [8:20] Democratizou. Tem um lado legal, claro que tem, mas o mundo perdeu... o mundo como um todo tem poucos nichos. Vou falar de um nicho, por exemplo, carioca, muito interessante. Vou falar de dois. Um era o Antonio's. O Antonio's era um bar na Rua Barão da Torre, no Leblon, muito emblemático. Era um bar pequeno, teve diversas decorações, todas elas promovidas pelo Boni, que chamava o cenógrafo Mário Monteiro, da Globo, e mandava ele mudar a decoração a cada 48 horas. Mas ele tinha uma coisa, uma essência: tinha um dono, que era um ex-garçom, uma figura fantástica chamada Manolo. Tinha um chef de cozinha chamado Antônio, que tinha vindo de restaurantes famosos, como o Nino, por exemplo, e que depois deu até o nome ao Antonio's. Você tinha uma clientela, isso meio que coincidiu com a vinda para a Globo do Walter Clark e logo depois do Boni. E, por uma dessas coincidências, alguns deles começaram a frequentar e transformaram aquele bar, sem querer, num ponto onde se encontravam senadores, intelectuais, artistas, se encontrava Tom, Jobim e Vinícius, se encontravam os globais, todos... E daí tinha figuras folclóricas do Rio interessantes, como o jornalista gaúcho Tarso de Castro, que foi um dos maiores. Um grande amigo meu, adorava ele.
Eron Falbo: [10:19] Meu pai, provavelmente. Meu pai ia nessas coisas ou não? Você lembra?
Ricardo Amaral: [10:24] Eu não me lembro direito. Eu me lembro do seu tio-avô. Seu tio-avô sempre foi um grande frequentador de tudo. Era o Alvo de Oliveira.
Eron Falbo: [10:34] Exatamente.
Ricardo Amaral: [10:34] Um grande frequentador de tudo. Uma figuraça, figuraça, figuraça. Mas, enfim, o Hipopótamos também, você entrava no bar do Hipopótamos... Era muito legal, porque você tinha uma coisa de... Uma vez um italiano me encontrou e falou assim: "Ricardo, depois que o posto fechou..." e tal. Falei: "Ricardo, estou muito chateado, preocupado." E ele perdeu o ponto de referência, quer dizer, perdeu o meu ponto de referência. Então, as cidades todas tinham seus pontos de referência. Eram lugares pequenos, não muito grandes, e você acabava encontrando quem você gostava de encontrar, quem você queria encontrar. A Kiki Garavelli, agora, por exemplo... Acabo de esquecer de falar do Roriquito, por exemplo, do Antonio's. Isso era uma figura absolutamente fundamental. O Roriquito era um sujeito muito inteligente, muito preparado, que bebia em doses exageradas, fazia críticas e era um frasista. Muitos frasistas do Antonio's.
Eron Falbo: [11:50] Mas, falando nisso, você está com seu uísque aí ou você não está bebendo hoje?
Ricardo Amaral: [11:55] Olha, quando você me convocou para essa live e me disse que a live era de charuto e uísque, eu estou aqui cumprindo a regra, tá entendendo? O convite.
Eron Falbo: [12:08] Um brinde, um brinde.
Ricardo Amaral: [12:09] Obrigado, e tchim tchim. Tchim tchim tchim tchim tchim tchim tchim tchim tchim tchim tchim.
Eron Falbo: [12:14] Bom, eu vejo um paralelo de tudo que você tá falando aí com o que aconteceu no final do século XIX. Mas voltou já, acho que voltou. Tá me ouvindo?
Ricardo Amaral: [12:25] Tô ouvindo, sim. A imagem tá congelada, eu tô te ouvindo.
Eron Falbo: [12:28] Pessoal, congelou pra alguém mais? Porque pra mim tá normal aqui. Fala aí, por favor. E só pra lembrar, galera, que como tem muita gente, tem agora 128 pessoas, se quiserem fazer algum comentário pra gente comentar, alguma coisa pra gente falar ou alguma pergunta, põe na caixinha de perguntas aí embaixo, por favor, que aí a gente comenta com mais facilidade. Eu vejo um paralelo com isso que você tem falado com o que aconteceu na queda da aristocracia no século XIX. A aristocracia era como se fosse um ponto de referência para o mundo inteiro, de elegância, de conduta, de cultura, todo tipo de coisa, todo tipo de norma, né? E com a ascensão das repúblicas do mundo, etc., as revoluções, Revolução Francesa, Revolução Americana, etc., o mundo inteiro entrou em revolução, e as aristocracias... elas ainda existem, né? Então poucas pessoas param pra pensar nisso, mas a aristocracia ainda tá bem, muito bem, respirando aí pelo mundo inteiro. Tem aristocratas em vários países do mundo, né? Ou seja, elas foram underground, elas se encasularam, se esconderam dentro das casas e fazem festas particulares, e cada vez menos pessoas têm acesso a esse mundo. Eu acho que aconteceu uma coisa similar com as pessoas do glamour dos anos 60, 70, e acho que o auge foi nos anos 80, o final dessa grande era foi nos anos 80. Eu acho que na medida que a coisa democratizou, mais novos ricos, mais informação, mais difusão de possibilidades, essas pessoas começaram a querer ficar cada vez mais discretas, cada vez mais escondidas. E na dela.
Ricardo Amaral: [14:24] Na verdade, quer dizer, o movimento seguinte a, vamos dizer, essa quebra da aristocracia que você bem falou, foi o surgimento do chamado Café Society. O Café Society, que as pessoas não sabiam bem a origem do nome, falavam sem saber o que era, mas, na realidade, o Café Society nada mais era que a Sociedade dos Cafés. A sociedade que surgiu no pós-guerra, a sociedade que se encontrava nos grandes cafés. O nome vem de Paris, vem da França. E o Café Society, com o pós-guerra, priorizou algumas coisas que talvez não fossem tão priorizadas, que era o glamour, que era o charme, e que era...
Eron Falbo: [15:18] A moda.
Ricardo Amaral: [15:19] A moda. A moda, sim, foi importante, mas...
Eron Falbo: [15:22] Sim, mas de uma maneira diferente.
Ricardo Amaral: [15:24] Embalo geral aí. Foi nesse momento... O Café Society passou para... Foi uma época muito divertida para quem...
Eron Falbo: [15:33] A moda só era da aristocracia na época. Sempre existiu a moda, mas a moda era uma preocupação da aristocracia. Os plebeus não tinham uma questão de moda, não tinham acesso, eles usavam roupas funcionais. Eu acho que o que aconteceu no Café Society foi que a moda se tornou pública e passou a ser frequentada por qualquer tipo de pessoa.
