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#21 O que vai além da consciência humana

com Eduardo Chianca · 15 de out de 2020

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Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio, com revisão automatizada parcial. Os nomes dos interlocutores foram atribuídos automaticamente. Em caso de dúvida, o áudio do episódio prevalece.

Apresentação do convidado Eduardo Schianca (0:00)

Eron Falbo: [0:00] Olá, boa noite, pessoal. Vai começar agora a entrevista com o Eduardo Chianca, especialista na consciência humana. Então, queria dar boas-vindas a todos os nossos amigos que estão presentes com a gente hoje. Estou aqui com o Eduardo Chianca. É assim que pronuncia mesmo? Chianca? Chianca. Ele passou seis anos numa prisão na Rússia por levar a Ayahuasca para o país. Ele pesquisa o assunto... Três anos? Três anos, mas seis não? Ah, três anos, mas já tá bom, né? Ele pesquisa o assunto da consciência humana há mais de 30 anos. Deixou uma célebre carreira como engenheiro elétrico para se dedicar à terapia holística. Seja bem-vindo, Eduardo. A gente conversou brevemente no telefone, deu para sentir que você está totalmente dedicado a isso. Bom, você já está há muitos anos fazendo isso, mas deu para ver que você, vamos dizer, tem uma paixão muito grande e está com o coração totalmente entregue a isso. Então, você está focado e está para valer mesmo. Isso já é um ótimo começo para falar para o pessoal que está assistindo. A gente está falando aqui com um homem que está realmente morando no mato, está longe de tudo agora. Eu queria te perguntar, acho que é a primeira coisa, Eduardo, se você puder me responder. Na prisão na Rússia, eu queria ter um pouquinho do sentimento que você teve lá. Você ficou muito estressado, você viu isso como uma coisa negativa ou positiva na sua vida depois do fato?

Prisão na Rússia por Ayahuasca (1:26)

Eduardo Chianca: [1:49] Bom, primeiramente, as coisas importantes da nossa vida, como os pais que nós temos, o cônjuge e os filhos, eu tenho filhos, tenho netos... Então, todos esses eventos importantes da vida não acontecem por acaso. Ela tem toda uma razão de ocorrer. E a pessoa tem, normalmente, na sua jornada neste planeta, uma rápida jornada, porque, se você durar 100 anos, ainda é pouco. Então, a primeira parte da vida é basicamente para resolver essas questões pendentes de vidas passadas. E depois, o que vai motivar a pessoa é um serviço a um talento que você tem naturalmente, que seria o propósito da sua vida. Então, no meu caso, eu tinha várias questões de vidas passadas, não sei se as pessoas acreditam. Eu não acredito, costumo brincar, porque eu lembro de oito encarnações. Então, a gente não fala que acredita, a gente só fala que acredita naquilo que tem dúvida. Como eu lembro, eu digo: eu sei. Eu não acredito. Então, eu tinha uma razão evolutiva de resolver essas questões. O primeiro ano foi terrível, porque pesava sobre a minha cabeça cerca de 15, 20 anos de prisão, apesar de eu ser inocente, porque o chá da Ayahuasca não é narcótico. Ele é legal na Europa, na Rússia, mas tem uma substância psicoativa que é o DMT, ou triptamina, da folha da Ayahuasca. E na Rússia, o DMT é um narcótico, e corretamente é um narcótico.

Eron Falbo: [4:04] Mas você diz o DMT que se fuma, né?

Eduardo Chianca: [4:11] Que se fuma, exatamente. Então, é um narcótico. Quando eu cheguei na Rússia, depois de 15 viagens... já fui à Rússia e a vários países, estava de passagem para Moscou, na direção da Ucrânia. Aí me deram o chá, e aí vira a presença do DMT. Então, aí começou todo o processo. É um teste, uma prova de guerreiro, na realidade.

Eron Falbo: [4:40] Como é que eles detectaram o DMT? Onde foi? Porque tem que ter um laboratório para detectar DMT dentro de uma planta.

Eduardo Chianca: [4:51] Eles têm lá no aeroporto uma fitinha colorida que deve ter a reação que vai indicando os narcóticos. Então, quando ele coloca aquela fitinha na garrafa mesmo, aí identifica que ali tem a presença do DMT.

Eron Falbo: [5:09] Não é coisa de se saber, não.

Eduardo Chianca: [5:11] Então, o primeiro ano foi esse desafio, várias prisões muito difíceis. Mas, depois que eu tive a primeira condenação, o primeiro julgamento, que foram seis anos, eu relaxei, porque eu falei: seis anos eu me garanto, entendeu? Aí eu comecei a escrever. Então, eu tratei a prisão como um retiro espiritual.

Eron Falbo: [5:45] E eu escrevi... Essa coisa de você passar por três prisões no primeiro ano, isso foi pré-julgamento? Você ficava indo para prisão de delegacia? Como é que funcionou isso?

Eduardo Chianca: [5:58] A primeira semana foi prisão de delegacia, depois vai, leva para uma penitenciária, leva para outra... é o cardão da Rússia. Aí ele vai, e você faz um turismo.

Eron Falbo: [6:09] E você aprendeu a falar russo? Você já sabia? Como é que era?

Eduardo Chianca: [6:13] Não, eu me isolei completamente. Não me envolvi. Eu fiquei dentro de uma bolha mental.

Eron Falbo: [6:24] E você já não bebia álcool, ou você bebeu vodca nesse tempo, pelo menos?

Eduardo Chianca: [6:30] Não, eu não bebo álcool desde 2006. Nenhuma droga, água.

Eron Falbo: [6:37] É, desde 2006? Caramba! E como é que você está sorrindo agora, então?

Eduardo Chianca: [6:46] Olha, o álcool não faz bem.

Eron Falbo: [6:50] Estou brincando, é verdade.

Eduardo Chianca: [6:53] Eu tenho o maior cuidado, porque o que diferencia o ser humano é sermos mentais, ter uma mente criativa. E o álcool e a maioria dos narcóticos... eu sou totalmente contra narcóticos, não é questão de moral, é questão de se faz bem para a pessoa. Então, a gente não tem julgamento, mas, se a coisa não faz bem para o cérebro, que é a coisa mais importante que nós temos, então deve-se preservar, nesse contexto, de ter uma mente clara.

