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Eron Falbo: [0:05] Opa, boa noite, pessoal. Sejam bem-vindos à entrevista do Mauro Moreira de Oliveira Freitas. Fala, Mauro Moreira de Oliveira Freitas.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [0:17] E aí, Eron? Pô, você tem que dar um desconto aí para os caras, 50 a mais, assim, com essa tecnologia. Eu tava te esperando aí. Pô, já estou lá te esperando no Instagram. É uma coisa meio forte para mim.
Eron Falbo: [0:30] Ah, é?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [0:31] Tudo bom, Eron?
Eron Falbo: [0:32] É demais a pressão, né? Pô, tá todo mundo lá te esperando, Mauro.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [0:38] Poxa, que isso, né? O atraso foi involuntário, coisa da idade.
Eron Falbo: [0:44] Que isso, tranquilo, tá todo mundo... Eu também tava atrasado, tá todo mundo atrasado. É, a galera acabou de entrar agora. Seja bem-vindo, boa noite. Vou fazer uma pequena introduçãozinha aqui de você. Mauro Moreira de Oliveira Freitas, um dos melhores nomes do Brasil em termos de... Duvido que alguém acertou esse nome tão perfeitamente como eu acabei de acertar. São nomes que você não lembra a ordem de onde. O Mauro é um advogado sócio principal do famoso escritório Oliveira Freitas em Brasília. Líder do conglomerado de networking e intermediação de negócios, a GBG, Global Business Group, que inclusive tenho muito orgulho de fazer parte. O Mauro é nosso amigo há muitos anos. Estou até com saudade, Mauro. A gente não conversa há muito tempo. Como é que está aí em Brasília?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [1:44] Coisas da pandemia, né? Estamos tocando, nos cuidando. Cada dia um dia, vamos em frente.
Eron Falbo: [1:53] Eu estava em Brasília direto antes do apocalipse, lembra?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [1:57] Lembro, sim. Tá fazendo falta aqui também. Principalmente quando tu chegava com o vinho. Aí era uma maravilha.
Eron Falbo: [2:05] O pior é que eu esqueci, cara. Você foi o primeiro que eu esqueci. Há muito tempo que eu tô... Acabei de me mudar. Não sei se você sabe, eu tô aqui morando... Não tem imóvel. Só a minha poltrona que eu comprei. Mas tô sem imóvel. Um apartamento gigante aqui sem imóvel. Aí eu não armei com você pra gente tomar um vinho hoje. Aí eu peguei uma cerveja Mequetrefe.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [2:29] Você tá tomando alguma coisa, não? Não, por enquanto não. Depois eu vou tomar alguma coisa.
Eron Falbo: [2:34] Ah, depois põe um vinhozinho aí pra...
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [2:36] Eu ainda tenho que escrever um negócio.
Eron Falbo: [2:38] Ah, melhor ainda tomar alguma coisa, então.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [2:42] Pois é, mas tem que ser durante a escrita, né? Antes a gente acaba não indo, depois escrever. E esse charuto aí, não?
Eron Falbo: [2:51] Você fuma... Como é que chama? Cachimbo, não?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [2:55] Ah, já fumei um tempo atrás. Agora ainda não... Não tô mais botando fogo em nada, não.
Eron Falbo: [3:02] Só o chimarrão, né?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [3:07] Tem uma fase da vida que a gente sai de incendiador pra bombeiro. Acho que é essa fase que eu tô, então eu já não tô mais.
Eron Falbo: [3:15] Caramba, você é forte. Agora eu tô querendo parar também. Mas chimarrão você gosta, não?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [3:23] Tomo todo dia, né?
Eron Falbo: [3:27] Caramba, todo dia. Haja dedicação, gaúcho.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [3:31] Mas é muito bom, né? É um chimarrão...
Eron Falbo: [3:34] É um estimulante, né? Você fica...
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [3:37] Tomando chá, um que molha, né? Tem que ter cuidado com tudo, né? Também é um chá estimulante, né, como falou? Mas ele tem as mesmas propriedades do chá verde. Então, se a gente deixa de lado, vai trabalhando, vai tomando um e outro ali, é muito bom. Elisa esquiva, ajuda. É bom, né?
Eron Falbo: [3:54] Eu, quando morei na Argentina, tomava todo dia o mate, que é a mesma coisa, praticamente. E, pô, sinto saudade daquilo, porque, cara, você tem que criar um hábito, né? Tem que ter as ervinhas, tem que preparar, esquentar a água.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [4:09] É que é interessante, rapaz, quem conhece um pouco do chimarrão, né? Acha que todas as ervas são iguais, que nem vinho, cigarro, o próprio charuto, né? Quem olha de longe, parece que tudo é a mesma coisa, né? Mas o chimarrão tem uma tradição bem bacana. No Rio Grande do Sul, por uma curiosidade, sempre numa roda de chimarrão, que a gente chama, quando as pessoas sentam para conversar e tomar um chimarrão, compartilhar aquele momento, é interessante que o chimarrão é uma das únicas bebidas não alcoólicas que juntam as pessoas para conversa. É difícil. Ninguém faz uma roda para tomar água fria. Uma limonada, assim.
Eron Falbo: [4:53] É verdade. Isso eu cito pauta, assim, dessa coisa. Que lá na Argentina tinha muito. A galera sentava para... Como é que chama? Um ritual, né? Então, aquele ritual une as pessoas mesmo. Isso é um bom ponto. Vou até incentivar isso aqui.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [5:11] De repente, aqui. O chimarrão tem vários tipos de ervas também. Tem com mais folha, com menos folha, mais fina, né? Tem as defumadas também. E agora no Uruguai, no Paraguai... Eu cheguei lá no final do ano passado, tem agora a erva mágica, o marijuana, né? Ah, é? É.
Eron Falbo: [5:32] Então... Será que funciona o quê? Funciona como chá?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [5:35] É, como chá, né? Não é, é extraído, né? O componente químico que faz, né... Essa... O que pode.
Eron Falbo: [5:48] O THC.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [5:49] É o THC, exatamente, está querendo puxar aqui, é tanta sigla hoje. Então eles tiram aquele bagaço, digamos assim, que eles extraem, é o THC, para outra medicinalidade, então eles colocam. Hoje o pessoal está vendendo para fins nutricionais, o pessoal come aquele farelo da maconha, até o próprio Uruguai está processando, está vendendo. Ah, é?
Eron Falbo: [6:15] Mas o quê? No Uruguai legalizou? Não lembro.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [6:19] Sim, lá é legalizado, tanto para produzir como para vender. Se vende em farmácia, tem umas regras próprias lá, mas enfim. Então, da extração, eles acabam fazendo um farelo hoje que muitos estão usando para fins de nutrição, e também estão colocando na erva-mate, que já ouvi falar por aí que a maconha teria também propriedades, inclusive, estomacais...
