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#105 A vida é uma viagem

com Kellys Kelfis · 19 de mai de 2021

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Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio, com revisão automatizada parcial. Os nomes dos interlocutores foram atribuídos automaticamente. Em caso de dúvida, o áudio do episódio prevalece.

Abertura e apresentação de Kelly (0:00)

Eron Falbo: [0:02] E aí, Kélis. Beleza?

Kellys Kelfis: [0:05] Beleza. E vocês? Tudo bem?

Eron Falbo: [0:09] Tudo certo. Graças a Deus. Só enfrentando... Linda música. Ah, valeu. Valeu. Agora, peraí. Só que a câmera tá muito alta aqui. Não consigo te ver. Agora tá tudo certo. E aí, querida. Beleza? Eu tava vendo o seu programa agora mesmo na Amazon Prime. Queria recomendar a todos aí que estão nos ouvindo. Amazon Prime. Como é que é pintando set com o Gaspar?

Kellys Kelfis: [0:42] Isso aí.

Eron Falbo: [0:43] Como é que começou isso tudo? Você me parece uma pessoa tão livre, tão entregue à vida. Eu sei um pouquinho assim da sua vida. Eu sei que você teve que se reinventar. Você teve que se jogar nesse mundo. E eu queria te elogiar por isso, porque você realmente faz coisas impressionantes.

Kellys Kelfis: [1:09] Que isso, obrigada. Nossa, imagina. Muita gente está nessa mesma situação de se reinventar, né? Eu acho que esse é o grande barato da vida, você não ficar parado esperando a vida passar. Quem espera não alcança. Eu não concordo com essa frase. Mas realmente, eu gosto de estar sempre fazendo uma coisa ou outra, eu estou sempre criando, não consigo ficar parada.

Eron Falbo: [1:32] E como é que foi essa ideia do Fusca, do Gaspar, o Fusca camarada? Como é que isso entrou na sua vida, como é que você desenvolveu?

Origem do Fusca Gaspar (1:43)

Kellys Kelfis: [1:43] Na verdade, começou assim, eu tenho o Fusca já há sete anos, só que eu comecei a desenvolver um pânico de avião, e com isso eu comecei a parar de viajar. E aí, uma amigona minha, a Suzy, falou, amiga, você não vai mais viajar, ela mora em Natal. Aí eu falei, amiga, eu não consigo. Ela, então vamos viajar de Fusca, eu vou pro Rio e a gente viaja. Aí eu achei aquilo muito louco, e ela, de fato, veio e a gente caiu na estrada. E durante o trajeto, dirigindo, me veio à cabeça, eu pensei, gente, imagina se eu crio um reality onde eu rodo o Brasil de Fusca, descobrindo arte, cultura. Pessoas diferentes. E aí imediatamente ela falou o nome pintando o set com o Gaspar porque o nome do Fusca é Gaspar pois ele é um Fusquinha camarada. Só quebra na vaga. Só quebra na vaga ou perto da vaga.

Eron Falbo: [2:39] E dá muito perrengue no Fusca em viagem em estrada.

Kellys Kelfis: [2:44] Cara eu queria tanto poder dizer assim nossa o Fusca quebra o tempo todo fura pneu gente. Eu rodei mais de 20 mil quilômetros, nove estados, mais de 30 cidades. O Fusca não furou um pneu. Eu faço propaganda de graça para a Godia, porque eles ficam me perguntando, o seu pneu é de onde? Aí eu sou obrigada a dizer de onde é meu pneu. Não furou uma única vez. Os dois problemas que eu tive foram causados por mim. Um eu esqueci o freio de mão puxado e a outra eu esqueci de abastecer. Não sei, eu sou muito sortudo, Gaspar é demais, mas assim, Fusca é um carro sensacional, eu recomendo, quem tem medo, vai com medo mesmo que vai dar certo.

Eron Falbo: [3:30] Aí o legal é que se dá pra viajar de Fusca, sem perrengue e tudo mais, muita gente que tem medo, né, dizendo que as estradas são ruins e não sei o que, já tem aí um case de sucesso. Absolutamente quase 30 mil quilômetros.

Kellys Kelfis: [3:45] As estradas são ruins mesmo. Isso não é mentira não em alguns pontos são bem difíceis mas assim depende do motorista. Eu me considero uma ótima motorista e tem a questão também que as pessoas falam muito que você quer perigoso que é isso que é aquilo sem nunca nem terem tentado. Então sempre vai ter alguém para dizer não é perigoso vai dar errado é importante saber filtrar se o carro estiver com a documentação os itens de segurança e você tiver habilitação e souber dirigir na estrada porque não é fácil. Você fica lidando com caminhoneiros, pessoas que não dormem há dias, pessoas estressadas no trânsito. Eu amo dirigir, então é muito difícil eu perder a cabeça. Eu sempre acho que pode ser legal, me acalmo, deixo o cara nervoso passar. Acho que eu nem lembro a última vez que eu xinguei no trânsito. Porque realmente, dirigir, pra quem gosta, na estrada de Fusca é liberdade total.