Eron Falbo: [7:33] Entendi. E o que você fazia, então, para aliviar um pouquinho a dor de ficar preso? Porque eu pergunto isso porque imagino que muita gente presa arruma outras distrações, né? Você lia muito, escrevia, né? Isso que você tá dizendo.

Eduardo Chianca: [7:49] Eu só escrevia, porque não tinha o que ler.

Eron Falbo: [7:51] Ah, você não tinha acesso a livros, né? É uma das perguntas que eu ia te perguntar.

Eduardo Chianca: [7:55] Não. Não tinha livro, não tinha internet, não tinha televisão, não tinha nada.

Eron Falbo: [8:00] E foi em que ano isso?

Eduardo Chianca: [8:01] Mas isso começou em 30 de agosto de 2016. E voltei para o Brasil em dezembro de 2011. Depois teve uma apelação lá na Rússia e caiu para três anos. Então, seis anos virou três anos. Então, foi uma prova de guerreiro, que eu gosto de falar. Eu lembro de uma encarnação como guerreiro Cherokee, pele vermelha. Então, foi a minha prova de fogo. E desenvolvi muito a intuição, como se eu tivesse ido para um monastério no Tibete, entendeu? Só que dentro de uma prisão. O importante, quando você expande a sua consciência, na realidade, o que acontece no teu entorno não te afeta. Você estando em paz, dependendo da situação, você pode até estar com uma doença grave, terminal, mas se você estiver em paz, você está bem.

Eron Falbo: [9:15] Então, uma coisa que eu queria te perguntar é sobre... vamos dizer, antes de você entrar na prisão, o que tipo de transformação você passou. Dentro da prisão, você saiu uma outra pessoa, uma pessoa mais forte. E como é que foi esse processo dentro de você? Tenho certeza que a gente... Se a gente, outro dia eu estava correndo, eu corro todo dia de manhã, caí no chão e me machuquei, e depois já aprendi muito com isso. Então, imagina passar três anos numa prisão russa, sem falar russo e tudo mais. O que eu quero entender é como foi essa transformação. Quem você era antes e quem você é depois?

Transformação espiritual durante o cárcere (9:19)

Eduardo Chianca: [9:56] Durante a nossa jornada na Terra, o nosso propósito de encarnar na Terra como almas, a alma que encarna... Eu sei que eu tenho uma linguagem que talvez não seja comum para as pessoas, não sei, para os seus seguidores, mas a alma que encarna na Terra tem um propósito. É como se esse planeta fosse uma ilha azul perdida nos confins do universo, como se fosse uma escola. E a gente vai para uma escola para aprender, para evoluir. E existem as provas, e a prova é para comprovar se você realmente aprendeu. Então, o processo de sofrimento que é parte da dualidade em nosso planeta, porque a gente vive num planeta que beira o caos. Se você olha em termos militares, em termos políticos, em termos econômicos, em termos mais variados, é um planeta muito desigual, um planeta lindo com uma humanidade louca. Se você analisar assim, é uma humanidade de baixíssimo nível de consciência. Então, o sofrimento, vamos dar o exemplo da pandemia. A pandemia, o Covid-19, trouxe uma dose imensa de sofrimento, de dor e de morte. Mas, ao mesmo tempo, ela trouxe um fator evolutivo, que é para as pessoas pararem e refletirem. Tipo assim: o que estou fazendo aqui nesse planeta? O que estou fazendo da minha vida? Porque a gente vê que grandes parcelas da humanidade vivem em prol do supérfluo, do vazio, da distração, que não agrega nada para a sua alma. Então, esses movimentos de sofrimento, no caso da pandemia criada pela própria natureza, obrigam a pessoa, pela dor, a se questionar, a se autoconhecer. O que estou fazendo aqui? Há uma expansão da consciência. Então, a prisão, para mim, foi nesse sentido, porque você ficava ali e eu ficava lá beirando a morte, morrer numa prisão na Rússia, num ambiente muito agressivo, dentro de uma cela de 3 metros por 4 com 10 pessoas.

Eron Falbo: [12:47] Você dividia a cela com mais 9 pessoas?

Eduardo Chianca: [12:54] É, a média era essa. Uma celinha 3 por 4. E não pode ficar só, porque, se ficar sozinho, os caras se suicidam. Então, tem sempre que estar acompanhado. Então, Eron, todas essas coisas me propiciaram que eu parasse por um ano e escrevesse três livros. Um livro é a grande síntese aquariana, que são 108... 38 temas variados, temas holísticos, sobre a consciência, sobre saúde holística, a decodificação do livro Apocalipse, Apocalipse de João, que é o momento que nós estamos vivendo agora, e uma pequena história da humanidade, esse livro a gente deve publicar o ano que vem, e um programa recebido canalizado, um programa espiritual chamado MAP, que significa Movimento Ascensional Planetário, que é um programa com a ajuda de seres de luz. Eu sei que esse assunto aqui talvez...

Livros escritos e seres de luz (13:12)

Eron Falbo: [14:08] Não... Fica à vontade.

Eduardo Chianca: [14:10] Não seja um impedimento. Mas existem seres de luz, quem pesquisar sobre Pleiadianos, Sirianos, são consciências angélicas, que estão procurando ajudar a humanidade nesse processo que se chama de transição planetária, que começou a partir do ano 2012, a nova era de Aquário. Então, esses seres de luz, como se fossem anjos, não têm corpo, não são extraterrestres, são apenas consciências, que estão procurando ajudar a humanidade a purificar os seus chakras, os seus corpos sutis, que se chama de alma. Então, foi de uma riqueza imensa. E eu só tenho a agradecer por ter passado por essa experiência, recebi imensas ajudas. Primeiro, da minha esposa Patrícia, que fez um trabalho fantástico de ordenar tudo, a minha defesa. Teve até o presidente do Brasil, Michel Temer, que se envolveu no assunto. Receber apoios, receber muitas orações que ajudam. É impressionante, você sente o conforto da oração. Nós temos muitos amigos, muitos terapeutas, alunos, vamos dizer assim, dessa terapia Frequência de Luz, que é este livro aqui. Então, todo esse movimento foi um grande aprendizado para mim, e que eu tenho o maior prazer e a maior honra em partilhar com outras pessoas, porque existem muitas pessoas, principalmente os mais jovens, que estão no meio dessa matrix materialista contemporânea, e eles estão se questionando: o que eu estou fazendo aqui neste planeta? Porque, se você observa, o nível de riqueza material, vamos dizer assim, para grande parcela da humanidade, é adequado para a sobrevivência. Mas o que você vê é que são pessoas com depressão, com síndrome de pânico, vazio existencial, ansiedade, níveis altíssimos de suicídio, principalmente nos Estados Unidos, nos países mais ricos. Por quê? Porque não é que o corpo físico está doente, é a alma que está doente. E as pessoas estão nesse processo.