Eron Falbo: [6:51] É o que dizem. Mas, pelo que eu ouvi dizer, sou a favor da legalização das drogas, mas a questão da maconha ter realmente prova de uso medicinal, de fato, a não ser para aliviar estresse, mas outras coisas medicinais mesmo, se eu não me engano, não existem provas reais disso, existe especulação.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [7:18] Não sei, eu já vi aqui em Brasília mesmo, acompanhei alguma discussão com relação ao canabidiol, que é aquele extrato que alguns fazem até em casa mesmo. E o certo seria comprar, mas para quem tem, parece que algum problema de epiléptico, alguns problemas de fundo nervoso.
Eron Falbo: [7:42] Alzheimer também, acho que, se não me engano, tem alguma coisa.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [7:45] Tem algumas coisas que, de fato, é difícil a gente se incentivar em função disso, mas realmente acalma. Então, pais que, por exemplo, passavam com dificuldades horríveis com relação a filhos, com epilepsia, alguma coisa assim. Então, o que tu vai dizer para um pai?
Eron Falbo: [8:06] É verdade. E também tem gente que é viciada em outras coisas, que ajuda a desvincular de outras coisas. Aí, uma droga com menos dosagem, ou uma outra droga, alguma coisa, às vezes ajuda a pessoa a se desvincular do vício.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [8:24] Sim. Eu acho que o estudo hoje não é tão divulgado, mas já existem tantas pessoas que aplicaram o canabidiol em situações pontuais e deram certo, que já não tem mais dúvida de que ele tem um efeito imediato, de acalmar, de deixar a pessoa numa condição melhor de saúde. Agora, a gente não sabe exatamente o reflexo disso aí, por exemplo, uma criança usar o canabidiol tanto tempo.
Eron Falbo: [9:00] Existem malefícios, existem coisas que causam... De novo, eu sou a favor que seja legal, mas que seja consciente, uma coisa que as pessoas saibam usar, como qualquer coisa, até porque muita coisa que é legal, se você usar um pouco demais, causa um dano tremendo. Tabaco é a droga, nicotina com tabaco, isso aqui não vicia, mas o cigarro que tem nicotina é a droga mais viciante do planeta, de longe. E é legal. Faz um tremendo mal para as pessoas. Então, a questão é realmente conscientizar, aprender a usar as coisas. Mas eu não sabia dessa mistura da erva-mate, não sei, eu até fiquei curioso.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [9:52] Mas é uma novidade lá do Uruguai. Chega a ser engraçado também: para nós não dá nenhum barato assim, não tem nada de diferente, é uma erva como outra.
Eron Falbo: [10:04] Então, para que mistura?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [10:06] Eu imagino que deva ser com alguma finalidade de ordem mais de resguardo, não é para dar nenhum efeito diferente do próprio estímulo que a erva mesma dá. Até porque, senão, não poderia se vender nem sair do Paraguai com essa erva.
Eron Falbo: [10:26] Alguém está falando: você fuma charuto? Meu sonho é fumar charuto. Olha, esse sonho é muito fácil de você realizar.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [10:36] Realmente, eu queria ter uns sonhos assim, viu? É bom ter esses sonhos que a gente vai na esquina e compra.
Eron Falbo: [10:43] É, pô. Meu sonho é açúcar em cubo.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [10:47] É bom. É bacana. É louvável uma pessoa ter sonhos que realmente são fáceis de alcançar. E ela certamente vai alcançando, passa para outros sonhos, como já dizia o ditado. É bom.
Eron Falbo: [11:07] Mas ele perguntou se é bom o charuto. Você já fumou charuto, não?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [11:11] Já. A gente faz um monte de besteira, né? Até os 54.
Eron Falbo: [11:16] Que besteira? Por que besteira o charuto? Charuto não é viciante.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [11:22] Não, tô brincando, percebeu? Já fumei cigarro.
Eron Falbo: [11:24] Mas por que você parou? Por que...
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [11:26] Eu parei por uma questão de não fazer mais a prática, o uso, né? Fumaça, eu também já... Ah, tem o cheiro, né? Resíduo, ambiente... Eu acho que também tá um pouco assim pra mim, tá, Eron? É uma coisa que já não faz mais parte do meu estilo de vida, né? Então, eu já toquei muito, né? Sabe, que gostava de tocar violão também, baixo, não sei o quê, rapaz, roda de amigos. Então, a gente puxava lá um cigarro, mas sempre foi meio que na brincadeira. O charuto, eu realmente nunca foi uma coisa que fizesse tanto a minha cabeça. Eu acho bacana, muito bom também, mas não é algo que agregou, sabe?
Eron Falbo: [12:11] Ah, entendi. Você nunca pegou o hábito.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [12:16] É engraçado.
Eron Falbo: [12:17] Eu comecei a pegar, na verdade... Eu vi o... Esqueci o primeiro nome dele, o Prager, o cara que fez a Prager University. Um conservador americano superfamoso. E eu vi uma entrevista com ele sobre charuto, que ele é um grande charuteiro, um cara defensor do charuto, e ele vem com várias evidências de que o charuto não só não faz mal. Aí o Rodrigo tá falando que fumar faz mal, isso aí é uma falha de concepção, porque não é fumar que faz mal, é especificamente o cigarro, o tabaco com nicotina, porque você traga e isso faz mal pro seu pulmão. Não sei se você sabe disso, mas o FDA, que aprova os remédios e aprova as comidas dos Estados Unidos, publicou um estudo de que charuto não tem risco significativo de câncer, ou seja, que não é significativo o suficiente para dizer que tem que escrever no rótulo, que tem que alertar as pessoas, etc. É uma coisa assim que, enquanto o cigarro, sim, faz super mal, o charuto, poucas pessoas sabem disso, mas as pessoas ou igualam o cigarro e o charuto, ou acham que é pior porque é mais forte, né?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [13:38] É, na pior das hipóteses, vamos dizer que a fumaça vai para a saliva, para o estômago, né? Seria o pior, mas realmente eu sei que quem fuma, não fuma um charuto tragando como traga um cigarro, né? E é a mesma coisa do cachimbo também, eu curti muito o cachimbo numa época, e tem muitos fumos também, com chocolate, baunilha, alguns fumos especiais. Então eu curtia bastante, achava uma coisa mais fácil assim de lidar, até porque não tem tanto o problema do cheiro, algumas pessoas não gostam, cachimbo é um pouquinho mais fácil de convivência. Mas, enfim, acho que tudo vale a pena com boa companhia, com parcimônia.
Eron Falbo: [14:31] Total, total.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [14:32] Eu já curti, mas realmente eu preferia... Tinha uma época que o pessoal estava fumando muito aquela cigarrilha. As cigarrilhas até que eu... que também.