Eron Falbo: [4:44] É, você tem cara de ser zen mesmo, é por isso que eu parei de dirigir, que eu fico muito...

Kellys Kelfis: [4:48] Mas eu não sou zen, tá? Eu sou nada zen, eu sou o contrário de zen.

Eron Falbo: [4:53] Que isso, tem a maior cara de gente boa, que não briga com ninguém.

Kellys Kelfis: [4:57] Ah não, mas eu sou gente boa. Ser zen não tem, né? Quem não é zen é gente boa também.

Eron Falbo: [5:03] Bota fé. E aí, eu vi que você morou em Brasília um tempo. Sou de Brasília, né?

Kellys Kelfis: [5:09] Que legal! Onde você morava lá?

Eron Falbo: [5:11] Eu cresci na Asa Sul.

Kellys Kelfis: [5:14] Olha, eu cresci na cidade satélite... não, eu morei na Asa Sul um tempo, depois eu fui pra cidade satélite, quase todas, depois eu fui pra Águas Claras, e aí depois eu fui pro Norte, Nordeste, e agora Sudeste.

Eron Falbo: [5:29] Você viajou tanto assim, por quê? Assim, sem contar do programa, por que você mudou tanto?

Kellys Kelfis: [5:36] Porque o meu marido era policial federal, e aí a Polícia Federal, a cada dois anos, tem que ir pra um lugar.

Eron Falbo: [5:43] Ele era da inteligência, né?

Kellys Kelfis: [5:45] Ele era da inteligência da polícia.

Eron Falbo: [5:47] Ah, inteligência da polícia. Aí ele não podia te falar as coisas, né, mor?

Kellys Kelfis: [5:51] Não, às vezes falava, mas a maioria das coisas que ele tava investigando no momento da nossa relação, ele sempre contava depois que acontecia. Quando era uma coisa que ia estourar, assim, ele não contava, não.

Eron Falbo: [6:04] Bota fé, bota fé. E me conta mais a história do Gaspar, do programa que está na Amazon Prime. Para quem ainda não assistiu, para de repente chamar as pessoas para assistirem.

Conceito do reality e famosos desconhecidos (6:08)

Kellys Kelfis: [6:19] É um reality que roda o Brasil em busca de arte, cultura, entretenimento, culinárias diferentes e pessoas interessantes. Então não tem um roteiro pré-definido. A gente tem os lugares que a gente passa e tem os lugares que a gente descobre durante o caminho. E aí a gente entrevista as pessoas famosas desconhecidas. O que é um famoso desconhecido, tipo assim? Eu não sou famosa, mas eu sou conhecida aqui no meu bairro como a menina do Fusquinha que tem um reality. É tipo isso, entendeu? Então, nos lugares, a gente descobre os famosos desconhecidos, que são aqueles caras que cantam lindamente mas ninguém sabe que ele é cantor. Aquela mulher que faz renda e ninguém sabe que ela é rendeira. Porque ela tá tão ali no mundo dela que ela não sabe os lados artísticos que ela tem. Então a gente busca essas pessoas, busca a culinária do lugar e o turismo, né, porque aquele lugar, o que ele oferece pra todas as pessoas... Não me interessa muito, nesse projeto, os lugares pagos que já são mega famosos turisticamente falando.

Eron Falbo: [7:33] Porque... tá querendo desbravar.

Kellys Kelfis: [7:35] É, justamente, não desmerecendo, porque fica parecendo até: "mas como assim, o cara faz maior sucesso, aquele lugar é mais legal?" Mas é porque tem lugares também que são vistos pelo olhar de quem mora ali. No caso, a Vila dos Pescadores, os restaurantes que eles comem. Enfim, é descobrir um lugar pelo outro olhar, o olhar de quem é da redondeza, e não só pelo turismo que já tá ali disseminado e que faz sucesso, entendeu?

Eron Falbo: [8:03] E por que você decidiu fazer esse programa?

Kellys Kelfis: [8:06] Porque eu percebi que o Brasil é muito lindo, só falta gente pra mostrar. E eu quis mostrar o Brasil, o meu país.

Eron Falbo: [8:16] E assim, alguém que tá de repente indo fazer uma viagem pra algum desses lugares que você explorou, você recomendaria como descoberta de lugares diferentes? Como é que é assim, em termos de...

Kellys Kelfis: [8:33] Eu recomendaria, olha... Recomendaria o Rio Grande do Norte, São Miguel do Gostoso, lá se faz gostoso tudo: atividade física, natureza, comida, bebida, as pessoas, tudo. Recomendaria a Bahia, Península de Maraú, que também é o máximo, tem uns lugarzinhos, a Praia de Algodões, que é mais desertinha, tem já as praias mais famosinhas, onde tem pôr do sol, não sei o quê. Recomendaria Minas, ali, Governador Valadares, que é pertinho do Rio.