Pandemia física versus pandemia emocional (16:51)

Eron Falbo: [16:51] Uma coisa que eu percebi muito nessa pandemia é que as pessoas se preocuparam muito, entraram em pânico por causa do corpo físico. Quando se fala de pandemia, de doença, as pessoas entram em absoluto pânico, com medo do corpo ficar em dor, ou morrer, ou ter... Eu vi até jovens... A estatística diz que jovens até 45 anos de idade, estatisticamente, a pandemia tem o mesmo risco de morte que você dirigir para o trabalho 15 km por dia. Mesmo assim, as pessoas ficaram em absoluto pânico, porque tem a ver com o corpo físico. Agora, quando a gente fala até do corpo emocional, corpo mental, quando fala sobre ética, que talvez é você fazer mal para você mesmo em termos de alma, em termos da sua própria consciência, as pessoas não dão essa importância toda. Então, se você chega em casa com o braço sangrando e fala para sua esposa "meu braço está sangrando" (não estou falando da sua esposa especificamente, mas no geral), poxa, o braço sangrando, todo mundo da casa se mobiliza para te ajudar. Mas você chega um dia em casa e fala "estou triste", aí eu falo "pô, se vira, vai trabalhar", porque seu corpo emocional está machucado. As pessoas não levam a sério, mas é uma coisa que a gente está aprendendo na sociedade, dá muito mais valor, depois da ascensão da psicanálise e tudo mais. Mas, mesmo assim, a gente ainda é muito materialista, dá muito valor ainda ao corpo físico, você não acha?

Eduardo Chianca: [18:43] Exatamente. Eu tenho, no nosso site frequenciadeluz.org, a parte de publicações. Quase semanalmente eu escrevo um artigo, e um dos que escrevi foi sobre a pandemia emocional. É exatamente isso que ele está se referindo. Além da pandemia física, do vírus, do coronavírus, existe uma pandemia emocional. É exatamente isso, que é tão grave quanto a pandemia física, porque é a parte emocional que controla, vamos dizer assim, o seu fluxo energético, que vai permitir que você tenha saúde física, né? Então, a própria medicina já relaciona isso, os aspectos mentais com os aspectos psicossomáticos.

Eron Falbo: [19:38] E a psicologia deixa isso muito claro, o tanto de influência que tem o nosso inconsciente sobre o nosso bem-estar, nossa saúde, inclusive física, né? Coisas psicossomáticas ou não. Então, independente... Eu vejo que você tem uma facilidade muito grande de falar de outras vidas, de anjos, não sei exatamente como é que fala, mas você vem de uma carreira em engenharia elétrica. Então, certamente houve uma transição, um período de transição, onde você era uma pessoa que talvez se identificava mais com o cérebro esquerdo, o hemisfério esquerdo do cérebro, e aos poucos foi fazer uma transição para o direito, e hoje em dia provavelmente para a glândula pineal, está mais no centro das coisas aí. Mas eu queria saber como é que foi esse processo lá no início, quando você provavelmente tinha alguma restrição. Você era cético. Como é que foi esse processo de você deixar de ser cético para se tornar uma pessoa que fala com tanta naturalidade de coisas que outras pessoas nem acreditam, vamos dizer, necessariamente.

Trajetória de cético a místico (19:53)

Eduardo Chianca: [21:02] Bom, a gente... No meu caso, até os 35 anos, eu era cético, materialista. A minha carreira profissional foi na universidade, logo quando me formei, aos 23 anos. Fui um jovem professor universitário muito precoce. E, aos 24 anos, entrei na IBM e trabalhei nela há 20 anos. Trabalhei em vários laboratórios da IBM na Itália, Estados Unidos, Japão, etc., quer dizer, trabalho analítico de engenharia, do hemisfério esquerdo. Não acreditava na reencarnação, materialista, carreira, dinheiro, poder, entre aspas. Isso funcionou bem até os 35 anos.

Eron Falbo: [21:50] A minha idade é isso, 35 anos.

Eduardo Chianca: [21:55] Então, aos 35 anos, eu vi uma foto de crianças morrendo de fome em Biafra, milhares de pessoas morrendo de fome. E até aquele momento, eu acreditava que havia um Deus bom e justo, mas não acreditava na reencarnação. Então, aquilo me chocou, porque como é que poderia ter tantas crianças ao mesmo tempo, na mesma localidade, negras. Falei, então, não tem justiça no universo, não tem Deus. Se tiver Deus, é um Deus perverso e que é racista, porque eram só crianças negras. Então, eu, tipo assim, dei um berro. E foi assim, qual a verdade da vida? Fiz essa pergunta para mim mesmo. Isso foi em 1985, tinha exatamente 35 anos. E aí comecei a fazer uma busca intelectual, lendo biografias, por cerca de um ano, li umas 50 biografias de várias pessoas famosas. E aí, lendo Pitágoras, que foi um grande filósofo, que eu conhecia como um grande matemático, com muita admiração, aí descobri o Pitágoras, o místico. Falava do porvir, das pitonisas, da comunicação entre as entidades, espíritos encarnados e desencarnados, a escola pitagórica, que era uma escola de mistério. E aí comecei a estudar, a partir daí, comecei a estudar religião. Na época, estudava teoricamente, e naquela época da IBM eu tinha 150 funcionários, engenheiros muito inteligentes, de todas as religiões, islamista, islã, muçulmano, judeu, católico, testemunha de Jeová, ateu, tinha de tudo, espírita. Então, fui estudando, chamando essas pessoas para a minha casa no final de semana e começava a entender. Então, a moral da história é o seguinte: que todo mundo, em sua religião, em seus sistemas de crenças, acha que ele é o dono da verdade, e os outros estão errados. E aí todo mundo pensa assim, qual é a moral da história? A síntese é que ninguém está com a verdade, porque só ele acha, pela ótica, pela visão dele, que ele é o dono da verdade. Então, eu tive uma experiência mística, logo depois desse processo de busca muito intenso, que foi sair do corpo. Isso foi em 11 de fevereiro de 1987. Eu saí do corpo, eu nem sabia que existia isso, eu achei até que tinha morrido, e eu via o planeta Terra de cima. Então, é o que se chama hoje de projeção astral. Eu nem sabia que existia. Aconteceu naturalmente. E foi essa experiência transcendental, que não tem palavra para exprimir o que é, ela é inefável, que fez a minha transformação. E aí comecei uma busca espiritual mais consistente. Depois pedi para sair da IBM, fui para Paraíba em 2006, desculpa, em 1993, e em 2006 larguei tudo e me conectei com esses seres de luz, e criei, com esses seres de luz canalizados intuitivamente, essa terapia de frequência de luz. E hoje, feliz, procuro ajudar as pessoas que estão na busca espiritual, na busca do autoconhecimento.