Eron Falbo: [14:42] Você não é pra tragar, né? Não é pra tragar.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [14:45] Também não. É um charuto muito mais fino, né? Também saborizados, mais interessantes.
Eron Falbo: [14:52] Seja bem-vindo, amigo Maurício Branco. Entrou aí nos honrando. Inclusive, eu vou encontrar com ele depois daqui. Eu ia falar justo isso agora. Eu ia encontrar no Ash Café, aqui no Rio, que eu acho que você, Maurício, ia gostar pra caramba, que é um lugar justo que as pessoas vão pra fumar charuto. Eu não vou te obrigar a fumar charuto pra participar do grupinho.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [15:20] É o tipo da coisa também. Agora eles não me levam pra uma charutaria pra eu não fumar. Se eu for lá, eu vou fumar sim.
Eron Falbo: [15:29] Ah, então vamos fumar charutinho. Porque lá é muito legal, vai os juízes, vai uma galera de respeito. E tem umas mesinhas, um clima... Nada.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [15:42] Contra os juízes hoje, mas dizer que.
Eron Falbo: [15:43] O pessoal é responsável... Teve uma gafe feia aí no mundo do direito, né? A gente pode até falar sobre isso. Mas eu acho que a festa, você vai gostar, acho que tem a sua cara, entendeu? Para pessoas que têm cavanhaque e bigode como você tem, o Ash Café é certo. E o clima lá é como se fosse Cuba pré-Fidel Castro, sabe? Cuba relax, aquela coisa, entendeu? Cassino. É um clima legal. Para o Rio de Janeiro é diferente. O Rio de Janeiro não tem lugares assim. O Rio de Janeiro tem mais boteco, lugares mais hedonistas. Lá é um lugar mais tranquilo.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [16:26] Me amarro, cara. Que saudade do Rio. Já morei no Rio. Era pra eu ter nascido no Rio, né? Se minha mãe não tivesse, um pouco antes, ido pra Porto Alegre pra eu nascer lá.
Eron Falbo: [16:38] Você é um cara nacional, né? Porque você já morou em vários lugares aqui do Brasil. E qual é a história aí? Por que você morou em tanto lugar mesmo?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [16:47] Eu sou um errante. Sabe que o único lugar que eu não conheço no Brasil? É Roraima. Eu vou passar dessa pandemia, vou comprar uma bandeira. Eu vou comprar uma passagem para Boa Vista, eu vou e volto com a bandeira e posso encerrar esse capítulo.
Eron Falbo: [17:05] Mas o Acre você já foi?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [17:07] Sim e não, com exceção de Moranho.
Eron Falbo: [17:09] Existe mesmo o Acre?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [17:11] Existe, rapaz. Eu achei que estavam me levando para Bolívia, mas eles pousaram antes e eu vi que ainda estava em solo brasileiro. Sabe que é surpreendente, Rio Branco realmente é uma cidade até muito aprazível, bonitinha.
Eron Falbo: [17:31] Deve ser interessante, porque deve ter uma cultura meio misturada de indígena com... Ali é perto do Suriname, é perto da Bolívia.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [17:44] Não, não, não. É a Bolívia, Suriname é para o outro lado.
Eron Falbo: [17:46] Não, eu sei, mas é relativamente perto. É ali na fronteira. Tem outras culturas. Deve ser uma mistura de culturas, porque já me falaram por alto. Como é que é?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [18:01] O Acre, na verdade, é um lugar com muitos imigrantes, aqui do Brasil mesmo. Então, vai encontrar gaúchos, paranaenses, pessoal do Nordeste também. Então, muita gente foi para lá na expectativa, na criação de um novo estado. E é bacana, é um lugar interessante mesmo. Fica no extremo. E vale a pena conhecer. Mas eu não tive tanta oportunidade de ficar tanto tempo lá. Eu tenho amigas de lá, mas são lugares bacanas.
Eron Falbo: [18:31] Eu fui para São Luís. Eu fiquei super impressionado com a diferença que tem de São Luís, assim, em termos culturais. Sei lá, você sente uma vibe diferente do resto do Nordeste, eu senti lá em São Luís, no Maranhão.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [18:42] É, e tem uma explicação, né? Porque São Luís é a única capital não lusitana no Brasil, né?
Eron Falbo: [18:49] Então, é.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [18:50] Então, ela foi formada por franceses e ela tem essa configuração diferenciada, e aquela questão das lajotas também, a formatação, né? Interessante. Tanto que tu sentiste uma diferenciação, e é por aí mesmo. Acabou que hoje São Luís também tá na ponta aí com relação ao reggae, né? É o lugar do Brasil onde o pessoal... Ah, é?
Eron Falbo: [19:17] Caramba, tá por dentro, hein?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [19:19] Que isso!
Eron Falbo: [19:21] Você gosta de um reggae?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [19:24] Gosto, gosto.
Eron Falbo: [19:25] Que isso? Caraca, você é muito versátil, Mauro. Fala aí, como é que você descobriu o reggae? Até eu ainda não tive tempo para parar e ouvir um bom reggae. Eu gostava de ska, o precursor.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [19:41] É geração, é geração. Na minha fase de garoto, a gente ouvia muito Bob Marley, Jimmy Cliff. E outros que vieram depois. Depois isso também teve influência do Ylvi Ford e algumas outras. Mas foi assim, nos anos 80, foi bem voltado para o reggae, praia também, uma coisa legal. E Bob Marley é incrível, a história dele. Pode gostar ou não, mas não pode tirar o mérito dele, as mensagens que ele deixou.
Eron Falbo: [20:26] Eu gosto pra caramba. O Bob Marley eu gosto pra caramba.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [20:29] Tem hoje o Ziggy Marley, o filho dele. E outras bandas aí também que influenciaram.
Eron Falbo: [20:36] E é bom o Ziggy Marley?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [20:37] Eu considero que é sempre ruim ser filho de um gênio. Fica sempre na sombra.
Eron Falbo: [20:44] Outro dia eu entrevistei o João Nogueira, que é tecladista da banda do Sean Lennon. Então, a gente conversou muito sobre isso, sobre essa coisa de... o sucessor, né? Pô, muita pressão... Mas eu acho que o Sean Lennon faz um bom trabalho, porque ele é filho... O Ziggy Marley também tem... Porque o John Lennon, tanto quanto o Bob Marley, eram venerados, eram pessoas de um nível de... Como é que chama? Fandom, né? Se matariam por eles, uma coisa muito grave. Então, acho que o Sean Lennon se saiu bem. Ele tem uma autenticidade, um relaxamento.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [21:32] Ele tem um bom DNA. Não pode reclamar disso. Querendo ou não, Yoko e John Lennon não podiam ter gerado um imbecil. O cara tem uma grande chance de ter algum tipo de comportamento fora da média, né? E me parece que realmente, eu não tenho mais ouvido falar dele.