Lugares recomendados no Brasil (8:34)

Eron Falbo: [9:07] Eu quis dizer assim: você tem um site, alguma coisa que mostre a cidade diferente? Se foi organizado, assim, para... vamos dizer, se eu quiser pegar um Fusca e viajar e conhecer as coisas legais.

Kellys Kelfis: [9:19] Então, o nosso projeto é multimídia. A gente está lançando um catálogo digital, que sai no final do ano, quando já tiverem as duas temporadas no ar, porque a segunda temporada estreia agora em outubro. Aí vai sair o catálogo digital com todos os lugarzinhos que o Gaspar passou e os principais lugares ali. E quem quiser assistir, tem a Amazon e tem o canal no YouTube, o Pintando Sete com o Gaspar, tem vários lugares ali.

Bastidores de produção e equipamentos (9:21)

Eron Falbo: [9:49] E a Amazon deixa você lançar as coisas no YouTube? É uma boa? Como é que é?

Kellys Kelfis: [9:54] Deixa, assim: o que eu lanço no YouTube eu não posso lançar na Amazon, né? Por isso que é multimídia, porque a gente coloca aquilo que não foi pra Amazon. Por exemplo, os perrengues... Não, também tem nos episódios os perrengues, mas a gente não tem muito perrengue de... Tipo assim, eu não tive nenhum perrengue de carro quebrado, isso não tem. Mas, por exemplo, tem o perrengue do microfone caindo, ou tropeçando. Esse tipo de perrengue, né, o making of.

Eron Falbo: [10:24] E que mais que tem, além de perrengue? Tem umas coisas diferentes no YouTube comparado com a Amazon?

Kellys Kelfis: [10:33] Nossa, no YouTube tem lugares assim, momentos que eu não coloquei na Amazon porque a resolução não ficou tão boa, ou o áudio falhou. Umas praias que não dava pra ir de carro, só ia de 4x4, eu lutei, falei que o motor do Bug é o motor do Fusca, e aí consegui ir, passei um monte de carro 4x4, muito aventureira. Tem esses vídeos lá no YouTube.

Eron Falbo: [11:10] É que foi essa questão da produção? Porque eu vi lá na produção que às vezes você estava com câmera muito boa, às vezes você estava com seu próprio celular, com pau de selfie, alguma coisa assim. Como é que foi essa mistura? A Amazon te ajudou com isso? Como é que funcionou essa produção?

Kellys Kelfis: [11:26] Não, então, a parte de produção foi bem independente, mas os equipamentos eram sempre muito bons. Eu gravei quase tudo com a GoPro, gravei com um telefone também, Galaxy S10, com iPhone, e com uma câmera Canon XC10 muito boa. Então os meus equipamentos de gravação e de áudio eram bons. O que eu não tinha muito era uma equipe grande. Éramos três pessoas nessa terceira temporada; na primeira e na segunda éramos só duas, eu e a diretora de fotografia. Então foi mais puxado. A Malu Amaral, inclusive, acho que ela está assistindo. Um beijo, Malu!

Eron Falbo: [12:06] Valeu, Malu.

Kellys Kelfis: [12:07] Obrigada pela parceria. Então, assim, em vários momentos tinha que usar pau de selfie, mas como é um reality num fusca, fica totalmente cabível, entendeu? Não fica over.

Eron Falbo: [12:19] É isso que eu estava perguntando. Mas aí vocês fizeram independentemente antes de vender para a Amazon, é isso?

Caminho até a distribuição e financiamento (12:22)

Kellys Kelfis: [12:27] Claro, foi assim, exatamente. Como eu já tinha lançado um longa e dois curtas, e todos os meus filmes, graças ao trabalho pesado, às energias positivas e a Deus, eles tiveram uma boa aceitação de público. O meu longa eu abri no Festival do Rio. O meu curta foi o único curta representando o Brasil em Estocolmo. Ele foi dirigido pela Estefânia Vasconcelos. Com isso, eu já tinha um portfólio, aí eu criei um LinkedIn pago. Deixo claro que foi pago, porque de graça não conseguia nada, só quem era pago. Como eu entendi que eu precisava pagar para poder ter acesso, foi a melhor coisa que eu fiz, o meu melhor 79,90 pago da minha vida.

Eron Falbo: [13:13] Mas o que significa isso? Você paga, você consegue o quê com...?