Ricardo Amaral: [15:56] E tem um sociólogo francês, que agora não me vem o nome, que escreveu muito a respeito, e o título do livro dele é 'O Processo da Imitação'. Ele escreve a respeito exatamente desse momento em que foi o primeiro surgimento das grifes, que passou a ser um processo de imitação. As grifes são inspiracionais, elas foram criadas para que a alta-costura, que não existe mais, que se transformou no prêt-à-porter... Ela é para que o consumo em massa se sinta feliz e inspirado lá no alto da pirâmide. Foi assim também que nasceu isso. Mas, enfim, a base de consumo hoje é muito maior, é enorme.
Eron Falbo: [16:56] Mas eu acho que a gente está chegando a uma coisa muito interessante, que é essa coisa da democratização, do povo se sentir mais satisfeito, porque desde a queda da aristocracia houve esse clamor de 'agora o povo é que está mandando'. Aí, aos poucos, foi democratizando, mas esse processo de democratizar, eu acho, foram as elites cada vez mais se abrindo um pouco mais dos privilégios que eles tinham e outras pessoas não tinham. E bem aos poucos, até chegar um momento que hoje não existe mais alta-costura. Alta-costura não existe mais. Isso já é feito pensando numa indústria pública. Quando antigamente era feito para vestir uma certa pessoa, aí as outras pessoas imitavam.
Ricardo Amaral: [17:50] Tudo mudou, tudo mudou. E as mudanças são agora muito radicais e rápidas. Por exemplo, eu soube outro dia que a famosa Casa Alberto, que é uma casa que vende tecidos tradicionalmente do Rio de Janeiro, onde a Gisele, inclusive, era cliente dela... O que era a Casa Alberto na sua essência? A Casa Alberto na sua essência era o seguinte: era uma casa de tecidos de alto nível, onde você encontrava as melhores vendas, o que havia de melhor em matéria de tecido, e você levava para as suas, nos anos 1950 se chamava modistas ou costureiras, e levava para serem copiados. Hoje em dia, a Casa Alberto vai fechar. Por que a Casa Alberto vai fechar? Porque não existe mais a figura da modista, já não existe há muito tempo, da costureira, da pessoa que faz. Não existe mais. A indústria da moda virou uma coisa fantástica e engoliu a possibilidade de existirem esses nichos.
Eron Falbo: [18:56] E tem uma coisa que eu percebi também, que eu achei... Foi recentemente que eu cheguei a essa conclusão, que assim, eu, por exemplo, estou inaugurando um novo apartamento, que é bem maior do que o apartamento que eu tinha antes, e eu tenho que decorar o apartamento. Aí eu vou, por exemplo, na Tok&Stok e vejo as coisas que tem disponível. Cara, você consegue achar em antiquário coisas muito melhores por muito mais barato. E a mesma coisa, por exemplo, eu faço meus ternos num alfaiate, e é mais barato do que você comprar numa loja. Então aí é uma questão de que os alfaiates e os antiquários e coisas do tipo perderam o reconhecimento. Ninguém mais sabe que eles existem. Então eles estão fechando... Só que eles continuam tendo a melhor qualidade. Então, assim, você pode fazer um terno muito melhor, sob medida, e é mais barato do que ir a uma loja mediana e comprar um terno. Então é um fenômeno bizarro.
Ricardo Amaral: [20:01] É um fenômeno curioso. Mas é a grande mudança. O mundo está mais e mais digital.
Eron Falbo: [20:21] Mas a gente começou falando do Rio de Janeiro, e você sabe muito bem que eu tenho também projetos, como você, de tentar revitalizar a sociedade do Rio de uma forma ou de outra. Eu queria que a gente falasse um pouco sobre a solução que a gente pode fazer pelo Rio de Janeiro, que a gente pode melhorar.
Ricardo Amaral: [20:42] Bom, eu vou agora falar o que eu penso, o que eu acho, num nicho que considero importantíssimo, que é o Rio cultural, que é o Rio de animação urbana, que é o Rio de turismo, que é o Rio fashion, que é o Rio... Enfim. A grande indústria do Rio de Janeiro, além da discussão, é claro que o petróleo é fundamental, importante. E tomara que o Rio seja contemplado com os direitos que ele efetivamente tem de royalties, que é uma coisa que está meio em discussão, para que se volte ao que efetivamente foi concedido, não por favor, mas por razões de merecimento efetivo, porque esse produto não é taxado devidamente no seu local de origem. Isso é um absurdo total. Mas, enfim, tomara que isso ocorra. Mas acontece o seguinte: tive experiências... Primeiro, tive experiências interessantes num mundo artístico, num mundo de realizações, das mais amplas de todas essas décadas. Sou conhecido por ter feito casas noturnas, sou conhecido por ter feito discotecas, sou conhecido por ter feito alguns restaurantes. Sou conhecido mais por esse lado: a maior casa de espetáculo do Brasil, que foi o Metropolitan, que é na Barra da Tijuca. Alô, alô, Patrícia. E sou conhecido muito mais por esse lado, embora as pessoas esqueçam, e o Hotel Caesar Park, eu fui o realizador dele, eu fui o presidente da empresa que o colocou em pé. As pessoas esquecem que eu fiz as academias de ginástica mais interessantes e bacanas do Brasil.
Eron Falbo: [23:04] Que você descobriu a Xuxa, não? Não teve isso?
Ricardo Amaral: [23:07] Não, eu não gosto de... Na verdade, eu não descobri a Xuxa. Mas a Xuxa foi eleita plantera no primeiro concurso das planteras, que eu fazia no Copacabana Palace, no Golden Room do Copa. E tinham pessoas famosas, tinham pessoas interessantes escolhendo as planteras, e ela foi eleita plantera. Se ela deve a alguém, não é a mim, embora todo concurso que eu fui júri na minha vida, aqueles que fui presidente do júri e os que não fui presidente do júri, eu sempre trabalhei fazendo uma mavelada no júri. Jamais imaginei não fazer uma mavelada, mas só fiz as maveladas para fazer justiça. Jamais fiz uma mavelada dando para a mais feia. Fiz uma mavelada para dar para a mais bonita. Mas a Xuxa, se tiver alguém que descobriu, foi o rapaz que levou ela para o concurso, que na época era produtor da Manchete, é o Claudinho Sektovich, tenho memória, e é o Degaranjo, a colunista, porque o Claudinho pode ter levado ela ao concurso, insistindo para ela participar, etc. E o Degaranjo... você me pegou pelo braço e me levava até a Xuxa: 'Olha, essa menina aqui é a mais bonita, você tem que eleger essa moça.' E eu olhei e falei: 'Você tem toda razão.' Mas aí ele foi tão contundente que, mesmo que a Xuxa não fosse... Ela era. Mas mesmo que ela não fosse, eu era obrigado a fazer da Xuxa a plantera.