Eron Falbo: [25:48] Você conhece a Bárbara Marciniak?

Eduardo Chianca: [25:52] Bárbara Marciniak, Barbara Hand Clow, conheço.

Pleiadianos e níveis de consciência (25:53)

Eron Falbo: [25:57] Você tem contato com ela? Como é que funciona isso?

Eduardo Chianca: [26:02] Não, mas elas são canais pleiadianos muito importantes. A Barbara Hand Clow foi quem trouxe a Agenda Pleiadiana.

Eron Falbo: [26:17] Para quem não sabe, as Plêiades são, ou seres mitológicos, ou estrelas. São um grupo de sete estrelas que existe do lado da constelação de Órion, ali para... Era dentro da constelação de Touro, mas do lado de Órion. Órion vai apontando para ela, e a premissa é que existem seres que habitam esses planetas, sistemas solares dentro dessas estrelas, em algum lugar dessas estrelas. Que são... me corrija se eu estiver errado, estou tentando ver o que eu sei sobre isso. E são, vamos dizer, primos distantes da humanidade. Está mais ou menos certo isso ou não?

Eduardo Chianca: [27:20] Primeiro, parabéns, você andou fazendo o dever de casa. Muito bem. Vamos fazer uma analogia que é mais fácil para a gente compreender. Vamos olhar para a Terra. Tudo tem consciência. Então, o mineral tem consciência, o reino vegetal tem consciência, os animais répteis têm consciência, os animais mamíferos têm mais consciência, e o ser humano tem mais consciência do que esses outros seres. Só que também existem seres espirituais angelicais. Se você estuda as tradições religiosas, o Antigo Testamento hebreu, o Novo Testamento cristão, do hinduísmo, aparece a imagem, a figura do chamado anjo. O que significa anjo? Anjo é um mensageiro, é isso que vem no significado. É um ser, uma consciência que nunca encarnou na Terra, só tem mente, e ele procura ajudar a humanidade, respeitando o livre arbítrio de cada um. Como o nosso sistema solar: ele é como se fosse a oitava estrela pendurada na constelação das Plêiades. E a estrela principal é a Alcyone. A partir de 1987, começou o alinhamento do sistema solar com a estrela Alcyone, das Plêiades. E gerou um campo chamado Cinturão...

Eron Falbo: [29:17] A Alcyone é a mais brilhosa, né, das sete estrelas?

Eduardo Chianca: [29:21] Exatamente. Ela é a principal, e as outras estrelas gravitam em torno dela, como se fosse um sol. A gente tem aqui o sol, e os sistemas, os planetas girando em torno do nosso sol, chama-se sistema solar. No caso de estrelas, que é o caso da constelação, então existe uma espiral, existe a estrela principal no meio, e existe uma espiral de sete estrelas visíveis, que a gente enxerga da Terra. Por isso que na Bíblia, no Apocalipse e em vários livros, ela é chamada de sete estrelas. Então, esses seres, essas consciências... mas antes de chegar nessas consciências, então, na Terra ainda, nós temos as consciências de vigília, como agora, que nós estamos aqui encarnados, mas já tem um outro nível de consciência quando a gente dorme, está no sono. É como se fosse um mundo paralelo.

Eron Falbo: [30:26] Mas uma das minhas dúvidas é por que precisa estar localizado geograficamente, não está certo, mas localizado fisicamente, vamos dizer, em estrelas, né? Porque, se são seres que são mensageiros de consciência, por que eles estão localizados em algum lugar? Porque localização é físico, né?

Eduardo Chianca: [30:50] Não, é um campo magnético.

Eron Falbo: [30:52] Mas campo magnético é físico, né? Uma das minhas dúvidas é o seguinte: se tem essa teoria de que existem seres em um certo lugar, nesse grupo de estrelas, vamos dizer, eles estão atrelados, de alguma forma, àquele grupo de estrelas? E por que aquele grupo de estrelas? E se estão atrelados àquele grupo de estrelas, eles não seriam, de alguma forma, físicos?

Eduardo Chianca: [31:24] Não, não. Por exemplo, o ser humano, a mente humana, ela não é física. A emoção humana, tão importante, não é física.

Eron Falbo: [31:37] Mas ela está atrelada ao corpo físico do ser humano. Então, é isso que eu estou perguntando: qual é o corpo que está atrelado?

Eduardo Chianca: [31:41] Chega lá. Quando a gente desencarna, quando a gente morre, todos nós vamos morrer, você, tão bonitinho aí fumando seu charuto, vai morrer. Então, quando a gente morre, a gente perde o corpo físico, mas a consciência não morre. E a consciência é um campo vibracional, um campo magnético. Então, dentro dessa consciência magnética, existem seres mais avançados, como tem os arcanjos.

Eron Falbo: [32:19] Essa parte eu entendi, mas é porque, assim, você derivou essa consciência eterna que se transporta através de corpos físicos humanos. Aí o que eu quero entender é qual é o corpo físico que está atrelado à consciência dos Pleiadianos, como é que chama? Pleiadianos?

Eduardo Chianca: [32:41] Pleiadianos. Vamos lá. Observe que nós estamos em um planeta, num estado de dualidade, de livre-arbítrio, onde a gente pode fazer o bem e pode o mal.

Eron Falbo: [33:00] Fazer. E os anjos não, né? Isso é até da domesticismo.