Kellys Kelfis: [13:16] O LinkedIn é uma rede social, igual Facebook, tananã-tananã, só que ela é de trabalho. Então, se você tem o LinkedIn que não é pago, você só consegue mandar mensagem pra quem é pago, pra quem paga o LinkedIn. Nem todo mundo paga, tanto que eu não pagava. E essa rede social, você pode divulgar os seus projetos, você vai atrás de pessoas pelo LinkedIn. Todo mundo que tem uma parada séria, que é concreta, palpável, tem LinkedIn, isso eu já entendi. Então eu fui lá atrás dos produtores e distribuidores, e aí eu vi a palavra "distribuidor", já mandava mensagem: "Eu sou Kellys Kelfis, atriz, produtora, com tendência de ser cineasta, eu estou fazendo um longa, contava com uma gente." Mandei e-mail, aí um cara respondeu. Deve ter pensado: "deixa eu responder essa doidinha aqui." E aí ele respondeu, e eu estava online na hora, na hora que eu vi que ele respondeu eu já fui ali e falei: "oi, eu estou aqui, me dá seu WhatsApp aí." Deve ter pensado: "a gente é doidinha mesmo." E aí ele, doido também, deu o WhatsApp.

Eron Falbo: [14:34] Contra o outro doido.

Kellys Kelfis: [14:36] E aí eu falei para ele do meu projeto, ele falou: "cara, você está falando sério?" Falei: "olha, se você fizer esse projeto, que eu duvido que você faça, porque não é fácil dirigir esse Brasil de Fusca sem dinheiro, mas se você fizer o projeto eu distribuo para você." Eu falei "mentira!" Aí ele distribui, e era tipo assim, uma das maiores do Brasil, a Europa Filmes. Eu falei "meu Deus do céu". Aí saí pegando dinheiro com um, com outro, com outro. Juntei um montante, faltou, aí eu coloquei do meu próprio bolso, eu investir em mim, que é uma coisa que eu faço sempre, eu super invisto em mim, não só na minha beleza e tal, digo, nos meus projetos.

Eron Falbo: [15:21] Esse cara te ajudou. E como é que foi descer para a filmagem?

Kellys Kelfis: [15:25] Isso, que se eu fizesse ele distribuía. Daí eu tive a missão de fazer, arrumar o Gaspar. Aí foi um ano preparando a viagem, foram nove meses preparando a viagem, porque eu tive que arrumar o motorzão dele, deixar bem veloz, porque ele é 1.600, mas ele não tava assim tão lindo. Aí eu arrumei, deixei ele maravilhoso. Comprei todos os equipamentos, tudo, tudo que você imaginar. Aluguei isso, comprei aquilo, deixei tudo pronto. E aí caí na estrada. Gravei, gravei, gravei tudo. Fiquei três meses e meio viajando. Voltei, sentei no laboratório de edição, na ilha de edição, com o editor Luiz Felipe. Parceiraço! Obrigada, amigão, você é ótimo. E aí montamos todos os episódios e mandei pra ele. Quando ele abriu o primeiro, ele falou: "eu não acredito, você fez!" Eu falei: "fiz!" Ele: "deixa comigo, me manda os episódios que eu vou dar uma olhada." E aí eu mandei, ele mandou lá para o povo dele, que eu não sei quem é, nem perguntei muito, porque eu só queria saber de ficar feliz. E aí ele falou que amaram, e aí eles fecharam, eu tinha fechado só duas temporadas, agora já pediram a terceira. E já comecei a gravar a terceira temporada. Viajo mês que vem pra Floripa pra fazer o meio da terceira temporada.

Eron Falbo: [16:56] E você tá bancando de novo ou eles bancaram?

Kellys Kelfis: [17:00] A Amazon não dá dinheiro, você ganha por clique. Eu tô conseguindo os meus patrocinadores, e é assim, eu nunca penso em bancar mais, porque a gente tem que crescer um pouco no trabalho. Eu já banquei muito e vou bancar sempre. Mas eu penso que o meu projeto, ele é um projeto merecedor, as pessoas que entrarem nele, elas vão se dar bem, porque eu tô num streaming maravilhoso, vou pra um canal de TV, tô com uma distribuidora que é uma das maiores do Brasil. Então, eu penso que por merecimento de projeto, de tudo, a parceria vai rolar. Agora, se não rolar tudo e faltar, eu sempre completo, como eu te falei, eu invisto mesmo. Mas eles não dão dinheiro pro projeto, o dinheiro tem que vir de algum lugar. Agora pode ser que eles queiram co-produzir no futuro, aí sim entra o dinheirinho, se eles se tornarem produtores.

Eron Falbo: [17:56] Se for aquele Amazon Original.

Kellys Kelfis: [18:00] Eu não falo inglês, o que é "original"?

Eron Falbo: [18:03] Aqueles que são produzidos pela própria Amazon.

Kellys Kelfis: [18:06] Exatamente.

Eron Falbo: [18:09] Exatamente, são produzidos por eles, original.

Kellys Kelfis: [18:13] Original da Amazon, original.

Eron Falbo: [18:20] Original.

Kellys Kelfis: [18:29] Original.