Eron Falbo: [21:57] O Maurício Branco tá falando aqui: os melhores do reggae, black ou roots?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [22:04] Sei também. É, eu assim, naquela época eu acompanhava, né? Hoje eu já tô meio por fora, né? Depois deixa escrito aí, Mauro, que eu vou atrás pra curtir, né? Eu acho bacana.
Eron Falbo: [22:16] Pô, eu vou atrás também, né? Sabe o que eu perdi? Você que é músico, você entende isso. Eu perdi o tesão de descobrir música nova. Antigamente eu adorava descobrir música nova, essa que nunca ouvia e virou minha favorita. Agora eu prefiro música clássica, sei lá, coisa que eu já conheço.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [22:36] São momentos, né? Outro dia eu me surpreendi, porque agora tem um lance legal: o Spotify vai escolhendo música e daqui a pouco ele vai vendo por similaridade, te apresentando algumas bandas e cantores que tu nem imaginava, né? Realmente, hoje nós estamos com excesso de informação, então tá uma poluição mental pra gente pensar.
Eron Falbo: [22:58] É, isso eu tenho um receio gigante com isso, né? Informação demais, e outra coisa, você perde o foco do que você quer fazer, né? Você começa a entrar dentro de uma coisa, depois de outra coisa, depois de outra coisa, daqui a pouco você nem lembra mais quem você é, o que você tava fazendo, por que você entrou, ouvindo o Spotify, pô, tu é...
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [23:17] Induzido a uma navegação, né? Então, quando vê, tu já tá ouvindo o que querem que tu ouça, e não o que tu queria ouvir, né?
Eron Falbo: [23:24] Sabe, tem uma história de um produtor meu de Londres, o Steven W. Parsons, que é até um diretor de cinema cult, relativamente famoso no mundo underground, né? Ele produziu uma música, inclusive, que é o único hit que eu tenho, que tem no YouTube e tudo, ele que produziu. Não foi o Bob Johnson que produziu meu disco. Mas o Steven W. Parsons me ensinou uma coisa que mudou minha vida. Ele ganhou um iPad da filha dele de presente. Aí eu ia pra casa dele pra compor música. A gente ficava compondo música lá, horas e horas compondo música. E eu ia de tempos em tempos, sei lá, duas vezes por semana, sei lá. Aí eu fui um dia lá, vi a caixa do iPad que ele recebeu da filha dele de presente de aniversário e... Aí eu percebi que, sei lá, seis meses, oito meses depois, tava lá na caixa ainda, fechado, o iPad. Aí eu, pô, você não vai abrir o iPad não, pô. E o que houve com o iPad? Eu lembrei, caraca, esse iPad não tá aqui das antigas. Aí ele, é, eu tô me preparando pra usar. Aí ele me explicou uma coisa que eu aprendi pra caralho. Ele falou: cara, as pessoas hoje em dia pegam coisas extremamente poderosas e entram de cabeça e começam a usar sem preparo, entendeu? Aí o que acontece? Você fica overwhelmed, né? Você fica engolido por aquela coisa e você perde parte de si. Então, ah, beleza, eu tenho um pouco mais de tecnologia, mas eu perdi minha alma, perdi meu foco, perdi meu propósito. Pra que serve? Aí ele falou: pô, vou me preparar antes de usar essa merda.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [25:08] Não sabe que isso é filosófico. Você estava falando agora... Passou um filme na minha cabeça, eu imaginando desde... Eu nasci em 1966. Então imagina os tipos de quebras, de paradigmas, de mudança tecnológica que eu enfrentei.
Eron Falbo: [25:30] É o Revolver dos Beatles, 1966.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [25:33] Pois é. Então, imagina assim, ninguém imaginava o que ia ser um smartphone. Ninguém imaginava o quanto que ia caber dentro de um smartphone de tecnologia e de equipamentos. Eu já fiz até... Uma vez eu estava dando aula de gestão de novos negócios para escritório de advocacia, e aí eu estava mostrando algumas tendências, algumas oportunidades na época. Estava meio que na moda o lançamento dos bitcoins, e eu estava mostrando algo que eu fiz, um estudo de comparação de tudo que cabe hoje dentro de um smartphone e do que foi descartado. Então assim, eu era um moleque de 10 anos que para mim o sonho era ter uma calculadora. Era uma novidade, entendeu?
Eron Falbo: [26:21] Aquelas HP que tinham um monte de números.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [26:26] Isso, HP12. HP12 para... Eu já sofri com essa máquina.
Eron Falbo: [26:31] Hoje em dia as pessoas acham que é doença, HP12.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [26:34] É, deve ser. Não deixa de ser, né?
Eron Falbo: [26:37] É verdade. Você querer uma calculadora dessa é doentinho.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [26:42] Tu já chegou a ver uma lista do que cabe dentro do celular e o que isso foi descartando, se a gente for pensar?
Eron Falbo: [26:51] Cara, lista não, mas eu já pensei sobre isso. Mas que tipo de coisa?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [26:58] Eu já vi, por exemplo, que o celular hoje tem embarcado nele a capacidade de um submarino atômico americano lá de 1940 e tanto, né? E, além disso, tu tira assim, por exemplo, terminal de... Bom, primeiro tu tira o telefone, né? Tu bota de lado. E depois tu tira impressoras...
Eron Falbo: [27:25] Agenda.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [27:26] Máquina, filmadora... E assim vai. Agendas, máquinas 3D... E aí vai sendo tanta coisa que você vai se lembrando. O próprio relógio, tu bota de volta. Cronômetro, tu bota de volta. Uma agenda, tu bota de lado. E assim vai. De outra vez, sei que é uma maluquice, como a gente estava conversando, por isso que me reportei a isso, é como a gente vai agregando coisa e anda com essa coisa maluca no bolso. E imagina, como é que eu ia imaginar que um dia a gente ia compartilhar um motorista, né? Uma das coisas que me pegou de surpresa, por exemplo, meu filho estava estudando em Taiwan, o Raul. Ah, é? É, o Raul passou um ano lá.
Eron Falbo: [28:14] Ah, que legal.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [28:15] Aí, estou eu em Fortaleza, né? À noite, daqui a pouco toca o vibro do telefone, eu olho, ali, Uber e em dólar, né? Naquele horário. Falei, pô, ferrou, né? Entraram no meu celular, clonaram, aquela coisa, né? Até que, era de noite, quase 11 horas da noite, toca dizendo que alguém está usando o Uber com a minha conta, aí eu me dei conta que era o Raul, né? Eu liguei pra ele na hora, olha só, cara, em Taiwan, né? Ele: pô, pai, foi mal, né? Aquela coisa de moleque. Eu perdi aqui o ônibus e tive que pegar um... o Uber pra ir até o metrô aqui em Taipei. Aí eu peguei o telefone, olhei, e realmente vi a cara do motorista, a placa, vi ele andando o circuito exatamente saindo do ônibus.