Eron Falbo: [24:46] E ela era muito fluente, né?
Ricardo Amaral: [24:48] Não olhei a planilha de votação e tal, e pomba, a Xuxa foi eleita plantera. Mas eu não a descobri. Foi assim que ela foi descoberta. Mas, enfim...
Eron Falbo: [25:00] É praticamente a mesma coisa, mas tudo bem. Mas olha só, Amaral, eu te dizia, eu tô vendo aqui os comentários das pessoas e eu nunca fiz uma live onde as pessoas estão dando tanto comentário positivo, só te honrando, só te falando de memórias, de coisas assim muito carinhosas. Realmente, eu queria parar para dizer isso porque, bom, eu faço três lives por semana e realmente dá para ver. Eu te conheço há pouco tempo, mas eu pessoalmente já sinto um carinho por você e dá para ver que você tem aí muitos amigos que estão vindo aqui te honrar. Queria agradecer a presença de todos aí e dizer mais uma vez: fazer perguntas na caixinha. Desculpa te interromper.
Ricardo Amaral: [25:50] Logo nasce. Mas então o Rio de Janeiro carece, agora as cidades têm que dar uma mexida agora. Mas vamos olhar o nosso assunto aqui. Efetivamente, por termos chegado no ponto em que chegamos, eu nunca vi tanta movimentação de tanta gente interessante em torno de enfrentar o novo momento do Rio de Janeiro de mãos dadas. Acho que esse movimento de mãos dadas é fundamental. Temos inúmeras associações, temos inúmeros movimentos. Não vou nem citar um ou outro, não quero deixar de citar algum, porque é importante que a gente esteja falando com todos. O Rio de Janeiro tem, hoje, uma associação de empreendedorismo, de empresários, de empreendedores muito interessantes. Tem tanta coisa legal, além das associações normais que vêm lutando pelo Rio, de hotéis, o Rio Convention & Visitors Bureau, todas essas associações. Então, acho o seguinte, neste momento... aliás, não acho, tenho convicção que é o momento melhor para se fazer um trabalho legal, um trabalho de mãos dadas, um trabalho em que façamos que os empreendedores sejam prestigiados, amparados para poderem dar a grande virada.
Eron Falbo: [27:38] E que isso seja feito sem a dependência do governo que a gente teve nos últimos 10 a 15 anos.
Ricardo Amaral: [27:45] Nós precisamos do governo, sim, mas nós precisamos de um governo de uma maneira altiva. Precisamos de um governo de uma forma... Não pode ser o governo dando um dinheirinho aqui e um dinheiro ali. É o governo amparando programas, calendários...
Eron Falbo: [28:09] A sociedade está iniciando.
Ricardo Amaral: [28:12] Exatamente, é isso aí. Então é o seguinte: a minha participação, que eu estou implementando, é o seguinte. Eu consegui reunir um grupo muito interessante. Eu faço um livro chamado Rio Book. Esse livro está na quinta edição, foi do quarto. Ele é um livro que está presente em todos os quartos de hotel conveniados com o Rio Convention & Visitors Bureau. Alô, alô, Alexandre Henrique, de Dona Enriqueta. Alô, bacalhau da América Latina. Mas, enfim, esse livro, então, é um livro também usado em eventos em que o Rio é representado, em Paris, mesmo dentro do Brasil e tal. Onde estava o estado do Rio de Janeiro, está lá o Rio Book. Os governantes também presenteiam pessoas que vêm de fora. Presenteiam de Miami. Leva o Rio Book, que é um livro muito bonito, é uma síntese daquele Rio dos sonhos de todos nós. Só que comecei a pensar que esse meu produto era o produto que tinha que ser encarado como uma semente. Então estou fazendo uma grande plataforma digital, que inclui inclusive a Stream TV, com a seguinte finalidade: de fomentar, de informar e de vender o Rio de Janeiro. A moda do Rio, as experiências do Rio, o Rio como um todo. É casar-se no Rio de Janeiro. Tem pessoas de casamento extraordinariamente criativos, bonitos. Casar em Paraty é o charme. Casar na igrejinha da Piedade, da Irene, lá na igrejinha mais charmosa do Brasil.
Eron Falbo: [30:11] Parque Lage.
Ricardo Amaral: [30:13] Claro que lá já é um lugar comum, mas é bacana pra boda, é um cenário...
Eron Falbo: [30:17] Na verdade, eu não conheço o Rio tão bem, estou só dando pitaco de alienígena.
Ricardo Amaral: [30:24] Eu estou te orientando, não pelos óbvios, estou falando de umas coisinhas... Ah, entendi.
Eron Falbo: [30:28] Coisas que não é qualquer um que conhece.
Ricardo Amaral: [30:31] Na Floresta da Tijuca, tem a Capela Mayrink, que é uma capela colonial maravilhosa, com um grande pátio e tudo mais, onde se casou, há décadas atrás, um casal querido. Ele já se foi, mas ela, graças a Deus, vai sair. Aí o Dirigente Lúcia Sassori se casaram lá, num casamento memorável, decorado pelo Júlio Sena, que era o grande decorador da alma brasileira, foi o grande decorador desse país.
Eron Falbo: [31:02] Amaral, deixa eu te perguntar, só um exemplo do Rio Book, porque eu estou organizando uma sessão de fotos: onde você recomendaria fazer uma sessão de fotos que não é óbvio, que é um lugar de charme, de elegância, só que não é óbvio aqui no Rio de Janeiro?
Ricardo Amaral: [31:21] Olha, é uma pergunta complicada, essa, no sentido de que tem tantos lugares bacanas, interessantes. Não, é verdade. Qual é o objetivo das fotografias? O que elas pretendem fazer? O que vocês consideram?
Eron Falbo: [31:36] Na verdade, é pra mim mesmo, né? Porque eu tô investindo mais nesse projeto de fazer lives e tudo mais, tá dando certo, tem cada vez mais seguidores, etc. Então eu tô indo, tô ficando mais, vamos dizer, profissional. Então eu quero fazer fotos legais pra... sei lá, vender o que a gente tá fazendo aqui. Óbvio, você sabe que eu não ganho dinheiro nenhum com isso, mas, pô, tá dando certo, e as pessoas tão gostando e eu tô gostando também, entendeu? É pra mim, pra mim mesmo.