Eduardo Chianca: [33:05] Isso. Então, esse estado de consciência 3D, terceira dimensão, do corpo da matéria, e do estado de sono ou do estado desencarnado, 4D, que é a linha do tempo, são estados de dualidade, de livre-arbítrio e da lei do karma, quer dizer, o que você faz, você paga. Mas tem um momento em que você aprendeu, evoluiu a sua consciência, e você só faz o bem. Então, é o que, na teoria do Jung, você acessa o ser humano superior.

Eron Falbo: [33:50] Mas aí você está além do tempo e espaço, não está? Mas se você está ali, por que você está num grupo de estrelas específico?

Eduardo Chianca: [33:59] Vou chegar lá. Então, quando o ser humano transcende essa dualidade pela evolução da consciência e ele se conecta ao superior, ele para de vibrar a sua alma, vamos chamar assim, numa vibração baixa de terceira e quarta dimensão. Então, ele para de reencarnar, é o que se chama, na tradição do hinduísmo, de sair da roda de samsara, que é a roda das encarnações. Então, nós mesmos, um dia, vamos atingir esse estado de consciência desperta, é o que se chama de consciência desperta, da quinta dimensão. Então, esses seres celestiais estão nesse nível de consciência que é acima da dualidade, e não existe mais a necessidade da encarnação num regime de livre-arbítrio. Então, o ser humano, um dia, todos nós chegaremos lá. Então, é esse o propósito de você vir à Terra: é sair e vivenciar uma experiência na matéria, encarnado e sem memória. Porque, quando a gente dorme, quando a gente se encarna, a gente lembra das vidas passadas. O problema é quando se acorda, esquece, e só vê um sonho e vai embora. Deu pra entender?

Eron Falbo: [35:26] Essa parte eu entendi, mas tudo bem, vamos deixar isso de lado um pouquinho, porque a gente tem 15 minutos e eu acho que eu gostaria de entrar um pouquinho no... Se você não se incomodar, eu sei que você já participou, eu acho que eu li em alguma entrevista sua, de centenas de sessões de Ayahuasca, tá certo? Não, porque, assim, eu também já participei de algumas, não tantas assim, mas eu tenho uma boa experiência, vamos dizer, para a minha idade, de Ayahuasca. E eu, no começo, quando eu comecei a entrar dentro desse mundo de Ayahuasca e do Santo Daime e coisas do tipo, eu era muito classicista. Ainda sou classicista, mas eu era extremamente classicista. Eu gostava muito de Platão e mitologia grega, estudava grego e latim, esse tipo de coisa. Então, eu lembro que a primeira experiência significativa que eu tive de Ayahuasca, eu tive uma conversa muito extensa com a deusa Atena, que inclusive está ali, aí no canto, ali é uma estátua da deusa Atena. E, assim, a minha questão para você é o seguinte: eu hoje percebo essa coisa toda como uma projeção da linguística do meu cérebro, vamos dizer. O sistema linguístico do meu cérebro, como foi educado por mitologia grega e filosofia e classicismo e tudo mais, a interface que eu tinha com a parte mais sutil e de sabedoria do meu cérebro, a glândula pineal, o DMT, essa coisa que sobressai o plano físico, plano de tempo e espaço, essa interface veio com a vestimenta da linguística que eu tava acostumado a digerir, vamos dizer. Assim como, sei lá, a Bíblia fala em termos humanos pra gente poder entender uma coisa que tá acima dessa terra, mas fala sobre Abraão, Jacó, fala sobre personagens que aparentam ser desse mundo físico, mas na verdade tá dando um mapa sobre um mundo astral, um mundo cósmico, um mundo espiritual, né? Então, o que eu queria perguntar pra você é: como que você sabe que essa ideia de Pleiadianos não é só uma projeção, uma interface, uma forma linguística que foi a vestimenta da sua experiência, do seu cérebro? Como é que você difere isso de uma realidade objetiva?

Ceticismo sobre experiências com Ayahuasca (35:42)

Eduardo Chianca: [38:16] OK. Na Ayahuasca, o chá da Ayahuasca, ele é um catalisador, um potencializador, um amplificador da sua própria consciência, de forma multidimensional. Quando a gente bebe o chá, dependendo da cerimônia, altera a sua frequência cerebral, porque, no momento atual, a gente está na frequência beta, frequência alta cerebral. Quando a gente relaxa, vai pra Alpha, quando dorme vai pra Theta, depois vai pra Delta, já é sono leve e sono profundo, respectivamente. Então, o chá da Ayahuasca, ele leva você conscientemente como se estivesse dormindo. E as informações, porque veja bem, olha a palavra informação, ela traz forma, porque a gente encarnado vive no mundo da forma. Mas, quando você toma o chá, você entra no astral. Quando você entra no astral, o astral é arquetípico e simbólico. Então, dependendo da sua tradição, que não é no cérebro, você falou no cérebro, não é, é na mente. E a mente se propaga ao longo do tempo, porque a quarta dimensão é o tempo. Quem definiu isso como o tempo, como a quarta dimensão, foi o Albert Einstein, na teoria da relatividade. Então, quando a gente toma o chá, aí você, dependendo da sua história de vidas passadas... então, claramente, você deve ter tido vivências, experiências no mundo grego, é essa informação arquetípica, simbólica, que vem para a sua consciência, entende? A minha vivência passada é muito mais...

Eron Falbo: [40:13] Eduardo, você está falando em termos de coisas... Ah, é assim, não é no cérebro. Mas, pelo que eu entendo da pesquisa que existe, existem teóricos hoje em dia que propõem que a consciência não é no cérebro, outros teóricos que propõem que não há consciência sem o corpo. Não há como haver consciência sem o corpo. Então, assim, a minha pergunta para você: você está falando que não é dentro do cérebro, como é que você tem certeza que não é dentro do cérebro? Como é que você sabe que não é o seu próprio cérebro projetando isso para você?

Eduardo Chianca: [40:49] Não, porque veja bem, pega um exemplo prático: uma pessoa anestesiada, com o movimento cerebral zero, totalmente zerado, e a pessoa assiste, por exemplo, a sua própria cirurgia. As experiências de quase-morte comprovam isso. Esse princípio de que a mente é do cérebro...

Eron Falbo: [41:14] Eu não sei se isso prova isso. Talvez partes do cérebro não precisem de movimentação cerebral para funcionar. Pode ser uma forma de explicar isso.