Eron Falbo: [29:16] Incrível, incrível. E você pode acompanhar, isso eu acho legal, você pode fazer o perfil de família, é justo acompanhar. Isso é bom para a segurança também, se alguém puder se perder ou alguma coisa assim, você sabe onde a pessoa foi.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [29:30] Claro, foi exatamente o que aconteceu. Mas o que eu nunca ia esperar é que eu ia acompanhar o percurso de táxi do meu filho em Taiwan, ao vivo. Então foi incrível como essas coisas vão atropelando, a gente nem percebe. E eu tenho vícios de abocacita.
Eron Falbo: [29:52] Mudando um pouco de assunto, para a gente falar um pouquinho do GBG, que eu tenho curiosidade, até para que as pessoas saibam um pouco melhor. Eu acho que você já deve ter me falado isso umas 10 vezes, mas vamos falar agora em público. Como é que começou a ideia do GBG, Global Business Group, que é um grupo de networking, de intermediação de negócios, de M&A? Como é que começou essa ideia e como é que cresceu tanto, que hoje é um grupo imenso, com tantas pessoas aí pelo mundo, espalhado? E você lidera esse grupo.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [30:25] Eron, foi uma coisa engraçada. Foi bem naquela época que a Dilma estava passando pelo processo de impeachment. Eu estava com o saco cheíssimo de toda aquela situação e parecia que o Brasil estava... Estou falando da Dilma, mas eu não tenho... Estou falando de contexto político, econômico daquele momento.
Eron Falbo: [30:47] Sei, mas não tem problema falar mal da Dilma aqui, não.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [30:50] Pode ficar à vontade.
Eron Falbo: [30:52] Não, porque você é elegante demais para falar, mas eu sei.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [30:54] É que eu acho que não vale a pena perder tempo com determinadas coisas. Mas aí o fato é que eu cheguei, olha, ou eu surto e daqui a pouco vou parar lá em Portugal, eu e a manada de brasileiros que foi para lá, ou eu vou fazer alguma coisa diferente que ocupe a minha cabeça e eu veja a situação como uma oportunidade, como criar alguma coisa. Estava na cama ali, pensando na vida, e aí estava começando, isso foi em 2014, não, 2015. Estavam surgindo já essas questões, essa possibilidade de usar o WhatsApp para fazer isso com os grupos. E aí, como eu saí pelo Brasil afora, desenvolvi em Fortaleza, Rio Grande do Sul, Norte, Sudeste, para cá, eu conheci muita gente, conheci no exterior também, e falei, pô, está na hora de juntar toda essa turma que conheço, pessoas legais, que estão soltas aí ou estão só na minha agenda de telefone, vou começar a convidá-los para transformar um ambiente descompetitivo. Eu tinha recém-lido aquele livro também, Oportunidades Exponenciais, não sei se você ouviu falar.
Eron Falbo: [32:10] Sei, sei. É que é em inglês. Estou tentando lembrar em inglês. The Compound Effect, não?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [32:21] Poxa, eu não me lembro agora. Porque às vezes também deturbo aqui. Mas, de qualquer forma, era Oportunidades Policiais, um livro que eu recomendo para muita gente ler e repensar. E aqui eu pensei, vou criar uma coisa disruptiva entre meus amigos aqui, vou fazer, de repente, uma Wikipédia de oportunidades de negócio, uma coisa livre, uma zona total, sabe, que não tem regra mas que tem uma ordem, é uma coisa meio caótica assim que se organiza e não amarra. E aí eu peguei toda essa galera e coloquei no WhatsApp, convidando aí, naquela época convidei a Sandra Comodaro também, que era do escritório lá do Nelson Lima.
Eron Falbo: [33:04] Sim, eu conheci ela.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [33:06] E ela também é um excelente network. A gente foi colocando essa turma, e a gente fez uma regra que só não vale é ficar falando de outra coisa que não seja oferta de oportunidades e...
Eron Falbo: [33:18] Negócio e não falar bom dia com o coraçãozinho.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [33:21] Exatamente, não é, o catapulto, o cara, ou vai pro sapão, como eu brinco. E aí a gente foi criando as regras, foi juntando a galera, e a coisa deu certo até pelo nível de maturidade das próprias pessoas que a gente colocou para dentro. E, num primeiro momento, a gente fechou os 256 no GBG Brasil, né? A gente se chamou de GBG, que é Global Business Group, eu não tinha nenhuma ideia brilhante pra chamar o grupo.
Eron Falbo: [33:49] Que isso, é perfeito.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [33:51] Aí eu chamei isso aí também, GBG, a gente colocou, hoje eu chamo ele de Ameba, né?
Eron Falbo: [33:57] Por quê?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [33:58] Ameba pelo seguinte, cara, porque não tem forma, entendeu? Mas é um corpo vivo. E é um corpo também que se adapta conforme o enfrentamento de barreiras que vai sentindo à frente. Ou fica estreita, ou vai pela direita, ou pela esquerda. É uma coisa unicelular, não tem cheiro, não tem gosto, não solta as tiras também. Mas vai em frente, entendeu? E é um corpo que vai fagocitando aquilo que interessa, aquilo que agrega. E a mesma está viva até hoje, está andando, e depois nós criamos os GBGs por cidades, capitais do Brasil, aí virou uma zona, eu não consegui gerenciar tantas cabeças juntas.
Eron Falbo: [34:46] Inclusive, a gente tem que pensar mais nisso, a gente já falou tanto, como que a gente pode centralizar um pouco mais, não em termos de limitar, mas em termos de fazer mais com isso. Fazer conferências.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [35:02] Nós estamos agora para fazer uma. Estou trazendo gente do governo. Mas, como a gente já fez, o primeiro encontro nosso foi presencial. Primeiro encontro grande, porque nós já fizemos mais de 15 encontros da GBG. Mas nós fizemos o primeiro encontro, foi o Cangir que deu uma palestra para nós lá em São Paulo. Depois nós levamos o Gustavo Loyola numa outra oportunidade. E na primeira a gente botou 150 pessoas, na segunda 220. Então é uma coisa bem interessante mesmo, é uma bandeira branca.
Eron Falbo: [35:34] É só investidores, é só gente que trabalha com isso, gente séria, estou dizendo. Não é uma coisa qualquer, são pessoas que foram convidadas um a um, por amigos, e foi algo que cresceu organicamente.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [35:54] Eu digo assim, a meta é ampliar network e a meta é gerar ambiente de oportunidade de negócio entre as pessoas. E, principalmente, o que une as pessoas é a vontade delas estarem juntas, entendeu? Eu não tenho que ficar convencendo ninguém de ficar ali. E os grupos, geralmente, nem têm espaço, tem que esperar alguém sair para entrar outro. Então, é uma coisa que funciona, é orgânica, disruptiva, porque ela gera oportunidade, não tem custo nenhum. Patrocínio WhatsApp, a gente até aproveita o momento para agradecer a turma do WhatsApp, mas os ganhos eles são reflexos pelas amizades do outro e coisas que estão fazendo, tanto que nós vamos lançar o livro, ainda está fazendo o parque. Nós estamos trabalhando para sair o nosso primeiro livro e a gente já sabe.