Ricardo Amaral: [32:07] Pois é, mas quem são os fotografados? Eu. A fotografia é sua hoje? É. Ah, entendi. Aí eu sugiro a você, tem alguns fotógrafos interessantes, né? E tem locações, eu faria em locações diferentes. Eu faria na Casa Marquesa dos Santos...
Eron Falbo: [32:31] Isso seria infame. Tem tudo a ver comigo mesmo.
Ricardo Amaral: [32:36] É uma casa do amor, é uma...
Eron Falbo: [32:38] Casa da... do adultério.
Ricardo Amaral: [32:42] Eu faria no campo de golfe olímpico, que é uma coisa maravilhosa, tantas ideias, mas tem lugares fantásticos para se fazer.
Eron Falbo: [32:56] Amaral, estou te perguntando isso só para ilustrar o seu conhecimento, porque é óbvio que eu posso te perguntar isso depois no WhatsApp, né? Mas eu tô perguntando isso pra gente poder usar isso como uma desculpa pro assunto que a gente tá falando. Mas é uma pessoa que conhece a fundo o Rio de Janeiro, apesar de não ser carioca, né? É uma pessoa que se instalou aqui no Rio de Janeiro como anfitrião.
Ricardo Amaral: [33:21] A Regina Marcondes Ferraz, por exemplo, uma amiga que é uma paulista totalmente carioca como eu, ela tá sugerindo que você faça fotografia na Pedra da Gávea. E aí vamos explorar isso aí, vamos escolher essas locações com carinho.
Eron Falbo: [33:37] Vamos, total. Mas vamos voltar então para o Rio de Janeiro e aquilo que você estava falando, da gente se unir, do Rio Book.
Ricardo Amaral: [33:46] A minha contribuição vai ser essa grande ferramenta digital onde nós vamos vender o Rio de Janeiro. Vender no bom sentido. Nós estamos nos preparando. É um time ótimo, comandado pela Fábrica Digital, do Bruno Lessa, que é um craque, um ex-PUC que tem um tom professoral, que está dando o seu talento para essa grande criação. Nós temos um grande editor, que é o Roberto Alfon, que é quem tem responsabilidade pela edição. E nós estamos montando um puta time maravilhoso com curadores. Vamos apresentar o Rio de Janeiro sempre ancorado através de curadores, através de palavras de pessoas que são expertas e que amam o Rio de Janeiro. Vai ser uma experiência interessante e uma experiência catalisadora, porque ele não é de ninguém, ele é do Rio. Ele vai vender o Rio. Vai vender o Rio de Charme, vai vender o Rio de Glamour, vai vender o Rio Alegre, enfim. E tem um detalhe engraçado aí, que é o seguinte: fui convidado para participar, para ser o heredo da Escola de Samba Grande Rio, no ano que vem, no ano de 2022. Então, no ano que vem, a gente acertando direitinho, vamos através dessas ferramentas digitais, da streaming, TV, da internet. Nós vamos mostrar a noite, a história do Rei da Noite, através da construção do enredo da Escola de Samba.
Eron Falbo: [35:51] Uau! Isso em 2022?
Ricardo Amaral: [35:54] Então é um projeto simpático, bacana. Eu quero ver se consigo, ano que vem, rever todos, se possível, os amigos vivos, porque ano que vem também, para mim, vira o ano emblemático, que eu vou colocar essa ferramenta, o Rio Buco, para funcionar, no ano que eu faço 80 anos. É uma idadezinha horrorosa, é uma idade péssima, porque essa idade aí é uma idade em que você, quando começa a se aproximar dela, que é o meu caso, você começa a fazer uma cronologia e você começa a fazer um cinema de vida e perceber também que o relógio está andando e que as coisas têm de ser feitas rapidamente. Acho que o grande estímulo dos meus 80 é esse aí, é lançar essa plataforma digital num momento em que não tenho muito tempo para ver as coisas. Quero que ela seja implementada muito rapidamente e de uma forma muito, muito, muito importante. Exclusivo. Minha última realização. Assim também eu tenho um outro projeto que eu já venho trabalhando nele há muitos anos chamado Peró. Costa do Peró. A Costa do Peró é uma praia de 4 milhões.
Eron Falbo: [37:35] Mas peraí, Amaral, se você me permitir, antes da gente ir para o próximo projeto, só para a gente dar um boost aí no Rio Book que eu tô vendo aqui nos comentários, tem muita gente falando, pô, conte comigo, deixa eu ajudar, etc. Eu acho que a gente podia fazer alguma coisa, tipo, aproveitando que os amigos estão aqui, tem meus amigos aqui também, seus amigos, para a gente poder dar uma avenida para as pessoas ajudarem, entrarem em contato, para a gente poder falar mais sobre isso. Se tem investidores que estão interessados, eu mesmo posso... Diego.
Ricardo Amaral: [38:09] Nós vamos pro ar com 1.0 agora, semana que vem. Logo depois das eleições municipais. E a partir daí, não é que eu queira, é que eu acho que vai ser uma obrigação dos amantes da cidade, que acham que podem dar alguma contribuição pra outras cidades participarem. Nós vamos fornecer os canais para isso, que é fundamental. Se você não tem o canal, o que a gente vai fazer é exatamente dar os canais para isso. É um movimento absolutamente do estado como um todo.
Eron Falbo: [39:05] Eu falo para todo mundo que está assistindo, se quiser falar comigo no privado depois, o Amaral já me apresentou todo o material, material de primeiríssima qualidade, feito com criatividade, com bom gosto, com classe e sobretudo com nível de produção que é adequado para a ambição do projeto. A ambição do projeto é ser o cartão de visita do Rio de Janeiro, o portal onde você encontra tudo a respeito do Rio de Janeiro e, de fato, a produção e o material acerca do Rio Bull está feito com esse nível condizente com essa ambição. Então, eu queria dizer, como eu estou ajudando e eu gostaria de ajudar mais, quem quiser entrar em contato comigo pode entrar em contato comigo ou com o Amaral ou se tiver algum e-mail ou alguma coisa que pode mandar...
Ricardo Amaral: [40:06] Ou depois eu falo. Bom, é o seguinte: claro que com o maior prazer, é absolutamente necessário que a gente tenha os rios de mãos dadas. Nós temos que dar as mãos, isso é fundamental. E, através de você, através de outras pessoas já ligadas, através das associações que já existem no Rio de Janeiro, através dos movimentos que já existem no Rio de Janeiro, por exemplo, o Rio Mania, do Paulo Protássio, que é um movimento interessantíssimo, o mesmo Viva Rio, que fui fundador do Viva Rio, lá atrás. Sim.
Eron Falbo: [40:51] Mas estou falando especificamente do Rio Buque.