Eduardo Chianca: [41:26] Ok, vamos tentar explicar. Vamos imaginar um celular, que é um computador. O celular é o hardware, que é o cérebro, mas quem faz o hardware funcionar é o software, são os aplicativos, que é a mente. Então, é muito claro, e já tem várias comprovações de que é a mente sobre o cérebro, não é o contrário. Tanto é que a mente sobrevive à morte física.

Eron Falbo: [41:59] No exemplo que você deu do celular, o software só funciona se tiver o hardware.

Eduardo Chianca: [42:07] É claro, mas quem controla o hardware é o software.

Eron Falbo: [42:10] Perfeito, mas eu estou falando sobre o divórcio do hardware e do software. Isso aí, não existe nenhum software no mundo que está acontecendo sem um hardware.

Eduardo Chianca: [42:24] Isso. Mas o que permanece, o que controla, é o software.

Eron Falbo: [42:32] Isso eu concordo. Essa é a interface. É isso que importa em termos de hierarquia, vamos dizer, de controle. O hardware só está lá para estruturar, para poder dar uma arena onde o software vai agir. Só que o que eu tô dizendo é que em qualquer exemplo que a gente tem nesse mundo, a gente sempre tem os dois juntos. Se você tira o hardware, o software morre. O software desaparece. Aí eu tô falando: como que você sabe que essa consciência que seria o software pode sobreviver? Eduardo, falando nisso, eu também acredito nisso que você tá falando. Eu tô perguntando isso pra você pra gente chegar a alguma conclusão. Eu também acredito nisso. Porque, assim, é complicado dizer, mas como você estudou isso tanto, eu queria entender como que você chegou a essa certeza de que o software vive sem o hardware.

Debate entre mente, cérebro e consciência (43:32)

Eduardo Chianca: [43:40] Ok. Se você olhar o ser humano atual, 98% da humanidade é destra. Você é canhoto ou destro?

Eron Falbo: [43:50] Eu sou destro.

Eduardo Chianca: [43:52] Destro. O destro significa que o hemisfério dele, dominante, vamos dizer assim, aqui no cérebro, tem dois microprocessadores: um racional, lógico, analítico, materialista, e um outro intuitivo, criativo, que faz as revelações. Certo? Então, se você analisa, eu sou canhoto. Eu nasci com o meu cérebro intuitivo mais ativado do que o racional do engenheiro. Então, se você observa, 98% dos cientistas da humanidade como toda...

Eron Falbo: [44:30] Mas 98% dos seres humanos são destros.

Eduardo Chianca: [44:35] São destros. E isso é a demonstração de um grande desequilíbrio cerebral. Porque o que funciona nele, que predomina, é o aspecto materialista da sua mente. Enquanto que a pessoa que tem o hemisfério direito intuitivo, ele tem uma percepção da totalidade muito maior do que a pessoa que só tem a metade, só tem um processador funcionando em vez de dois. E a maioria dos cientistas renomados que existem, eles são materialistas. Ele só trata do mundo da matéria. E como ele desconhece, ele ignora o aspecto intuitivo. Ele rejeita, porque é assim que funciona a ciência. Ela funciona por modelos, por paradigmas. O Albert Einstein dá um bom exemplo, um dos grandes, maiores cientistas que encarnou nesse planeta. Fez grande descoberta e cometeu um grande erro, que foi construir a bomba atômica. Mas vamos entrar nessa discussão. Ele disse assim: eu penso 99% do tempo com a minha mente brilhando, e nada acontece. Quando eu relaxo, isto é, que baixa a frequência cerebral, é que fluem as intuições. Então, quando eu estava na prisão, era como se eu acessasse uma internet cósmica, que as pessoas desconhecem, porque o conhecimento que existe é um conhecimento, pode analisar, um conhecimento de segunda mão. Ele não é um conhecimento que você acessa através do seu eu superior.

Eron Falbo: [46:26] E é interessante que todos os grandes místicos têm aquele momento de passar 40 dias no deserto, passar um tempo meditando na montanha, passar um tempo no mosteiro, porque é pra poder chegar nessa baixa frequência, esse estado de receptividade, onde você pode receber essa sabedoria, vamos dizer, transcendental que te transforma. Mas assim, eu acho que você respondeu mais ou menos a minha pergunta, porque eu falei de Atenas e você falou que provavelmente eu tive vidas passadas, que eu usava toga em Atenas e tinha alguma experiência com isso, e por causa disso eu vim com esse amor pela Grécia, esse amor pelo mundo antigo.

Eduardo Chianca: [47:20] Sem dúvidas.

Eron Falbo: [47:21] Então você, talvez, pelas suas vidas passadas de Cherokee ou Lakota, Dakota, por isso que talvez você tenha essa ressonância com a, vamos dizer, a interface pleiadiana, essa forma de adquirir sabedoria. Mais ou menos, estou no caminho certo?

Eduardo Chianca: [47:45] Exatamente.

Eron Falbo: [47:46] Aí, vamos dizer assim... Por favor, desculpa. Não, pode falar, por favor. Nem lembro o que eu ia falar.

Eduardo Chianca: [47:57] Então, veja bem. A raça branca, que é a que domina hoje, a raça ariana, ela é uma raça predadora. Ela está destruindo a sua própria casa. A gente vê isso claramente. Os povos nativos, os peles vermelhas, são seres muito evoluídos em termos de consciência. Então, esses seres têm uma... Não vou nem falar algumas coisas aqui, porque isso não vem ao caso, mas tudo bem. Então, a humanidade, principalmente os jovens, eles estão buscando, tipo assim, descobrir as suas raízes ancestrais. E o chá da Ayahuasca, que é uma coisa imensa, a busca pela Ayahuasca em todos os países é imensa. Eu mesmo aqui no Instituto Pleiades, a gente faz cerimônias com europeus, ucranianos.

Rituais de Ayahuasca no Instituto Pleiades (48:26)

Eron Falbo: [49:04] E como são as cerimônias? Porque eu já vi de tudo, né? A ayahuasca eu já tomei em casa, já tomei com muita gente, já tomei com todo tipo de coisa que você imagina. Mas como é que vocês fazem no instituto de vocês? Como é que é o ritual?