Eron Falbo: [36:45] O que é... desculpa. Você sabe que eu passei por coisas pessoais e complicadas recentemente e eu não tenho acompanhado tão bem, mas tem expectativa de lançamento do livro.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [36:57] Olha, nós estamos batalhando aí para que saia, né? Essa pandemia virou uma bagunça geral, né? Deixa eu falar aqui com o meu filho só uma coisa. Ô, Raul.
Eron Falbo: [37:08] Tá bom.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [37:09] Traz a bateria pra mim, por favor. Depois, aqui. Senão vai cair o nosso papo aqui, né?
Eron Falbo: [37:17] Manda um abraço pra ele.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [37:19] É, ô, Raul. Mas, viu, Eron, o livro, a gente estava falando, o livro deve sair até o final do ano, porque todo mundo já mandou o texto, agora só precisa fazer uma revisão e nós vamos lançar o primeiro livro, uma coisa espontânea, uma coisa bacana.
Eron Falbo: [37:38] Só para avisar, eu sou um dos autores do livro. Quando lançar o livro, eu vou disponibilizar de alguma forma para o pessoal comprar, mas é um livro para pessoas que têm interesse nesse mercado de M&A, Mergers and Acquisitions, e investimentos de Private Equity, esse tipo de coisa.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [38:02] Agora é importante, a gente está fazendo um livro, estamos fazendo um grupo, fazendo com que esse assunto saia dessa área glamourosa e entre num nível de mais popularidade, que as pessoas entendam o que é uma fusão e aquisição e entendam também que existem algumas regrinhas básicas para que você chegue a efetivar o negócio. Uma regra básica, por exemplo, é: quem quer vender a empresa, fazer primeiro um estudo da condição real da empresa e guardar documentos que possam apresentar para quem se interessar. Quem vai ofertar também tem que ter o mandato, tem que ter autorização para falar da empresa. Eu não posso sair por aí vendendo o que não é meu, entendeu?
Eron Falbo: [38:44] Porque senão você pega muita perda de tempo, porque é muita gente que... não sabe exatamente o que está falando e fala besteira, e depois não é.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [38:55] Tem gente que é jogadora e irresponsável, quer dizer, então eu vejo que tu tem um carro bonito, aí eu tiro uma foto no celular e saio apertando por aí. Se o cara me disser que paga 100 mil pelo teu carro, eu chego pra ti e digo: não quer me vender por 98? Aí eu compro teu carro.
Eron Falbo: [39:13] Inclusive, é uma das razões que eu meio que... dei uma saída assim, tô tirando umas férias desse mundo aí de investimentos um pouquinho, porque realmente você vê muito ar, né? Tem muito ar, muita bobeira, né?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [39:34] Acho que como tudo na vida, né? Acho que o grande barato de tudo isso é que a lógica de garimpar já existe em qualquer área, né? Então, se tu for entrar no mundo da música, tu vai ter que garimpar. Se tu for entrar no mundo da... religiosidade, tu vai ter que garimpar.
Eron Falbo: [39:50] Mas aí as indústrias sofisticadas elas criam barreiras de entrada. Então, no mundo da música, por exemplo, se você for qualquer um empresário musical hoje que é maduro na Inglaterra, como eu vivia a indústria musical inglesa, ele sabe ir olhando pra banda, se a banda é séria, se os integrantes são profissionais. Então existem barreiras de entrada pra você filtrar, e antes de você convidar um músico pra sentar, pra conversar, você vai ver: pô, ele já gravou alguma coisa, com quem que ele gravou, quais sonhos.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [40:25] Mas não quer dizer também que não exista espaço pra construir fraudes que façam sucesso.
Eron Falbo: [40:33] É, total. Isso em qualquer lugar, é verdade. Porque você tem pessoas que são, como eu, charlatões profissionais, que sabem falar de um monte de coisa e...
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [40:46] Mas a gente não deixa a vida ser cheia de charlatões assim que nem tu. A gente quer ter uma vida bem colorida e entusiástica. É bem melhor do que aquela coisa séria e mórbida.
Eron Falbo: [40:59] Aproveitando para dizer para o público a razão que ele se tornou o líder desse grupo, eu observo que existem, vamos dizer, perfis de pessoa. O Mauro é uma pessoa que senta entre líderes de Estado, entre as maiores pessoas, nas maiores mesas, e é sempre, pode olhar, todo mundo que estiver assistindo que conhece, a pessoa mais humilde, a pessoa mais na dele, que se controla melhor, que está sempre com bons espíritos, sempre falando bem até da Dilma, agora ele não conseguiu falar mal, vocês teriam uma ideia. Então, uma pessoa elegante de fato não é uma pessoa que teve que, vamos dizer, criar uma camada pública de uma certa coisa. Eu conheço ele pessoalmente, eu conheço ele de chinelo, conheço ele de terra. E é uma pessoa que sempre tem essa elegância em todas as ocasiões. Então, eu sinceramente acho que é por isso que você teve tanto sucesso com o GBG. Porque a pessoa que estava lá sendo o hub é uma pessoa com tanta credibilidade, é tanta... Dá pra ver que você não se mete em crença, você não se mete em coisa mais ou menos, porque você não tá ansioso, né? Eu sei, te conhecendo, que você poderia ter entrado em um milhão de coisas que não entrou, pela sua integridade, pela sua... Não sei, isso é uma coisa quase espiritual, você está satisfeito com a vida, está tranquilo.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [42:44] É um misto disso que a gente falou, mas também é uma questão de afinidade. É aquilo que a gente estava falando do próprio charuto agora. O charuto é uma coisa bacana, etc e tal. Aí o cara diz: então por que tu não fuma? Porque eu não tenho afinidade, mas eu não preciso ficar indo contra o charuto. Que bom que alguns gostem, outros produzam, se divirtam, mas... E também não é porque os outros gostam que eu tenho que gostar também. Outra coisa que a vida nos ensina é que a gente não... É uma bobagem, é pretensão de ser aquilo que a gente não é.