Ricardo Amaral: [40:54] Estou falando do Rio Buque. Nós vamos catalisar esse tipo de ação de uma maneira também digital, mas não vamos lutar juntos. Então, as pessoas que aguardem um pouquinho, a gente entrar para o ar, que fiquem atentas e que estejam junto com a gente o máximo possível. Para que essa decolagem seja uma decolagem já promissora, que eu tenho certeza que será.
Eron Falbo: [41:25] A Santa Mistura Praia falou para salvar a live. A live vai ficar salva e vai direto para o podcast no Spotify depois. Vamos ver aqui outras perguntas. Que charuto vocês estão degustando?
Ricardo Amaral: [41:43] Eu não sei. Qual é o seu?
Eron Falbo: [41:45] O meu é um Dona Flor, Seleção Reserva, que foi eleito o terceiro melhor charuto do mundo. Eu te dei um, inclusive, pela revista Cigarro e Aficionados, que é brasileiro. Então, a gente está aqui representando o Brasil.
Ricardo Amaral: [42:02] Maravilha. Eu estou representando o Cuba. Eu estou fumando o Partagás P2, que é aquele pontudinho que você tem que cortar a ponta dele, sabe?
Eron Falbo: [42:19] Ah, sei, sei.
Ricardo Amaral: [42:19] É chamado de torpedo.
Eron Falbo: [42:22] Ah, é chamado de torpedo. Aí outra pergunta. Fala da Danusa Leão. Por onde ela anda?
Ricardo Amaral: [42:29] A Danusa é uma pessoa extraordinária. Ela esteve do meu lado durante algum tempo, trabalhando juntos. Foram momentos espetaculares da minha vida. Viajamos juntos muitas vezes. Ela era muito amiga nossa, filha do casal, e nós sempre tivemos uma relação gostosa. De um tempo para cá ela ficou mais tímida, mais fechada, mais reservada, e eu tenho acompanhado muito mais através do que ela escreve, que ela escreve muito bem.
Eron Falbo: [43:11] A Kira está dizendo... Conte algum fato inusitado ou engraçado que já aconteceu nos seus negócios.
Ricardo Amaral: [43:18] Impossível! Impossível! Porque, em matéria de fato engraçado, a minha vida é cheia deles. Eu não saberia jamais... Quando fazem essa pergunta para mim, eu sempre dou uma engasgada do caceta, porque eu fico... É impossível. Isso aí não dá. Não dá, não dá, não dá. O título do meu livro foi Vô de Vire, que eu lancei há 10 anos atrás. É Memórias. E tive o prazer de vender 93 mil cópias. Esse livro, a razão do livro se chamar Vô de Vire, porque a minha vida sempre foi um entrar e sair de pessoas.
Eron Falbo: [44:09] Tá bom, entendi.
Ricardo Amaral: [44:10] O teatro Roderville, então... Para quem não...
Eron Falbo: [44:14] Sabe, era um teatro onde tinha várias apresentações muito rápidas, como se fosse um show de calor, só que antes do show de calor era uma coisa depois da outra. Entrava dançarina, entrava um cara tocando gaita, entrava stripper.
Ricardo Amaral: [44:29] De origem do século XVIII, porque o vaudeville veio do século XVIII, exatamente o que você falou. E quem depois herdou o estilo vaudeville, se você der uma googlada aí, você vai ver. O Fellini não deixa de ter sido depois o grande vaudevillista. Porque os filmes do Fellini tinham uma linha básica, mas era entrar e sair de personagens sem que eles estivessem forçosamente ligados a alguns dos filmes dele. Interessante, quer dizer, a minha vida foi um grande roteiro. Tem histórias engraçadas, tem histórias inusitadas, tem histórias de tudo. Tem histórias tristes também, mas se não tiver, não te agrada.
Eron Falbo: [45:22] A última, por enquanto, estão falando: a doutora Fê Marcial falando, falei essa semana com o Russell, aguardando vocês. Você deve saber melhor que eu o que isso significa.
Ricardo Amaral: [45:35] Sim, claro, com prazer. O nosso Russell está na fazenda dele, calmo, tranquilo, mas ele vai voltar ativo, mesmo lá de longe, comigo, já, já. É um grande engenheiro, foi diretor do Banco Fator, e é uma pessoa que está sempre muito ligada a mim. Mas só para aproveitar o tempo... Esse é o projeto, vamos dizer, o Vaudeville, o Rio Book, tantas coisas que as pessoas vão tomar conhecimento proximamente. Vamos ter um setor de projetos, por exemplo, que é de incentivo de criação de novas atrações, de novos movimentos urbanos e o fechamento de ruas na cidade do Rio de Janeiro. Mas, enfim, inúmeros projetos. Mas não para realizarmos, para planejarmos, para... E os empreendedores existem. É claro que os nossos queridos bancos oficiais e os bancos sediados no Rio, ou os grandes bancos de investimentos que estão hoje em São Paulo, mas que nasceram no Rio, têm que pensar em fazer fundos Rio de Janeiro. Fica aí plantada uma ideia importante: quer fazer um fundo Rio de Janeiro? Qual é a dificuldade, por exemplo, de um extraordinário chefe de cozinha que quer abrir um restaurante em Paraty? Ele vai esbarrar no seguinte: no financiamento. Ele não tem dinheiro. Ele está lutando para fazer uma coisa dele, para empreender o seu próprio projeto. Parecido com o que existe em outros lugares do mundo, inclusive, especialmente na França. Eu vou dizer uma coisa: nós temos que ter fundos que possibilitem dar dinheiro a essa gente empreendedora que não tem os recursos, de uma maneira, porque eles não têm isso. Como eles não têm recursos, eles não têm garantias para dar. E, efetivamente, quer dizer, havendo fundos, inclusive fundos de avais, que é uma coisa que alguns economistas falaram comigo, especialmente o Paulo Rabello de Castro, que foi presidente do BNDES, ele me falou outro dia da possibilidade de criar um fundo de avais para permitir que esse tipo de empreendedor tenha acesso a financiamento. Entendeu?
Eron Falbo: [48:26] Mas que tipo de garantia ia ter o fundo?
Ricardo Amaral: [48:29] Eu não conheço o mecanismo do fundo de aval, mas é interessante, ele deu uma ideia, ele vai ter que desenvolver para a gente, é claro.
Eron Falbo: [48:42] Eu sou do mercado financeiro, então o que eu penso é que isso é até possível, até porque a gente vê que no Rio de Janeiro tem um potencial de turismo que não está sendo explorado no momento e está lá latente. Então, acho que qualquer investidor entende que está latente, que é só uma questão de que a organização das coisas no Rio não está sendo feita em massa. Ora surge uma coisa, ora surge outra coisa, e a coisa morre com o tempo, porque não está sendo feito, que nem você falou, de mãos dadas, não está sendo feita uma coisa coletiva. Eu acho que se fosse feito através do Rio Book, através de outras iniciativas.