Eron Falbo: [18:37] Vai ter uns drones filmando também.

Kellys Kelfis: [18:40] Vai aí, drone é meu sonho de consumo.

Eron Falbo: [18:44] É, um drone é muito legal, tinha que ter, mas aí, pô, tem que ter um daqueles nerds que sabem pilotar drones, no banco.

Kellys Kelfis: [18:52] De trás de fotografia, tem curso de drone, já é de cara, mas você...

Eron Falbo: [19:01] Já usou drone? Não, mas ela...

Kellys Kelfis: [19:03] Eu já fiz outras coisas com drone.

Eron Falbo: [19:07] Também tô louco para começar a usar drone de alguma maneira.

Kellys Kelfis: [19:11] Vale a pena, é muito legal, traz ângulos sensacionais, acelera, diminui, é muito bom.

Eron Falbo: [19:17] Fazer um aqui em casa, fazendo ângulos diferentes.

Kellys Kelfis: [19:23] É verdade.

Eron Falbo: [19:25] Mas me conta, o que eu queria saber das suas viagens. No nosso programa, a gente tenta trazer novidades, igual ao seu. Eu copiei isso de você, na verdade. Coisas que a gente não vê em outros lugares.

Penedo, descoberta especial (19:27)

Kellys Kelfis: [19:39] Olha, tem que conhecer, por exemplo, Penedo. Penedo é um lugar que não tem explicação. É aqui pertinho, eu considero perto, entre Aracaju e Maceió. Na verdade é em Maceió, no estado de Maceió, mas a gente foi de Aracaju, de balsa, para Penedo, com Fusca, passamos em cima do rio São Francisco. É um lugar super acessível, é uma das belezas mais lindas que eu já vi.

Eron Falbo: [20:13] E por que você gostou de Penedo especificamente?

Kellys Kelfis: [20:17] Primeiro, eles investem muito na arte e na cultura local. A cultura deles é muito rica, a cultura de valorizar a arte, por exemplo. Isso eu achei incrível. Eles reformaram vários lugares da cidade, mantendo a originalidade, para os artesãos poderem trabalhar, mostrar seus trabalhos. O teatro lá é lindíssimo, é um teatro antiquíssimo, super conservado. A galera tem o prazer de mostrar a culinária deles, a parte da culinária lá também, muito peixe de rio, é surreal, Penedo, cara. E tem umas...

Eron Falbo: [21:03] Igrejas também, muito bonitas. E se não quiser ir de carro, tem algum aeroporto mais perto? Quais são as coordenadas de...

Kellys Kelfis: [21:11] De avião eu não sei, mas eu acredito que seja. Você pode ir de ônibus, você pode ir de blá blá blá, carro, você pode ir de avião. E você pode ir de navio... não, navio, acho que não... de barca, de balsa...

Eron Falbo: [21:30] Ah, sim, para atravessar lá. Então, o que você aprendeu sobre você mesma nessas viagens todas pelo Brasil?

Aprendizados e superação nas estradas (21:42)

Kellys Kelfis: [21:42] Eu aprendi que a palavra obrigada, ela realmente é linda, é uma palavra muito legal. Sempre agradecer, falar obrigada, obrigada, até pelas coisas difíceis, porque eu passei poucos sufocos na viagem, mas os dois sufocos, de medo de acontecer alguma coisa comigo ou com a diretora de fotografia... Eu também agradeço, porque isso me levou para um outro lugar que, se eu não tivesse tido esse medo, eu não teria chegado lá. Eu descobri que comigo não tem tempo ruim. Tipo assim, se tudo dá errado, eu fico preocupada, fico triste, mas eu não sinto vontade de desistir. É muito mais forte do que eu, isso. Por exemplo, teve um dia que foi sensacional: o dinheiro estava acabando. E aí eu lembrei que três amigas não ajudaram no Crown Foundation, e eu mandei mensagem para eles falando... Eles falaram assim, quando um amigo falou: quando você estiver precisando, você me avisa. E eu esqueci disso. E outras duas amigas falaram que iam ajudar, e se esqueceram disso. Aí teve um dia que a gente tava num hotel que era na beira de estrada. Ah, tá! Teve um problema com o gastar, o rec, que é esse negocinho da foto aqui: eu passei muitos quebra-molas e ele caiu lá na frente. Então eu fiquei com uma mão segurando de um lado, e a Malu com a outra mão segurando do outro, e a gente parou. Não deu pra arrumar porque já estava escurecendo, e a gente teve que dormir na beira da estrada. E foi muito difícil, porque era uma coisa só de caminhoneira. Mas, tudo bem, fomos e deu tudo certo. Só que, nesse momento em que a gente estava ali passando por esse perrengue, eu esqueci o que eu ia falar.

Eron Falbo: [23:40] A gente tava falando sobre um perrengue do dinheiro que faltou, e você pediu pros seus amigos.