Eduardo Chianca: [49:18] O ritual é numa tenda, no meio da mata, uma tenda onde tem um vórtice. Se você entrar no site institutopleiades.org, você vai ver as fotos de lá. Temos uma pousada organizada só para o pessoal que fica lá participar dos retiros espirituais, seminários de fraternidade, etc. Então, nós temos um ponto energeticamente muito elevado, que é um vórtice da Terra, como se fosse um chakra da Terra, uma construção na geometria sagrada, que amplifica a vibração. Temos muitos cristais. E a cerimônia, que eu sou o facilitador, o xamã, coordenador, o nome que quiser chamar, e o chá, que também é um amplificador. Então, as pessoas têm grandes experiências, grandes revelações, grandes transformações. Porque o objetivo do nosso processo de usar o chá não é para distração, não é para entretenimento, é um processo de cura e de autoconhecimento.

Eron Falbo: [50:31] E o processo em si que vocês fazem: as pessoas entram em uma fila, tomam o chá, uma dose, vamos dizer, depois cada um vai para uma espécie de caminha, com cobertor? Como é que é exatamente?

Eduardo Chianca: [50:49] Não. Nós fazemos um círculo dentro da tenda, cabe umas 40 pessoas no máximo. As pessoas ficam fazendo um círculo, como se fosse uma roda, e tomam o chá, corre o chá, e a gente toca tambor, faz alguns mantras, palavras de poder, no meio daquela vibração muito alta, que é a vibração da própria mata, a vibração forte. E a quantidade de chá é pequena. E, durante o processo, que dura umas duas horas e meia, a pessoa fica no silêncio, quatro vezes. E, no dia seguinte, aí volta quando termina. Começa novamente às oito horas da noite, vai até meia-noite. As pessoas se recolhem. A pousada, que é privativa para isso, dentro do instituto, cabe 30 pessoas. E, no dia seguinte, após o café da manhã, a gente faz uma partilha. A gente reúne todas as pessoas e as pessoas vão partilhando a sua experiência, que é uma coisa riquíssima, porque cada um passou por processos internos. E eu vou explicando o que aconteceu, tirando dúvidas, entende? Isso aí vai até meio-dia, uma hora da tarde.

Eron Falbo: [52:11] E como é que está sendo isso? Está sempre cheio o instituto? Como é que está o interesse? Está vindo gente de fora?

Eduardo Chianca: [52:21] Olha, por causa da pandemia, nós ficamos sete meses fechados, literalmente. Conheci a Bárbara nesse período.

Eron Falbo: [52:28] E você ficou totalmente isolado, não? Só para fazer uma pergunta.

Eduardo Chianca: [52:33] Fiquei totalmente isolado, escrevendo, revendo os inscritos lá da Rússia. E aí nós reabrimos agora, faz 15 dias.

Eron Falbo: [52:46] Então deixa eu anunciar para o pessoal aí: institutopleiades.org. Pleiades é P-L-E-I-A-D-E-S.org. Instituto, todo mundo sabe escrever. E se pode visitar, pode marcar, provavelmente deve ter uma agenda, que tem que marcar com antecedência. Aí pode se hospedar lá, então?

Eduardo Chianca: [53:12] Isso, tem alimentação, onde se hospedar.

Eron Falbo: [53:14] E quanto tempo você recomenda? Existe um programa específico ou uma recomendação de quanto tempo se deve ir?

Eduardo Chianca: [53:23] Recomendado no mínimo três dias. Geralmente, para o pessoal local aqui de Recife, a gente faz cerimônias no fim de semana, sábado e domingo. Mas o ideal são pelo menos três dias. E às vezes a gente faz cerimônias em formação de terapeutas.

Eron Falbo: [53:44] E para que tipo de pessoa você recomenda esse tipo de retiro, esse tipo de realinhamento mental, espiritual?

Curso Frequências de Luz e chakras (53:56)

Eduardo Chianca: [53:59] Olha, é recomendável para a pessoa que está na busca da cura e do autoconhecimento, da expansão da consciência. Porque a maioria das pessoas, como você sabe, vive presa no mundo da matéria. Só que isso não é o que a alma quer. A alma quer muito mais do que isso. Ela quer se expressar, ela quer ter um propósito evolutivo e não ficar na mesmice da normose. Normose quer dizer a doença de ser normal. Então, temos também o nosso site de terapia holística, chama Frequências, no plural, de Luz, tudo junto.

Eron Falbo: [54:48] E você tem um curso também, né? O curso Frequências de Luz. E esse curso fala sobre o quê, brevemente? Só para o pessoal conhecer, né? Conhecer o trabalho de vocês.

Eduardo Chianca: [54:59] A gente faz um estudo global, vamos dizer assim, dessa visão cósmica do ser humano, e nós somos muito mais do que isso. Fazemos um estudo de chakras, porque os chakras bloqueiam por razões diferentes. Aprende-se a fazer o diagnóstico dos chakras usando a radiestesia, usando o pêndulo: o chakra está harmonizado, está com pequeno bloqueio, bloqueio grande, etc., que tem um protocolo com a imposição das mãos para a harmonização dos chakras. Porque as doenças, na realidade, a doença física, a doença mental, a doença espiritual, emocional, é resultado de bloqueios energéticos. Se a pessoa está com seus chakras harmonizados, com seus campos energético, emocional e mental harmonizados, a pessoa não adoece. E vive bem, vive em paz. Então, como a medicina ocidental, a alopática, só trata o ser humano do ponto de vista físico, basicamente por especialidade, nunca é visto todo. Enquanto que o ser humano é como se fosse uma orquestra que tem que estar em harmonia, embora ela tenha centenas de músicos, centenas de instrumentos, mas se um instrumento da orquestra humana desequilibra, ela desequilibra.