Ricardo Amaral: [49:25] O Rio Book não pretende fazer o fundo.
Eron Falbo: [49:30] Não, não é isso que eu estou dizendo.
Ricardo Amaral: [49:31] Fomentar para que... Sim, mas é...
Eron Falbo: [49:34] É isso que eu estou dizendo. O Rio Book está servindo como uma plataforma para poder visualizar o Rio de Janeiro como um todo, para essas pessoas que estão, sim, criando um fundo, fazendo reuniões de investidores, que é o que eu pretendo fazer, inclusive anuncio isso publicamente aí, que em breve eu vou fazer jantares, coquetéis, etc., para investidores, especificamente para o Rio de Janeiro, para a gente poder fomentar esse tipo de coisa. Não sei se o fundo especificamente, mas eu acho que, juntos, a gente vai ter ideias, juntos a gente vai chegar a soluções para poder viabilizar projetos a longo prazo, projetos horizontais, não só vertical.
Ricardo Amaral: [50:13] Mas sabe, o negócio é o seguinte: o tipo de postura sua é exatamente o tipo de postura que nós temos que dar as mãos para que as coisas aconteçam. Entendeu? É esse o desafio. Mas é um desafio que hoje eu tenho uma confiança bárbara, uma confiança muito grande, porque eu tenho certeza que existem pessoas dispostas a isso. Um exemplo vivo é o que você acaba de falar. Está entendendo? É muito importante isso. Nós temos que ter a visão de que essa cidade, esse estado, ele é bárbaro. Nós temos aqui problemas, nós temos muitos, muitos, mas vamos tratar de criar coisas, fazer acontecer as coisas. Problema tem em todo lugar, de uma maneira ou de outra, existem. Na França, em Marselha, estoura bomba, mata não sei quantas pessoas. Enfim, cada dia tem isso. E a França não parou por causa disso. Nós não vamos parar, é o contrário, nós temos que ocupar o espaço.
Eron Falbo: [51:27] Outra coisa: o Rio de Janeiro não só é um lugar maravilhoso, como é o coração do Brasil. Acho que muito brasileiro não para pra pensar nisso. Não existe Brasil sem esse elo, que é essa cidade do Rio de Janeiro, que é o que une São Paulo com a Bahia, com Curitiba, com BH. Porque, senão, o que uma coisa tem a ver com a outra, entendeu? Todas elas se encontram aqui no Rio de Janeiro, e o coração do Brasil não tá pulsando. O Rio de Janeiro tá cada vez mais fraco, tá cada vez com menos batimento cardíaco. E isso é preocupante pro Brasil inteiro. Então, não é uma coisa só que os cariocas, os amantes do Rio, têm que pensar.
Ricardo Amaral: [52:07] Não, não. O Rio de Janeiro é Brasil. Eu vi diversas sínteses desse país. O carioca não nasceu no Rio, o carioca nasceu também no Rio, mas o carioca foi uma cidade que recebeu aqui de braços abertos o Brasil todo que está aqui dentro. Passamos depois a exportar a gente, mas vamos integrar, vamos fazer. E eu tenho a maior convicção de que estamos no caminho certo. Agora, gostaria de aproveitar a oportunidade: estou vendo tantos amigos aqui aparecendo, e dá vontade de dar um abraço a todos eles, um beijo e tal.
Eron Falbo: [52:50] Manda um abraço a todos.
Ricardo Amaral: [52:51] Alô, alô. Mas é o seguinte, quer dizer, o outro projeto são dois: o projeto Vaudeville, que é o grande projeto do Rio de Janeiro, e o outro projeto, que também é muito grande, que é uma área entre Cabo Frio e Búzios, que tem 4 milhões e 401 metros quadrados. Essa área eu consegui, primeiramente, com um sócio que era o Sérgio Goldberg. A área pertencia a um amigo meu, e o projeto foi embargado pelo Ministério Público Estadual e Federal e, graças a Deus, nós fomos à justiça e conseguimos ganhar os processos que foram motivo do embargo. E nós estamos, então, agora revendo o projeto. Imagine você que eu comecei esse projeto em 2002. Eu não sabia que eu tinha esse fôlego, eu aprendi agora. Em 2002 eu comecei esse processo. Muito bem. Então, esse processo, ele é, na realidade, uma minicidade. Ele fica no meio, entre Cabo Frio e Búzios, dentro do município de Cabo Frio. Mas é um projeto muito interessante. Ele contempla um clube médio, contempla uma praça da praia, que é uma praça voltada para a praia, com beach clubs, e com apartamentos simpáticos, com ateliê de artistas, com boutiques interessantes. Ele contempla um spa extraordinário, ele contempla três outros hotéis. Nós convidamos, inclusive, para os loteamentos diferentes que temos em setores diferentes, convidamos excepcionais arquitetos para criarem suas casas. Então, você vai poder utilizar grifes diferentes para ter a sua casa. Enfim, é um projetaço. É um projeto... Ele muda o metabolismo da região dos lagos de uma maneira muito legal. Nós estamos, inclusive, estudando como aquilo é uma área de proteção ambiental. Se nós... Esse seria o caso de nós proibirmos a entrada de automóvel. Quando temos um grande estacionamento à porta, você só vai poder trafegar de bicicleta ou de carrinho de golfe.
Eron Falbo: [55:33] É interessante.
Ricardo Amaral: [55:34] É muito legal. Eu trouxe sempre no estacionamento. Enfim, a gente está aí sonhando com esse Rio e trabalhando por esse Rio. Tenho o meu tempo todo dedicado a isso. Depois que perdi o charme, a elegância, a beleza... Perdeu de acordo com quem? Não, que eu perdi a minha querida Gisela. Então, a minha vida, ela tem... Nós fomos casados durante 53 anos, que é uma porra... É uma coisa bonita, hein?
Eron Falbo: [56:11] Demais, demais. E eu senti em primeira mão o seu amor por ela.
Ricardo Amaral: [56:15] O pior marido que eu tenha sido, ela foi uma maravilhosa mulher. Eu sou um privilegiado de poder ter contado, do meu lado, com essa musa inspiradora chamada Gisela Barão. Ela era a mais grande musa inspiradora.