Kellys Kelfis: [23:44] Ah, claro!

Eron Falbo: [23:45] Lógico!

Kellys Kelfis: [23:46] Ai, me agitei. O que aconteceu? A gente foi ficar no hotel, na beira de estrada. Eu achei que o hotel era barato; o hotel, por incrível que pareça, era caro. Era tipo noventa reais a pernoite, só que era muito caído o hotel. Olha, na conta eu tinha, tipo, assim, 180 reais. Aí eu falei: caracoles, vamos pensando, meu Deus, será que é o momento de dormir no Fusca? Porque a gente tinha combinado que, se precisasse, a gente dormiria no Fusca. E aí eu falei: não, não é o momento ainda, que não é seguro. Fomos, cara. Eu mandei mensagem, a mesma mensagem, eu só copiei e mudei o nome da pessoa. Tipo assim, pro meu amigo que falou que, quando eu estivesse precisando, ele mandava... O nome dele é Vanderlei, eu só chamo ele de amigão. Aí eu falei: oi, amigão! E aí escrevi: lembra que você falou, quando eu estivesse precisando, nananana? Aí, pras minhas amigas, eu mudei o nome e falei: e aí, lembra que você falou que nananana?

Eron Falbo: [24:47] Pá!

Kellys Kelfis: [24:47] Cara, os três responderam quase que simultaneamente. Uma deu 500, a outra deu 500, o outro deu 1.000. Eu saí tipo da pobreza pra riqueza, e quando eu fico rica, eu fico rica, aí eu...

Eron Falbo: [25:06] Falei: maluco, vamos comprar um champanhe, vamos!

Kellys Kelfis: [25:10] Para um hotel. Aí a gente foi para um hotel com piscina, comemos, bebemos e tudo. Então, assim, mesmo quando está tudo errado, vai lá alguma coisa e acontece que dá certo.

Eron Falbo: [25:26] E vocês se divertiram muito também com as pessoas nessas viagens? Vocês fizeram festas? Como é que foi essa parte de diversão?

Kellys Kelfis: [25:33] Muito, porque, assim, as pessoas primeiro não acreditam, elas sempre acham que vai chegar um carro de apoio em algum momento. A primeira pergunta que não cala é: mas não tem nenhum homem? Pode falar, a gente sabe, é um reality. Aí a gente fala que não. Então vira que a gente meio que vira uma sensação, as meninas que estão rodando o Brasil. Eu descobri esses dias que eu sou a fusqueira mulher mais rodada do Brasil. Não sei se é verdade, porque essa informação não é oficial, mas muita gente não acredita, porque ou as fusqueiras vão para os encontros mais perto, não sei o quê, ou elas caem na estrada com seus maridos, que são os fusqueiros também. Muitas fusqueiras que eu ia entrevistar, o carro era delas, mas quem dirigia era o marido. Quando eu comecei a encontrar as fusqueiras que dirigiam de verdade, eu pude ver que elas sofriam o mesmo preconceito que eu sofria. Tipo assim, eles não acreditam que uma mulher dirija um fusca na estrada.

Preconceito de gênero e comunidade fusqueira (25:34)

Eron Falbo: [26:43] E tem muitos, para quem está nos ouvindo aí que não sabe, uma comunidade de fusqueiros. Tipo moto, tipo Harley Davidson do Fusca.

Kellys Kelfis: [26:54] Do Brasil, Clube do Fusca do Rio, Clube Fusca Natal, tem várias áreas sensacionais. E aí isso se tornava um pouco engraçado, porque a gente fica famosinha naquele lugar que a gente está. Primeiro que o Fusca é um carrinho fofo. Segundo, que a mulher dirigindo já quebra outro paradigma. E terceiro, fazendo um reality, arte, cultura, descobrindo e também levando, porque em alguns lugares eu vejo que é muito simples. Aí eu projeto um filme, coloquei um projetor, uma caixa de som no meu fusca, um inversor. Então, quando eu vejo que o lugar não tem nada de arte, que eu vejo que as pessoas ali estão sendo muito prejudicadas mesmo, aí eu coloco um filme pra elas, coloco música, poesia, exposição de arte, eu já tenho um set list pronto. Quando eu chego num lugar que ele não tem muita descoberta, aí eu também não posso só chegar num lugar e querer que ele me dê alguma coisa. Eu preciso, enquanto cidadã e fomentadora da arte, proporcionar que eles saibam que aquilo é possível. Então, em vários lugares, comunidades quilombolas, lugares que não tinham, eu levei. Aí é outro momento que você se emociona olhando e falando: caramba, um Fusca está proporcionando isso, sabe?

Temporada dos sonhos e onde assistir (28:13)

Eron Falbo: [28:15] Tenho uma pergunta para você. Se a Amazon amanhã chegasse para você e falasse: 'aqui está um cheque em branco, você pode fazer a produção que você quiser para uma temporada 4, para você fazer tudo o que você sempre quis, você tem um orçamento ilimitado', que tipo de coisa você faria? Para onde você iria? Como é que você montaria o Fusca? Que tipo de equipe você levaria?