Eron Falbo: [43:24] Mas é que, inclusive, o que eu estou fazendo nesse programa, depois que eu saí do mundo de investimentos por um tempo, tirando férias por causa da pandemia principalmente, depois, hoje em dia, estou percebendo que foi por outras razões que eu fui levado nesse caminho. Mas o que eu estou fazendo é justiça, chamando pessoas para conversar, conversas que não existiriam, que não seriam divulgadas. Entendeu, que é uma abertura? Eu quero chamar pessoas que discordam comigo. É claro que eu chamo amigos e pessoas que pensam muito parecido comigo, mas a gente sempre tem um ponto de discordância. Por exemplo, você não fuma charuto, que é um absurdo. Não é de café. Não é de café. Você vai sentir a vibe e o clima e daqui a pouco você vai virar charuto.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [44:14] Até os 46 segundos do tempo, tem tempo para tudo.
Eron Falbo: [44:17] Então, assim, o objetivo do programa que eu estou fazendo, inclusive lembrando para o pessoal, depois essa conversa vai para a versão podcast, para o Spotify, então você pode ouvir no caminho para o trabalho, que hoje em dia é o seu quarto, né? Então você pode, sei lá, ouvir lavando louça, o que você fizer em casa aí na pandemia. E o objetivo é chamar pessoas de todos os calibres e todos os tipos, obviamente pessoas interessantes que têm o que contribuir, mas, pô, eu quero chamar pessoas que com certeza não vão concordar comigo, como, sei lá, ultrafeministas, ou sei lá que tipo de pessoa não concordaria comigo, porque, pô, sou tão aberto, tão tranquilo.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [45:05] Pô, a gente é tão máximo, né? Por que alguém não vai concordar comigo?
Eron Falbo: [45:11] Eu não posso imaginar.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [45:14] Que tipo de imbecil não gostaria da gente?
Eron Falbo: [45:17] Isso me lembra um jornalista que eu conheci do The Guardian, lá na Inglaterra, que fez um especial do David Bowie logo antes dele morrer. Ele fez um grande especial. Aí eu sentei pra tomar uma cerveja com o cara. Aí eu falei: cara, o David Bowie é uma das pessoas que eu mais admiro na vida. Aí ele falou: cara, David Bowie... ele não tem conteúdo. O quê? O David Bowie não tem conteúdo? Ele falou: cara, o David Bowie se molda. Com quem ele estiver conversando, ele é o que é preciso ser com quem ele estiver conversando. Eu achei isso incrível. Primeiro porque o David Bowie é uma das pessoas que eu mais... sempre foi meu ídolo musical. Ele e o Leonard Cohen foram os principais. Mas eu fiquei impressionado. Cara, é bizarro. Se o cara está falando isso do David Bowie, imagina eu...
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [46:11] O David Bowie era quase um DBZ, uma ameba. Ele ia se ajustando conforme a necessidade. Talvez por isso que a ameba está tudo certo. Mas, até chegar na ameba, no DBZ, que se faz paixa, e depois a gente saiu dessa questão da regionalidade, a gente criou grupos hoje por afinidade de negócios.
Eron Falbo: [46:35] Ah, é? Ah, sim, eu lembro.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [46:37] Então hoje nós estamos tratando com o GBG e Menei, Trading, Real Estate e Servicing. E eu estou falando em inglês aqui porque eu sou boçal.
Eron Falbo: [46:48] Porque é conhecido no mundo de negócios assim.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [46:51] Não, é porque nós estamos com o GBG também em outros países.
Eron Falbo: [46:55] Isso que é interessante falar.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [46:57] Nós estamos com o GBG na América Latina. Temos nos Estados Unidos dois grupos. Na África, Europa, China e Israel.
Eron Falbo: [47:09] Até quem estiver ouvindo e tiver interesse do perfil, pessoas que trabalham nesse ramo, ou intermediadores, ou investidores, ou quem tiver empresas aí, pode entrar em contato comigo e eu faço a ponte entre vocês e o Mauro ou a Priscila Spalding, que é uma máquina de networking. Eu queria até falar de networking, uma das coisas que eu mais adoro no mundo do networking, você é um mestre de networking, e a Priscila é uma... um robô de... Você já andou de carro com a Priscila?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [47:46] Não, não, essa aventura, ela já andou comigo, né? Ela ativa o que é um indicativo que eu dirijo bem, né? Mas quem tiver interesse no GBG, fala aí com o Eron, que serão abraçados pela ameba. Ela é a colhedora. Fagocita todos aqueles que merecem.
Eron Falbo: [48:10] E eu acho que o objetivo do GBG é oferecer, talvez, para o que antes eram pequenas elites separadas, essas pequenas elites se juntando, um sabendo do que está acontecendo com o outro. É uma sofisticação que o Brasil até necessita, porque o Brasil tem poucas avenidas de oportunidade de negócio. Alguém que está sentado em 20 milhões de reais, acidentalmente, porque herdou ou porque vendeu uma empresa, alguma coisa, às vezes não sabe o que fazer, não sabe o que procurar, e muitas vezes entra em encrenca, em fria.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [48:51] Uma coisa que eu acho muito legal, desde que eu morei em Fortaleza, eu estava uma vez lá em Jericoacoara, Cabo Siri, e estava lendo um livro que, na época, era uma moda, que era O Mundo É Plano. Já deve ter lido esse livro. Sim, sim. Foi um desses precursores de mostrar que o mundo estava mudando com essa tecnologia e esse contato mais direto entre povos e negócios. E ali falava do código aberto, falava exatamente de todas essas mudanças que estão acontecendo. E sempre foi algo que eu achei muito legal: criar oportunidades, que as coisas nos ensinassem o caminho, e não o nosso caminho para as coisas. E o GBG é isso. O GBG, por isso que eu falo, é uma merda, a gente sai correndo... Já viu aquele jogo... que é da Olimpíada de Inverno, que o cara joga um negócio redondo e o pessoal sai limpando a frente? Pois é, então é mais ou menos isso. A gente joga a mesma...
Eron Falbo: [49:57] Esse jogo obscuro.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [49:59] E a gente sai correndo na frente, passando o rodinho ali para ele deslizar o máximo possível. Porque a tendência... Eu tenho acompanhado pessoas que fizeram grupos também, plataformas de negócios, etc. O que acontece? Quando a gente cria os meios para atender uma finalidade nossa, ele acaba sendo engessamento para a criatividade e esse arejamento que a gente precisa para que as ocorrências se mostrem. Então, assim, isso a gente viu no Facebook, que foi uma coisa meio que por acaso. Isso a gente viu até na Apple, em todas essas inovações.
Eron Falbo: [50:38] O WhatsApp foi assim. A gente vê isso muito. O Airbnb foi assim.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [50:44] Tu tem que ter um certo desprendimento e deixar a coisa acontecer, entendeu? Então, o GBG é isso. Então, em alguns momentos, a gente fica meio quieto, esperando para ver o que vai acontecer. E daqui a pouco...