Eron Falbo: [56:32] E a inspiradora, essa sua paixão, essa sua... O jeito que você honra ela é realmente muito, muito bonito. Eu vejo isso em conversas particulares que a gente teve, etc. E assim, eu queria... A gente acabou nosso horário aqui, mas acho que a gente acaba com essa inspiração de revitalizar o Rio de Janeiro, de agregar os amigos, de todo mundo estar junto nessa, da gente honrar todo o seu legado, de tudo que você já fez aqui no Rio de Janeiro, e não deixar isso acabar, não deixar o show terminar. Vamos fazer, dar um bucho e dar uma energia extra para que tudo o que você fez na sua vida continue girando. O seu legado não se para.
Ricardo Amaral: [57:26] Eu gostei muito dessa sua colocação, e me lembra uma frase que eu usei até nesse meu livro, no Vaudeville. É uma frase de um ator italiano, estou agora tentando lembrar o nome dele, como é que é o nome dele... Não é o Marcello Mastroianni, é o outro, enfim.
Eron Falbo: [57:45] É, ele fala essa coisa.
Ricardo Amaral: [57:46] Vai que dá aflição. Mas, enfim, a frase é a seguinte, que usei no final do livro. Na verdade, tudo o que aconteceu até agora, eu gostaria que esta vida fosse um ensaio para poder aproveitar na próxima encarnação. Acho que temos que continuar ensaiando fortemente para que... não sei se a reencarnação haverá ou não, é um belo ensaio. Acho que você ter paixão pelas coisas, ter paixão por onde vive, ter paixão pelo que faz, ter paixão pelas pessoas. Adoro gente. Escuto de algumas pessoas assim, já conheço gente demais, não quero conhecer mais ninguém. Pelo contrário, tenho uma total abertura para ter novos amigos. Sou seu amigo há pouquíssimo tempo. Nos ligamos até através do seu tio-avô. Como? É tio-avô?
Eron Falbo: [58:53] Exatamente.
Ricardo Amaral: [58:54] Através do seu tio-avô, tem um laço aí. Nós nos conhecemos recentemente. É um enorme prazer te conhecer. Você é tão moderno, com uma cara boa, com boas ideias, querendo fazer, realizar e tudo mais. Então, esse tipo de coisa é fundamental. A gente está de mãos dadas sempre.
Eron Falbo: [59:16] Essas suas palavras me honram muito, e eu te digo mais, me dão... Todo mundo precisa de uma energia extra para a gente poder fazer a coisa certa, para a gente poder realizar, para fazer as coisas acontecerem. Então, eu te digo a mesma coisa, você é uma inspiração para mim, pessoalmente. Depois que eu te conheci, eu criei uma nova esperança pelo Rio de Janeiro, que eu vi alguém que, vamos dizer, estava batendo na mesma frequência que eu, pensando no Rio de Janeiro com otimismo. Porque, assim, você sabe melhor que eu, tanta gente que a gente encontra aqui que foi morar em Portugal, que foi morar em Miami, já desistiu do Rio de Janeiro e só tem coisa para reclamar. Mas eu acho que existem pessoas suficientes, como eu e você, que estão se unindo, que estão fazendo as coisas acontecerem, e a gente está chamando mais pessoas para se juntar a nós e fazer essa bola de neve virar uma avalanche que vai fazer não só o Rio de Janeiro voltar à era dourada, como fazer uma era de diamante, uma coisa que nunca foi feita antes, porque a gente tem acesso hoje ao mundo inteiro e tem uma possibilidade de turismo que nunca houve antes. Então, assim, eu acho que estão todos esses turistas em potencial, até do Brasil, não só do mundo, que a gente vê aqui. Muita gente de fora do Brasil, mas tem muita gente do Brasil também torcendo por nós, torcendo pelo Rio de Janeiro virar o que tem que ser. Tanto que você vê, mesmo na pandemia, você vê turista aqui no Rio de Janeiro. Não sei se você percebeu, mas tem um monte de turista já na rua, e o pessoal visitando, porque o pessoal está ansiando, com fome de vir para o Rio de Janeiro. A gente sabe disso. Então, juntos, eu acho que a gente consegue fazer o Rio de Janeiro ter a glória que nunca teve.
Ricardo Amaral: [1:01:12] Bom, eu acho que cada dia é cada dia. Eu acho que a hora da saudade é ótima, e ela tem que ser usada não com lágrimas só de saudade, ela tem que ser usada como estímulo de construção de uma nova coisa. Os momentos que passaram, passaram. O Rio de Janeiro teve momentos de glória, momentos maravilhosos, é uma cidade iluminada. Quando ela passa por problemas como esse que vem passando ultimamente, é o momento de a gente repensar. Acho que a pandemia, que foi só negativo sob todos os aspectos... vou dar agora uma de Gisela Amaral, ela sempre conseguia encontrar, em qualquer fato negativo, alguma coisa positiva. Então, quero encontrar na pandemia algo positivo para o Rio e para o Brasil. Acho que a pandemia talvez tenha feito a gente repensar as nossas vidas, repensar o nosso país, repensar a nossa cidade. Acho que isso deu possibilidade de a gente dar uma repensada. Então, vamos com tudo na retomada. E a retomada consciente, uma retomada bacana, não adianta apressar demais, mas também não adianta pisar no freio total. Essa volta tem que ser de outra coisa. As pessoas alegres, as pessoas interessantes, elas têm conseguido sair da pandemia de uma forma ou de outra. Brincando agora, do lugar que você frequenta e que eu frequento, que é o Escafé, na famosa Dias Ferreira, eu vejo na Dias Ferreira sempre as mesmas pessoas. Ninguém pegou a pandemia ali, ninguém teve o Covid. A minha companheira secretária, que é a Cláudia, que tem sempre umas frases curiosas, engraçadas... A Cláudia me disse um negócio muito divertido, disse assim, sabe de alguma coisa, sr. Ricardo? Falei, não, tenho a impressão que o tal do bichinho tem horror a álcool e horror a cheiro de charuto, porque todos os pinguços e todos os charuteiros que eu conheço, nenhum pegou.
Eron Falbo: [1:03:54] Mas ele adora reclamão.
Ricardo Amaral: [1:03:56] Não vamos abusar, não.
Eron Falbo: [1:03:58] Adora paranoico, adora reclamão.
Ricardo Amaral: [1:04:01] O que eu falei talvez não seja politicamente correto. Você tem que ter uma...
Eron Falbo: [1:04:05] Mas, Amaral, aqui no nosso programa não existe isso. Não existe. Eu tô fazendo esse programa justo pra lutar contra o politicamente correto. Então, você tá no lugar certo. Tamo junto aqui. Mas acabou o nosso tempo aqui. Vamos terminar nessa nota de glória, de otimismo pelo Rio de Janeiro. Eu queria te agradecer do fundo do coração por ter me dado essa oportunidade de conversar com você em público, para a gente deixar registrado em nossa amizade, o nosso carinho pelo Rio de Janeiro, um pelo outro. E muito obrigado mesmo, você me honra muito.