Kellys Kelfis: [28:42] A minha equipe continuaria sendo uma equipe feminina, eu gosto de trabalhar com mulheres. A minha equipe de base, que está do lado de cá, tem homens, que é o editor, o Luiz Felipe, o produtor executivo, o Ricardo Valle, e a pessoa que faz a trilha, o som original, que é o Elon. Essa é a nossa base de cá, mas na linha de frente, dentro do Fusca, eu levaria a minha equipe com mais uma ou duas pessoas num outro Fusca. E eu tenho muita vontade de ir para a África. Eu tenho vontade de desbravar as savanas ali, entender. Olha só, uma vontade que eu tenho, que é muito louca, que eu sinto que eu ainda vou realizar ela. Eu tenho uma vontade de fazer um documentário dos documentários, dos caras que estão lá na savana gravando, para que a gente possa assistir o Discovery Channel, Animal Planet.

Eron Falbo: [29:44] Tem um diretor que faz todos esses documentários, chama David Attenborough. Ele é um cara que está fazendo...

Kellys Kelfis: [29:56] Uns 50 anos voltado para o mundo dos bichos. Com fusca também, trazer uma consciência, meio que eu não sei ainda o que é, um chamado, alguma coisa que eu sinto. E se eu tivesse um cheque em branco da Amazon, eu acho que seria isso, eu iria para esse lugar ali, de parar com esse negócio de caça, sabe? Esses negócios, o povo que vai tirar foto com o leão todo dopado, sem dente, sei lá, a loucura.

Eron Falbo: [30:24] Mas você iria para parar com o lance da caça? Como que você faria isso?

Kellys Kelfis: [30:31] Eu não sei, eu não sei ainda. Você está me perguntando de uma ideia, mas, assim, eu teria uma ideia.

Eron Falbo: [30:36] Estou só querendo entender sua ideia. É para trazer mais consciência.

Kellys Kelfis: [30:42] Mostrar como essas pessoas ficam ali nos mostrando, no caso, o filme. Seria eu mostrando como eles fazem o documentário deles e, através disso, ainda conscientizar, porque a caça que existe ali entre eles é de sobrevivência: um é presa, o outro é predador. No caso, existem pessoas que caçam para tirar a pele, que caçam para ter o marfim. Então eu queria mostrar o quão difícil é o trabalho de quem mostra o que eles fazem, por que vamos destruir. Seria mais ou menos voltado assim para o universo de manter viva a história. Porque se a gente quer manter viva a história do automobilismo através do Fusca, eu preciso manter viva a história da humanidade através dos bichos. Senão, daqui a pouco, não vai ter mais nenhum para contar a história.

Eron Falbo: [31:33] A gente chegou ao fim do nosso programa. Antes da gente terminar, eu vou te fazer uma última pergunta, que eu faço para as pessoas que eu gosto. Antes disso, eu queria, se você pudesse, me falar o site de vocês, onde eu encontro material de vocês, além da Amazon Prime, ou até nisso também: tudo que você está fazendo e como as pessoas podem encontrar, por favor.

Kellys Kelfis: [32:04] O nosso Instagram é arroba pintando o set com o Gaspar, e tem o nosso YouTube, arroba pintando o set com o Gaspar. O site é www.pintandosetcomgaspar.com.br. E tem a nossa série, a primeira temporada inteira, na Amazon Prime. A Amazon Prime dá 30 dias de graça, você vai lá, faz cadastro. Depois, se você não quiser continuar, você sai, mas prestigia, artista, fusqueira. E ó, custa R$ 9,90 a Amazon, gente, é bem mais barato que a concorrência. E vocês podem me encontrar também no meu Instagram pessoal, arroba Kellys Kelfis. Meu nome é Kellys Kelfis mesmo, não é vírus, não é nome artístico. Tem uma história que é ótima, Erão. Eu tive uma amiga que saiu do Brasil e eu mandei e-mail pra ela, toda faceira, fofo. Ela nunca respondeu. E aí, quando ela voltou, a primeira coisa que ela fez foi me encontrar. Aí, eu fiquei toda... Falei, gente, que loucura, nunca respondeu um e-mail meu, quer me encontrar. Daí, fui encontrar com ela, ela toda chateada. Amiga, como assim? Lógico que eu nunca recebi nenhum e-mail seu. Falei, claro. Aí, mostrei pra ela que eu tinha mandado mais de dez e-mails. Ela foi perguntar, porque, sabe, naquela época, a mulher tinha conta de e-mail com o marido. Aí ele viu o meu nome e achou que era um vírus e me pôs no spam. Fiquei dois anos mandando e-mail pra minha amiga. Durante um tempo, quando eu percebi que isso acontecia direto, eu criei o e-mail falando: meu nome é Kellys Kelfis.