Encerramento e recomendações finais (56:34)

Eron Falbo: [56:39] A gente já está terminando aqui, terminou nosso tempo, infelizmente, eu tinha várias outras perguntas aqui, mas eu queria dizer da minha própria experiência, só para, vamos dizer, encorajar as pessoas que talvez estejam em cima do muro, com uma curiosidade, um chamado, vamos dizer, para mergulhar dentro desse mundo e conhecer essa experiência de tomar o chá da ayahuasca. E eu, sinceramente, eu recomendo o Instituto Plêiades, não é porque eu conheço, porque eu não conheço pessoalmente, mas é porque eu sei da história do professor Eduardo Chianca, que está aqui com a gente, e eu sei que ele já passou por várias outras metodologias de ayahuasca. Então a pessoa muito madura que, vamos dizer, hoje faz isso de uma maneira... não do jeito que você recebeu inicialmente, me corrija se eu estiver errado, você aprofundou isso a mais, você levou mais à frente e você criou uma metodologia que você provavelmente considera mais saudável, mais eficaz para o buscador, para a pessoa que está buscando essa transformação espiritual. Então eu digo assim, a minha própria experiência, quando eu, vamos dizer, o antes e depois, antes de eu ter experiências com ayahuasca e depois de ter experiência com ayahuasca, em termos de conhecimento, a gente não muda muita coisa. Eu acho que o que muda significativamente, no meu caso, por exemplo, é que muita coisa que eu sabia, lendo Jung, lendo Platão, Pitágoras, qualquer misticismo, Kabbalah, qualquer coisa do tipo, você pode até gostar muito desse tipo de coisa, você pode estudar muito sobre o mundo angelical, o mundo espiritual, esse tipo de misticismo. Só que, tomando a ayahuasca, o incrível é que você tem uma experiência. Uma experiência ao vivo e a cores. Como é que pode se dizer isso? Você tem uma presença naquilo. Então você está acordado enquanto aquela coisa acontece. E, obviamente, você está passando isso junto com outras pessoas. Então você entende que aquilo é realmente uma experiência real e não uma esquizofrenia, não um outro tipo de coisa que você pode estar passando. E isso leva você a entender que, vamos dizer, Eduardo, só para ser leniente, que muita gente não acredita em corpo astral e qualquer coisa do tipo, mas mesmo se você não acreditar, você no mínimo entende que o seu cérebro ou sua mente tem muito mais camadas do que você achava que tinha antes. No momento que você passa por essa experiência, você entende isso na prática, que uma coisa é você teorizar isso, eu acho que é verdade, eu não sei se é verdade, aí fica no debate verbal, mas outra coisa é você viver essa experiência de fato, e aí não é uma questão de acreditar ou não acreditar, é uma questão de identidade, é uma questão de ter vivenciado. Então a diferença entre, por exemplo, sei que sua mãe pode não ser sua mãe, é claro, é verdade, você pode ter sido trocado no berçário, mas a sua mãe é sua mãe, porque você tem a identidade, essa identidade, né? Ninguém pode te convencer teoricamente que sua mãe não é sua mãe, porque não, né? Não faz diferença a teoria e o papo verbal, o que faz a diferença mesmo é a experiência da identidade, e eu acho que a ayahuasca te dá uma experiência de identidade, de passar por um momento, uma presença e uma percepção alterada, uma capacidade mental ou cerebral, dependendo do jeito que você quiser colocar, que você não tem no dia a dia. Que você é até capaz, em experiência de quase morte, você é capaz de acessar isso, o DMT é liberado no cérebro e coisas do tipo, é possível, ou em momentos de êxtase, não em termos de droga, mas em termos de companheirismo ou de autoentusiasmo, na humanidade é possível também o DMT espalhar no cérebro. Só que o interessante, eu acho, é que você faz isso ritualisticamente, então é quase, vamos dizer, replicável. Eu acho que qualquer pessoa ouvindo aqui vai concordar com isso. Quando você tem uma experiência muito impactante, depois que vai passando bastante tempo, você vai perdendo a conexão com essa experiência e você vai duvidando um pouco se ela foi real ou não. Então o interessante da ayahuasca é que é replicável, você pode ir lá fazer de novo e voltar para aquele centro da experiência de novo. Então é uma coisa realmente única dentro desse mundo, é claro que existem outras substâncias psicoativas que se aproximam e tudo mais, mas eu já experimentei de tudo e eu acho que é de longe, vamos dizer, a mais autêntica, e é a que te leva a um grau maior dessa experiência transcendental de fato. Então eu queria recomendar aí o Instituto Plêiades. Mais uma vez, recomendar o canal de YouTube do Eduardo Chianca e dizer que às quartas-feiras, no Instagram, ele faz uma meditação de autocura. Continua sendo quarta-feira?

Eduardo Chianca: [1:02:27] Todas as quartas-feiras.

Eron Falbo: [1:02:28] E é isso, eu queria te agradecer muito por ter participado do meu programa aqui e dizer que, infelizmente, a gente não conseguiu chegar nem a 15% do script aqui, assuntos que eu gostaria de abordar, mas, se você aceitar, outro dia eu posso fazer um convite para a gente se aprofundar um pouquinho.

Eduardo Chianca: [1:02:54] Será um prazer, uma grande honra. Eu fico muito feliz ver um jovem como você, já de consciência desperta, com um número significativo de seguidores e trazendo uma contribuição importante, porque, no meio das trevas que a gente vive, do materialismo, se a gente acende uma velinha, apenas uma velinha, mas ela tem o poder de iluminar muito as consciências. Então, estou a seu serviço e é um prazer voltar aqui para outras oportunidades. E quem quiser me contactar pelo Instagram é Eduardo...

Eron Falbo: [1:03:37] É, o Eduardo Chianca. Então, obrigado mais uma vez. Eu vou terminar dizendo que, independente do que você acredita, se você é ateu ou se você é uma pessoa extremamente...

Eduardo Chianca: [1:03:51] Mística,

Eron Falbo: [1:03:54] Isso para mim, pessoalmente, é só uma questão de linguagem, de comunicação, mas certas coisas, vamos dizer, servem para qualquer ser. Todos nós temos algo muito em comum e a gente tem uma maturidade menor ou maior dentro da nossa consciência. Eu acho que essa é a sua mensagem principal, que existem níveis de despertar da consciência. E independente do termo que você usa, se é consciência ou maturidade ou sabedoria ou o que você quiser, certamente existe como se expandir nisso, existe como alcançar níveis maiores e, vamos dizer, também abandonar níveis inferiores, ou seja, identificações com picuinhas, com coisas banais e tudo mais. Então eu recomendo isso pessoalmente para qualquer tipo de pessoa. E acho que todo mundo tem a ganhar com essa exploração, independente do que se acredita. Então valeu, Eduardo. Tudo de bom para você. Muito obrigado mais uma vez. De volta a tchau, grande abraço, boa noite.

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