Eron Falbo: [50:55] É o que um professor de negócios meu me falou, que é surgical non-intervention. Ele é um cara que é investidor e também é cirurgião. Então ele fala: um bom cirurgião... ele sabe o conceito de, na verdade, expert non-intervention é você, por ser especialista, saber justo quando você não tem que intervir. Porque é uma pessoa ansiosa, jovem, não sei o quê, ela acha que tem que estar sempre lá contribuindo, se provando e tal, então muitas vezes estraga muita coisa por causa da intervenção. Então existe o conceito do expert non-intervention, que é o cara sentar lá e ter a capacidade de não fazer nada, de deixar o negócio rolar.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [51:46] Não é que a gente não vá fazer nada. Eu acho que a gente não pode...
Eron Falbo: [51:51] Estou falando em determinados momentos, não intervir. Deixar o negócio evoluir.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [51:58] É aquilo que eu estou dizendo. A ameba vai andando em direção a um rio. Do outro lado tem uma ilha. O que eu posso fazer? Criar uma ponte para a ameba não afundar. Mas eu não posso ficar recuando, fazendo a ameba seguir para a esquerda ou para a direita. Porque, senão, eu não vou ter oportunidade de aprendizado com as ocorrências. E ainda mais uma inteligência coletiva como é o próprio GBG, entendeu? Então isso é muito rico, é muito legal. E a gente tem o risco, sim, de dar com a cara na parede, a coisa não dá certo. Agora, fazer alguma coisa diferente que não seja por esse caminho, dificilmente nós vamos alcançar alguma coisa diferente que não seja num estilo de código aberto, como eu te falei, como se criou o Linux, como se criou uma Wikipedia, uma coisa assim, entendeu? Então a necessidade vai gritar para nós como um help para continuar vivo e seguir em frente. Aí nós vamos aprender.
Eron Falbo: [52:58] Perfeito. Bom, agora que acabou nosso tempo... você pode... O GBG tem site? Eu nem sei se tem, sei lá se tem, sites que eu uso, tudo.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [53:05] No WhatsApp, então, tem o Instagram, tem um Facebook que, se colocar lá Global Business Group, vai achar também, entra por ali. Mas eu acho que... o melhor representante terráqueo nesse momento do GBG se chama Eron Falbo. Que isso! É um cara que pode fazer essa... esse elo entre o...
Eron Falbo: [53:29] É, isso que eu gosto. É orgânico de verdade. É humano, né?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [53:32] É humano.
Eron Falbo: [53:33] A parada é humana. Então, quem me conhece, por favor, manda mensagem. Mas, para terminar, eu vou contar uma história breve, que eu acho que tem tudo a ver com isso, com essa parada que é a última coisa que a gente falou. Eu gravei com o produtor Bob Johnston, que foi o produtor do Bob Dylan, Simon & Garfunkel, Johnny Cash, etc. E, pô, tive esse privilégio enorme de gravar com ele. E eu perguntei assim: como que acontecia isso? Como é que você faz um Highway 61 Revisited, um dos melhores discos do Bob Dylan? Como é que você fez esse som acontecer? Aí ele... é muito simples: eu não faço nada, eu só ponho as pessoas certas juntas e eu não intervenho. Eu deixo elas seguirem, aperto gravar, e eu tento, quando a coisa está saindo, botar, que nem você está falando, uma ponte... construindo uma ponte. Então, assim, algumas das melhores coisas do mundo são feitas assim, especialmente quando ultrapassa barreiras, quando está fazendo... porque esses discos que o Bob Johnston gravou foram revolucionários. Na época, foram os primeiros discos a terem esse som, esse tipo de proposta. Era muito diferente do que já existia antes, naquele momento. Então, assim, fica essa dica para todo mundo: o GBG, que eu recomendo ao máximo, a única coisa no Brasil que existe, que eu saiba, do calibre, do tipo. E eu queria te agradecer, Mauro, por aceitar o convite, por fazer essa conversa com a gente.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [55:15] Pô, sempre um prazer, Eron. Estar contigo é um prazer inenarrável. E é sempre bacana a gente ter essa oportunidade também de difundir as nossas ideias, como a gente estava falando aí. A gente fala com a maior tranquilidade, até porque, como eu disse, não gostar da gente é um ato de imbecilidade que eu não posso perdoar. Mas é realmente só quem tiver interessado no GBG, fala com o Eron. E outro, também com a Brax, que é a Associação Brasileira do Cidadão Sênior, também a Brax, com o CSA final, que também é um tema muito bacana que qualquer hora a gente pode...
Eron Falbo: [55:56] Pode falar sobre isso, né?
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [55:58] Sobre isso, eu tenho muita curiosidade. Deixando as brincadeiras de lado, tenho atuado como conselheiro no Conselho Nacional do Idoso, na OAB. Sou presidente de comissão e faço parte também do conselho do direito do idoso aqui do Distrito Federal. Eu tenho bastante oportunidade de tocar nessas questões, no direito do idoso, a questão da curatela, decisão apoiada, são coisas que vão impactar bastante na nossa vida. Então, quem quiser também acompanhar, tanto a Brax quanto o GBG, acompanhar a Rede Jura, que é aquela rede de escritórios de advocacia que a gente formou em 2002, também, nós estamos aí à disposição. Trocar ideia é a melhor coisa do mundo. Tentar compreender o outro e ser compreendido é uma coisa também que vicia. Então, a gente está aí para interagir. E, por favor, quem é chato, não se apresente nos pontos, porque nós somos o máximo, queremos viver feliz com a vida. E é por isso que nós estamos aqui com o Eron, se divertindo, brincando, porque a vida é realmente essa comemoração que a gente tem que renovar a cada dia, né? E trazer o bom humor, a alegria e os propósitos, né? Amém.
Eron Falbo: [57:24] Assina embaixo.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [57:25] Sempre alegre e inspirante, né? E muito bacana, Eron. Valeu aí pelo programa.
Eron Falbo: [57:32] Valeu, Mauro. Obrigadão. Vem para o Rio de Janeiro visitar, por favor. Estamos esperando aqui. Agora tem lugar para você ficar, o que você quiser aqui.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [57:42] É só levar uma cama.
Eron Falbo: [57:43] Não, aqui... agora... nesse momento não tem, mas está chegando. Só estou falando que eu tenho espaço.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [57:54] Eu comprei umas redes lá no Ceará.
Eron Falbo: [57:57] Agora dá para fazer uma rave aqui, não tem nada.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [58:02] Pô, quem sabe, né? É uma ideia, né? Já pode começar a pensar ali. Tá bom, Herói. Grande abraço.
Eron Falbo: [58:08] Beleza, mano.
Mauro Moreira de Oliveira Freitas: [58:08] Tô com saudade de te ver, tá?
Eron Falbo: [58:10] Igualmente. Tudo de boa, Mauro. Valeu. Abraço. Boa noite.
No Alvo com Eron Falbo · episódio #27 · todos os episódios