Eron Falbo: [33:52] Isso. E no Instagram, como é que se soletra? Só pra gente ter certeza.

Kellys Kelfis: [33:57] K-E-L-L-Y-S, que eu fiz! K-E-L-F-I-S... que eles... Que eu fiz! Eu digo sempre assim, ó: Que eu fiz, professora! Que eu fiz!

Eron Falbo: [34:14] Kellys, foi um prazer enorme te ter aqui no programa. Sua alegria contagia, espero que contagie todos nós aí nesses tempos difíceis da pandemia, para aprenderem a viver com essa alegria, viver sempre olhando para frente, se jogando na aventura. Então eu queria te agradecer muito pela sua presença e por esse seu espírito tão positivo. Aí eu vou te fazer agora uma última pergunta: considerando todos os perrengues que você passou, eu sei que na sua vida pessoal você teve coisas quase insuperáveis, que outras pessoas talvez teriam escolhido um caminho de autovitimização, de se fechar, e você escolheu o justo contrário, de se jogar pra frente, se jogar na vida alegre, na vida de se superar. Então, eu queria te perguntar, Kellys, hoje, pra você, o que mais importa nesse mundo?

Reflexão final sobre o que importa (34:18)

Kellys Kelfis: [35:16] O que mais importa nesse mundo, de verdade, para mim, são os meus filhos, os meus bichos com saúde e toda a humanidade bem. Não importa dinheiro, não importa luxo, eu só acredito realmente que o que importa de verdade é que a gente saia desse buraco e que a gente possa fazer a diferença na vida de outras pessoas. Isso, pra mim, é a coisa que mais importa agora. Eu fazer a diferença na vida dos meus filhos, dos meus bichos, dos meus amigos, da minha família e do mundo em que eu vivo. Sem hipocrisia. Não adianta a gente querer ter sucesso, que seu filme bombe, que você tenha mais dinheiro na conta, se você só devolve pro planeta sujeira, se você não ajuda o próximo. Porque é ridículo falar essa frase, até porque ela é muito usada, mas é muito bom você ajudar o próximo, porque o próximo pode ser você, entendeu? Então, o que mais importa pra mim hoje em dia é isso, é poder fazer a diferença pra ver se a gente melhora, né? Seria tão legal se as coisas evoluíssem.

Eron Falbo: [36:28] Amém. Obrigado, Kellys. Muito obrigado aí pela sua participação.

Kellys Kelfis: [36:32] Você é muito simpático, muito legal e sua voz é muito bonita.

Eron Falbo: [36:36] Muito obrigado.

Kellys Kelfis: [36:37] De nada.

Eron Falbo: [36:39] Valeu então, tudo de bom, tudo de bom a todos.

Kellys Kelfis: [36:42] Gente, obrigada pela audiência.

Eron Falbo: [36:46] O que eu aprendi com esse programa de hoje, em dois minutos eu vou resumir toda a nossa hora de conversa aqui. Mas antes disso, eu queria muito, muito, muito te falar: se você quiser muito, muito, muito, muito ajudar nosso programa, mande agora mesmo um WhatsApp pra sua avó, que tá lá toda sozinha, pandemia, mande pro seu melhor amigo um WhatsApp falando da sua experiência hoje, tudo que você viveu e testemunhou hoje comigo e com a Kellys, e como sua vida mudou. Só fala que tá passando nosso programa aqui e vai passar de segunda a quinta, 19 horas, e vocês podem ver os episódios, se vocês perderam alguma coisa, no Spotify ou no YouTube depois que acabar, que a gente uploadeia de uma forma editada para não passar os perrengues dos problemas técnicos, assim como a Kellys passou com o fusquinha dela, muito poucas vezes a gente também passa muito poucas vezes aqui. Então é isso, se quiserem apoiar, eu agradeço, e o meu sócio Marcos Zuckerberg agradece também o apoio de todos seguindo e se inscrevendo nos canais. E o que eu aprendi hoje com o programa foi que a gente sempre tem uma avenida, a gente sempre tem a escolha de olhar para os problemas daqueles que eu estava falando. Quando acontecia alguma coisa, se a gente pode interpretar essa coisa como uma coisa ruim, mas também a gente pode olhar para essa coisa como um aprendizado, agradecer. O que ela disse que foi muito importante foi isso: se a gente estiver sempre agradecendo, é muito difícil a reclamação e o agradecimento estarem no mesmo fôlego, né? Então, se a gente sempre lembrar disso, a gente nunca vai ter tempo ruim e vai sempre crescer. É isso, gente. Nos assistam ao vivo todos os dias, segunda a quinta, 19 horas. E lembrem-se: cão que ladra não morde.

No Alvo com Eron Falbo · episódio #105 · todos os episódios