Ricardo Amaral: [1:04:38] Muito bem, mas olha, eu vi tantos nomes aqui gostosos de viver com a gente. E tem uma moça bonita, interessante, simpática, conheci, chamada Mara Gomes, que apareceu ali. A minha querida amiga Tininha Tostes, a Regina Marconte Ferraz, amiga da vida toda, a Kelly Cristina... já ia até falar...
Eron Falbo: [1:05:00] A Kelly Cristina elogiou a gente várias vezes.
Ricardo Amaral: [1:05:02] A Bianca Márcio é uma graça. Vou convidar a Bianca Márcio para estar na moda com a gente lá no Rio Buque. Assim, vou convidar também a Patrícia. Mas, enfim, vejo tanta gente. A Adrena Bombom está desde o comecinho nos vendo aqui. Que saco, hein, Adrena? Maravilha. Mas, enfim, foi uma boa experiência. E tem uma pessoa que, pouco tempo atrás, chamado Napoleão, ele perguntou por que não fazer um bar com o Nelsinho, o Mota e o Ricardo Amaral juntos? Esse local já foi feito. Nós fizemos juntos, em São Paulo, o Gachalo Paulo e Sérgio Vairada, em São Paulo. Era o Nelsinho comigo. E quero dizer uma coisa até curiosa, o Nelsinho é meu contraprimo. Eu tinha duas irmãs por parte de pai, que já faleceram, mas eu fui criado junto com elas. Tivemos a mesma casa o tempo todo, Raquel e Terezinha. E elas eram primas irmãs do pai do Nelson Morton, que é um advogado brilhante, é um cara... o Nelsinho é outro, faz parte daquela grande... grande, grande família. A Patrícia Helander vai estar no nosso site. Ela é uma moça elegante, bonita, com uma cara boa, com fazedura de cara, de bocas. Enfim, a minha doutora Tereza Assalha, querida, vai estar com a gente também. Mas, olha, é isso aí. Eu já falei bastante, acho que acabou o gás.
Eron Falbo: [1:06:52] É isso aí. Valeu, valeu. Então, boa noite para você, e vamos nos encontrar em breve. Vê se aceita algum convite meu aí, que eu estou te fazendo, um convite aí já faz, pelo menos, um mês que você não aceitou. Mas, por favor, quando você tiver um tempinho, vamos nos encontrar para a gente contar piada, contar histórias e botar todo o nosso plano para frente.
Ricardo Amaral: [1:07:11] Eu não sei contar histórias. Eu sei conversar. E a minha conversa é cheia de histórias. Às vezes eu tenho até uma certa preocupação de contar histórias a menos, para não cansar meus interlocutores, entendeu? Mas, enfim... enquanto me derem corda, fico contando história pra burro. A maioria é verdadeira, mas a gente mente também um pouco, faz parte do...
Eron Falbo: [1:07:36] É storytelling.
Ricardo Amaral: [1:07:38] É isso. Falou, querido. Foi um grande prazer estar com você. Foi um papo em que fiquei muito à vontade e que tive o prazer de exercitar um pouco o amor pelas pessoas, o amor por essa cidade, por esse estado, e a vontade de viver intensamente. Abração.
Eron Falbo: [1:08:03] Valeu, Amaral. Boa noite, tudo de bom. Boa noite a todos. Valeu pra todo mundo. Grande abraço.
Ricardo Amaral: [1:08:10] Apareceu agora aqui na tela o Hamilton Vasconcelos. Hamilton Vasconcelos é o seguinte, eu tenho um coração meio dividido aí, negócio de candidato a vereador, porque eu tenho alguns bons amigos candidatos a vereador. Mas o nosso... querido Hamilton Vasconcelos, que apareceu agora aqui... o Hamilton é um senhor que tem a vida dele dedicada ao turismo. Ele é o presidente da seção da OAB de turismo. Ele milita nessa área há muitos anos, ele trafega nessas áreas de uma forma maravilhosa. E ele é candidato a vereador. Então, é o seguinte, é um nome que eu gostaria que as pessoas que acreditam que o turismo é uma coisa fundamental para a cidade do Rio de Janeiro, é um bom voto, é um voto bem dado no Hamilton Vasconcelos. E ele tem um número, até que convida as pessoas a votar nele. O número dele, se eu não estou enganado, é 1-1-2-3-4, Hamilton Vasconcelos. Fui garoto de propaganda do Hamilton, mas com coração. Assim como tenho outros candidatos, a minha querida Antônia Leite Barbosa é outro nome maravilhoso, é uma querida, uma pessoa séria, uma amante do Rio, uma pessoa que só faria coisas sensacionais. E tenho lutado, com o Hamilton, que tenho certeza que vai ser eleito, com a Antônia, que tenho certeza que vai ser eleita, com o Jorge, presidente da ABAV, que tenho certeza que vai ser eleito, estou lutando com eles por uma ideia, que acho que eles toparam, e, uma vez eleitos, vão ajudar nesse sentido, de angariar outros vereadores interessados na matéria e criar dentro da Câmara Municipal uma belíssima bancada do turismo. Você não tem, em Brasília, bancada dos evangélicos? Você não tem os ruralistas?
Eron Falbo: [1:10:23] Eu não tenho nada.
Ricardo Amaral: [1:10:24] Não, não, não. Estou dizendo o seguinte. A bancada dos evangélicos é fundamental para que o turismo tenha uma representatividade da Câmara Municipal efetiva. Está entendendo? Você não pode ficar... Essa bancada tem que liderar os movimentos do Rio de Janeiro, do turismo do Rio de Janeiro, da cultura do Rio de Janeiro, porque essas coisas são interligadas. Da indústria criativa do Rio de Janeiro, tudo isso aí está ligado. Essa bancada, que eu chamo de turismo, é uma bancada que, sem nenhuma dúvida, pode dar uma virada muito, muito legal e nos auxiliar no trabalho que você pretende fazer, que eu pretendo fazer, que nós pretendemos fazer.
Eron Falbo: [1:11:10] E uma síntese da nossa conversa é isso, né? É tudo que a gente pode fazer. Qualquer coisa que alguém puder tirar do chapéu para botar dentro dessa nossa avalanche, dessas bolas de neve que vão se concretizando, se aumentando até virar uma avalanche. Conte com o nosso apoio, e a gente conta com o apoio de vocês.
Ricardo Amaral: [1:11:33] Abração, querido.
Eron Falbo: [1:11:35] Abração. Boa noite. Tudo de bom para todos.
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